As Forças de Defesa do Quénia destruíram 6.000 armas de fogo ilegais em Ngong, no Condado de Kajiado, num evento que contou com a presença do presidente William Ruto.
Esta acção faz parte da luta do governo contra a proliferação de armas ligeiras e de pequeno calibre que alimentam o banditismo e a violência intercomunitária em algumas partes do país. As armas de fogo foram recuperadas entre 2022 e 2025, com a maioria entregue voluntariamente pelo público, através de programas de amnistia e campanhas comunitárias de desarmamento. As autoridades também recuperaram um número significativo em operações de segurança direccionadas.
“Elogio tanto as nossas agências de segurança como os cidadãos responsáveis, incluindo líderes religiosos e comunitários, cujo espírito cívico e patriótico tornaram possível este marco nacional,” disse Ruto. “Graças aos seus esforços, as nossas famílias, comunidades e nação estão mais seguras.”
O Quénia está inundado de armas ilegais, com cerca de 650.000 em circulação. As armas alimentam a violência, particularmente na região de Northern Rift, onde o roubo de gado e as disputas por pastagens levam a derramamento de sangue. Mais de 300 quenianos morreram em violência relacionada com roubo de gado num ano, de acordo com um relatório do Centro Nacional de Investigação Criminal de 2024.
O evento de destruição de armas coincidiu com o 20.º aniversário do Centro Regional sobre Armas Ligeiras e de Pequeno Calibre, uma organização internacional que apoia iniciativas de desarmamento em 15 países no Corno de África e nos Grandes Lagos.
“Uma arma de fogo nas mãos erradas não é apenas uma arma potente, é um ataque directo à segurança dos nossos cidadãos, à estabilidade da nossa sociedade e à paz que trabalhámos tão diligentemente para construir,” disse Ruto. “Não permitiremos que a violência se enraíze nas nossas comunidades. O nosso compromisso de desarmar aqueles que ameaçam a nossa paz é inabalável.”
