ADF

ADF is a professional military magazine published quarterly by U.S. Africa Command to provide an international forum for African security professionals. ADF covers topics such as counter terrorism strategies, security and defense operations, transnational crime, and all other issues affecting peace, stability, and good governance on the African continent.

Foi um raro momento de alegria na aldeia de Sanguéré-Lim, na República Centro-Africana, quando combatentes que antes inspiravam terror fizeram fila para depor as armas. Os combatentes da milícia Retour, Réclamation et Réhabilitation (3R) incluíam adolescentes vestindo camisolas de futebol e homens grisalhos com gorros de malha. Música animada tocava nos altifalantes enquanto um homem empunhando um lança-granadas ficava ao lado de um adolescente segurando duas mãos cheias de balas. “Hoje, os grupos armados depuseram as armas e isso mudou tudo,” Adama Yaouba, um morador da aldeia, disse às Nações Unidas. “Antes, nunca dormíamos em paz, estávamos sempre em guarda.…

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O Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin, afiliado da al-Qaeda, realizou um ataque coordenado e abrangente a sete locais militares no oeste do Mali, incluindo perto das fronteiras com o Senegal e a Mauritânia, em meados de 2025. O grupo terrorista, mais conhecido como JNIM, foi responsável por um aumento nos ataques naquela época em vários países da África Ocidental, principalmente no Burquina Faso, no Mali e no Níger. O grupo tornou-se uma grande força na instabilidade regional e foi usado como justificativa para golpes militares nos três países do Sahel nos últimos cinco anos. O JNIM é apenas uma das franquias terroristas…

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O futuro da mobilização militar do Ruanda no norte de Moçambique é incerto, visto que Kigali condicionou a continuação da sua missão na província de Cabo Delgado, assolada pela insurgência, à garantia de financiamento sustentado. O presidente Paul Kagame alertou recentemente que as forças ruandesas poderão retirar-se já em Maio, altura em que o apoio financeiro da União Europeia está previsto terminar. O Ruanda procura apoio financeiro a longo prazo para continuar as operações de combate ao terrorismo em Moçambique. “Não é que ‘o Ruanda possa retirar-se,’” o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Olivier Nduhungirehe, disse numa publicação nas redes sociais…

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As forças militares e pró-governamentais do Burquina Faso são acusadas de terem morto centenas de civis entre Janeiro de 2023 e Agosto de 2025, de acordo com um relatório recente da Human Rights Watch (HRW). Dos 1.837 civis mortos no Burquina Faso durante esse período, mais de 1.200 foram assassinados pelas forças armadas burquinabês e pelas milícias aliadas conhecidas como Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP). Tanto a junta militar do Burquina Faso, liderada pelo Capitão Ibrahim Traoré, como os VDP são acusados de limpeza étnica nas comunidades Fulani. Um dos ataques mais mortíferos contra civis ocorreu a 14…

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Um especialista em segurança afirma que o grupo terrorista al-Shabaab e outras organizações extremistas estão a aprender a agir mais rapidamente numa altura em que aperfeiçoam os seus esforços para atingir comunidades e forças de segurança. O especialista em segurança Ibrahim Yanaya disse aos chefes de serviços de informação de 70 países, numa reunião realizada em Abril de 2026 no Quénia, que grupos militantes ligados a movimentos terroristas estão a mudar a forma como operam, com novos pontos de pressão que podem afectar países em toda a região, incluindo o Quénia. Yanaya, vice-director de projectos do Grupo Internacional de Crise,…

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Os especialistas alertam que a Iniciativa de Governação Global (GGI) recentemente lançada pela China representa uma ameaça para as nações em desenvolvimento, ao promover o autoritarismo através da vigilância digital e da repressão. A adopção do “tecno-autoritarismo,” definido como o uso da tecnologia da informação digital por parte dos governos para vigiar, reprimir e manipular as populações, representa riscos significativos para os países africanos, principalmente ao minar os processos democráticos, os direitos humanos e a estabilidade política a longo prazo. O coronel reformado DCS Mayal, antigo oficial de informações do Exército indiano, assinalou uma grave falta de transparência que permeia…

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No dia 25 de Março, as autoridades marroquinas e espanholas colaboraram na detenção de três suspeitos de pertencerem ao grupo Estado Islâmico: dois em Tânger e um em Maiorca, a maior ilha da Espanha. Na Espanha, o suspeito é acusado de planear um ataque a solo, enquanto os suspeitos em Marrocos terão fornecido financiamento e apoio logístico a combatentes ligados ao grupo Estado Islâmico na Somália (ISSOM) e a outras filiais do EI na região do Sahel, noticiou o jornal Morocco World News. Analistas afirmam que o ISSOM, em particular, está empenhado em expandir-se para além da sua base na…

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Em Fevereiro de 2025, o Gabinete Central de Investigações Judiciais de Marrocos deteve 12 homens ligados ao Estado Islâmico na Província do Sahel durante as suas operações em todo o país, frustrando um plano terrorista para bombardear locais financeiros e turísticos. A operação revelou bandeiras do Estado Islâmico, dinheiro, bombas de pregos, dinamite, armas e facas. Também foram descobertas provas de que o plano tinha sido inspirado e financiado por um membro do Estado Islâmico na Província do Sahel (ISSP), que procura expandir-se para além da sua base na região de Liptako-Gourma, onde se encontram o Burquina Faso, o Mali…

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Dois ugandeses foram recentemente mortos quando lutavam pela Rússia na Ucrânia, aumentando o número crescente de baixas africanas nesse conflito. Os dois homens, Michael Atuhaire e Ashiraf Damulira, estão entre os quase 1.500 africanos a lutar pela Rússia, muitas vezes, depois de terem sido atraídos para o país com promessas de trabalho lucrativo ou ensino superior. Muitos desses recrutas vieram do Quénia e da África do Sul. Outros vieram dos Camarões, do Gana e de outras partes do continente. Atuhaire e Damulira foram identificados numa investigação sobre as práticas de recrutamento da Rússia realizada pela ONG suíça INPACT. O grupo…

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Quinze países africanos bloquearam o acesso à internet dos seus cidadãos num total de 36 vezes em 2025. Os bloqueios, muitas vezes, ocorreram em resposta a agitação política, exames nacionais ou conflitos armados, de acordo com um relatório dos grupos de defesa da internet #KeepItOn Coalition e Access Now. A Tanzânia liderou a lista, bloqueando o acesso à internet oito vezes durante o ano, incluindo um bloqueio de cinco dias em torno das eleições no final de Outubro, durante o qual as forças governamentais reprimiram os manifestantes, de acordo com o relatório intitulado “Rising Repression Meets Global Resistance (A repressão…

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