A Ministra da Defesa do Quénia, Soipan Tuya, está a exortar os países africanos a assumirem a liderança para garantir que a inteligência artificial melhore a vida dos cidadãos e não os prejudique.
Ela falou no workshop regional africano de 2025 sobre o uso responsável da inteligência artificial no domínio militar (REAIM) em Nairobi, que reuniu delegados e militares de 17 países.
“Temos de garantir que a IA melhora a nossa segurança colectiva, ao mesmo tempo que defende o direito internacional humanitário e protege as populações civis,” disse aos participantes.
A reunião teve como objectivo consolidar as melhores práticas, avançar com quadros regulamentares e éticos para a IA na defesa e reforçar as parcerias entre governos e organizações de investigação. Os participantes procuraram identificar prioridades específicas de África em matéria de IA para a paz, a segurança e os direitos humanos.
O Quénia emergiu como líder global no esforço para garantir o uso responsável e ético da IA. Em 2024, co-organizou a conferência inaugural da REAIM na Coreia do Sul e foi um dos 60 signatários de um plano para o uso produtivo da IA nas forças armadas.
A Major-General Joyce Sitienei, do Centro de Estudos de Segurança e Estratégia da Universidade Nacional de Defesa do Quénia (NDU-K), disse aos participantes em Nairobi que as instituições de ensino militar devem ajudar a resolver questões éticas relacionadas com a IA e devem ser incubadoras de inovação e liderança em IA.
“O compromisso da NDU-K com a IA responsável é garantir que a inovação fortaleça a nossa segurança, ao mesmo tempo que protege a humanidade,” afirmou. “Essa é a verdadeira medida da liderança.”
Tuya também exortou os líderes do sector da IA a incluírem os jovens no processo de planeamento, dado que eles serão os mais afectados pelo rápido crescimento da IA e em breve serão responsáveis por traçar o seu rumo.
“Se não os envolvermos nas discussões sobre o uso responsável da IA, trazendo à tona a questão das estruturas éticas, dos direitos humanos e da dignidade humana, continuaremos a ver o uso muito preocupante e irresponsável da IA e da tecnologia,” aconselhou Tuya.
