ADF

ADF is a professional military magazine published quarterly by U.S. Africa Command to provide an international forum for African security professionals. ADF covers topics such as counter terrorism strategies, security and defense operations, transnational crime, and all other issues affecting peace, stability, and good governance on the African continent.

Numa altura em que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental se prepara para criar uma força regional para combater o terrorismo e as ameaças à segurança, os investigadores afirmam que será fundamental identificar uma fonte de financiamento fiável. Em Fevereiro, os chefes de estado-maior da CEDEAO aprovaram o plano, que se insere no âmbito da Força em Estado de Alerta do grupo, tal como previsto pela União Africana. As autoridades anunciaram o plano inicial em Agosto de 2025, com uma meta de 260.000 soldados e um orçamento anual de 2,5 bilhões de dólares. Os chefes optaram agora por…

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O campus da Academia Internacional de Combate ao Terrorismo de Jacqueville, na Costa do Marfim, parecia uma cena de um filme de acção, com veículos blindados a percorrerem o terreno e drones a sobrevoarem a área numa busca altamente coordenada por insurgentes atacantes. As forças da África Ocidental e os seus parceiros internacionais realizaram uma demonstração de combate dramática, colocando à prova as lições aprendidas e marcando a conclusão do Exercício Flintlock no dia 30 de Abril. O objectivo do treino de duas semanas também ficou patente, uma vez que a ameaça de grupos terroristas poderosos e em expansão é…

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Moçambique tem sido, há muito, um ponto de trânsito fundamental para o tráfico de drogas como a cocaína, a heroína, a metanfetamina e os opiáceos, mas detenções recentes e dados governamentais mostram que o negócio da droga está a expandir-se a par de preocupações crescentes com problemas de dependência a nível nacional. Após meses a investigar provas e rumores sobre a actividade de cartéis internacionais e, pelo menos, dois laboratórios clandestinos de drogas na capital do país, a polícia deteve três homens — um moçambicano e dois cidadãos mexicanos — durante uma operação antidrogas realizada a 11 de Abril no…

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Desde os portos dos Camarões até às ilhas das Comores, os navios russos estão cada vez mais a registar petroleiros sob bandeiras africanas para manter em funcionamento a sua “frota sombra” de exportação de petróleo, amplamente sancionada. A Rússia precisa de continuar a transportar petróleo para financiar a sua dispendiosa invasão à Ucrânia. Investigadores do Instituto Robert Lansing afirmam que Moscovo tem como alvo os registos navais africanos, porque estes permitem que a frota sombra oculte a verdadeira propriedade dos seus petroleiros. Os registos navais africanos, muitas vezes, são afectados por mecanismos fracos de verificação do registo de um navio,…

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A retirada das forças malianas e russas de Kidal, após a sua derrota perante forças insurgentes combinadas no final de Abril, colocou em causa o valor da estratégia de combate ao terrorismo da junta maliana, que depende fortemente da empresa militar privada russa, Africa Corps. O custo dos serviços da Africa Corps — estimado em cerca de 10 milhões de dólares por mês para um contingente de cerca de 2.000 mercenários — leva muitos especialistas a considerarem que o governo deveria exigir um compromisso mais firme para justificar o retorno do investimento. Segundo Habib Al Badawi, professor de relações internacionais…

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No dia 3 de Maio, as Forças de Apoio Rápido (RSF) do Sudão lançaram um ataque com drones contra uma instalação de armazenamento de combustível na Kenana Sugar Co. Ltd., no Estado do Nilo Branco, incendiando uma das infra-estruturas económicas mais importantes do país e enfraquecendo a segurança alimentar da nação. “O ataque a instalações que tinham acabado de retomar as operações após anos de paralisação demonstra uma guerra económica sistemática que agrava a crise humanitária do Sudão,” a Rede de Darfur para os Direitos Humanos publicou num comunicado sobre o ataque no X. O ataque a Kenana ocorreu semanas…

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O Major-General Peter Muteti foi nomeado vice-comandante da força responsável pelo apoio e logística da Missão de Transição da União Africana na Somália (ATMIS) em 2023 e ocupou o mesmo cargo na Missão de Apoio e Estabilização da UA na Somália (AUSSOM) até Dezembro de 2025.  Durante uma carreira de 39 anos nas Forças de Defesa do Quénia, desempenhou funções de liderança, incluindo a de chefe-adjunto das forças de defesa responsáveis pelo desenvolvimento das forças, eficácia operacional e desenvolvimento de políticas. Depois de ter sido nomeado para o Corpo de Infantaria, em 1988, ocupou cargos de comando e foi destacado…

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Os terroristas do grupo Estado Islâmico escondem-se nas montanhas Cal Miskaad, na região da Puntlândia, no norte da Somália. A partir dessas cabanas, escavadas em rochas e terra, os combatentes montaram acampamentos fortificados para atacar as forças de segurança locais. O ambiente rústico também esconde a capacidade do grupo para financiar e angariar fundos para o terrorismo internacional. Uma facção do grupo Estado Islâmico (IS) que outrora aceitava dinheiro do Iraque e da Síria agora recolhe e distribui enormes somas de dinheiro por todo o continente e além. As autoridades rastrearam fundos que fluíram da Somália para a República Democrática…

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Há décadas que os governos africanos lutam contra os efeitos desestabilizadores das empresas militares privadas (EMP), mercenários e grupos paramilitares, que são pagos para proteger líderes ou lutar ao lado das forças governamentais em zonas de conflito —, muitas vezes, sem ter em conta as populações locais.  Mercenários como o Africa Corps da Rússia, anteriormente Grupo Wagner, são acusados de cometer atrocidades contra civis na República Centro-Africana, Líbia, Mali, Moçambique e Sudão. Estas tropas veteranas lutam e divulgam a agenda geopolítica do Kremlin em troca de remuneração. No entanto, uma nova reviravolta na guerra contra o terrorismo no continente está…

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Um guarda nacional mauritano demonstra uma imagem térmica de uma câmara acoplada a um drone fora de Oualata, em Abril de 2025. Estes cavaleiros do deserto, conhecidos como Méharistes, atravessam o Sahara em camelos. Nos últimos anos, eles recuperaram um papel central na estratégia de segurança do país. As suas patrulhas são cruciais num vasto território que partilha 2.200 quilómetros de uma fronteira pouco povoada com o Mali, um país há anos atormentado pelo terrorismo e pela insurgência. Os camelos podem mover-se onde até mesmo veículos com tracção a quatro rodas ficam imobilizados. A guarda tinha diminuído para cerca de…

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