Crianças Ugandesas Regressam à Escola Depois de Aproximadamente 2 Anos

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EQUIPA DA ADF

O Uganda terminou o mais longo encerramento de escolas do mundo, no dia 10 de Janeiro de 2022, ordenando milhares de alunos para regressarem às aulas, aproximadamente dois anos depois de as aulas terem sido suspensas por causa da COVID-19.

Os alunos regressaram às escolas encerradas em Março de 2020 quando a COVID-19 assolou o mundo.

“Estou tão feliz porque tinha saudades da escola, dos meus professores, meus amigos e meus estudos,” Nawilah Senkungu, de 10 anos, disse à Agence France-Presse (AFP), na Escola Primária de Nakasero, em Kampala, onde os professores encorajaram os alunos a usarem máscaras e lavarem as mãos.

O Ministro da Educação, John Muyingo, disse que todos os alunos do ensino primário e secundário iriam regressar às aulas um ano acima de onde pararam.

“Todas as escolas implementaram directrizes e procedimentos de operação padrão para garantir a retoma segura das crianças às aulas e foram colocadas em vigor medidas para garantir que aqueles que não as obedecem as obedeçam,” disse Muyingo, de acordo com Taarifa, um serviço ruandês de notícias.

Apesar destas garantias, alguns pais foram cautelosos na sequência da continuação das infecções. Uma semana depois da reabertura, algumas escolas estiveram abaixo de 50% do número normal de alunos matriculados, de acordo com o jornal The Independent, do Uganda.

Alguns gestores afirmam que os pais esperaram para evitar pagar propinas escolares até que tivessem a certeza de que os seus filhos estariam seguros. Dovicko Kisembo, diretor da Escola Secundária de Mubuku Valley, na cidade de Mubuku, disse ao The Independent que muitos pais estavam preocupados que as autoridades iriam anunciar um outro confinamento obrigatório por causa do aumento dos casos da COVID-19.

Muyingo disse que qualquer escola que exigir taxas acima das cobradas antes da pandemia será sancionada.

O encerramento afectou pelo menos 10 milhões de alunos do ensino primário e secundário e durou 83 semanas, de acordo com o órgão de ensino e cultura das Nações Unidas, UNESCO. Nawilah passou o longo encerramento cuidando de galinhas e cultivando a terra na pequena machamba dos seus avós.

“Estou muito feliz de ver os meus filhos já regressarem à escola” seu pai, Siraj Senkungu, disse à AFP. “Eles tinham saudades dos seus professores e das aulas”

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