A Equipa Queniana de Futebol é um Símbolo de Esperança

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VOZ DA AMÉRICA

O bairro Kariobangi, de Nairobi, tornou-se no domicílio de uma equipa de futebol em 2000. Mais tarde chamados de Tubarões de Kariobangi (Kariobangi Sharks, em inglês), a equipa era um ponto luminoso num bairro informal marcado por pobreza, crime e condições de vida de superlotação.

A equipa tornou-se um escape para jovens talentosos interessados em futebol, alguns dos quais podiam de outra forma estar envolvidos no crime. Duas décadas atrás, a equipa subiu para o topo da liga de futebol do Quénia, nutrindo talento e dando esperança a uma nova geração de jogadores. 

Quando Eric Juma tinha 11 anos de idade, assistiu à equipa a treinar perto da sua casa. Isso chamou a atenção de Juma porque parecia organizado. Ele juntar-se-ia à equipa em breve. Agora tem 25 anos de idade e é o capitão da equipa.

Kariobangi é assolada por desemprego e crime, e Juma disse que muitos dos seus amigos de infância acabaram por entrar em gangues. Os Tubarões colocaram Juma do lado correcto da lei, mas ser uma equipa de um bairro pobre trouxe os seus próprios desafios, apontou.

“Nós nunca tínhamos dinheiro naquele tempo”, disse. “Costumávamos ir para Mombaça e Kisumu todas aquelas vezes. Nem tínhamos dinheiro para comprar água mineral, por isso, costumávamos carregar água de Nairobi para Mombaça”, disse Juma. “Esses são alguns dos desafios que enfrentamos como equipa e como jogadores individualmente; às vezes, não tínhamos chuteiras, tínhamos de pedir emprestado a um outro jogador quando este não estivesse a jogar”.

Em 2019, Juma teve um dos seus melhores dias, quando os Tubarões derrotaram a equipa de futebol da Inglaterra, Everton, ganhando por 4-3 nas grandes penalidades.

Não se sabe ao certo quem organizou os jovens que fundaram os Tubarões de Kariobangi. Os residentes dizem que os jogadores organizaram-se entre si e depois receberam doações e começaram a competir em torneios. Tais doações vieram de simpatizantes, incluindo o Presidente da Federação de Futebol do Quénia, Nick Mwendwa, que recebe o crédito de ser o fundador do clube. 

Os Tubarões ganharam uma base de apoiantes no Quénia, ao competir na Primeira Liga do Quénia com mais do que duas outras dezenas de equipas. O clube de futebol tem uma equipa de jovens para rapazes com idades inferiores a 20 e equipas para idades menores.

O sonho de Juma é de levar a sua equipa a jogar na Copa de África.

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