Com as insurgências a multiplicarem-se em África, as forças armadas estão a investir nas forças de operações especiais (SOF). Estes operadores altamente treinados e disciplinados enfrentam ameaças assimétricas recorrendo à velocidade, à discrição e à letalidade.
Mas, à medida que a importância das SOF cresce, estas têm de se adaptar para responder aos desafios do século XXI. Ataques terroristas transfronteiriços, drones armados, ataques cibernéticos apoiados por IA — todas estas ameaças exigem novas parcerias e formação.
Os líderes concluíram que as SOF têm de ser interoperáveis para serem eficazes. Embora o pessoal das SOF dos países africanos fale línguas diferentes, utilize equipamento diferente e siga procedimentos diferentes, partilha o mesmo vínculo de serviço abnegado aos seus respectivos países. Para trabalharem em conjunto, as SOF devem estabelecer estruturas de cooperação e construir redes profissionais que lhes permitam treinar em conjunto. Os líderes das SOF africanas também estão a trabalhar no desenvolvimento de uma doutrina comum que reflicta a geografia, as culturas e os desafios de segurança únicos do continente.
Os operadores de hoje compreendem a importância de dominar a tecnologia. Os grupos terroristas estão a utilizar drones para lançar ataques e IA para espalhar informações falsas e perturbar sistemas informáticos. Mas a tecnologia também pode ser utilizada para defender o público. Os jovens operadores das SOF sentem se à vontade a utilizar ferramentas de alta tecnologia, e cabe aos líderes das SOF encorajá-los a serem inovadores e a manterem-se à frente dos seus adversários.
Os líderes das SOF também reconhecem a necessidade de apoiar as pessoas que executam estas missões difíceis. Desenvolver o capital humano significa garantir que os recrutas das SOF cumprem os mais elevados padrões de excelência, através de uma selecção rigorosa, formação exigente e aprendizagem ao longo da carreira. À medida que as ameaças e a doutrina mudam, o pessoal das SOF deve manter elevados padrões de ética e profissionalismo. Investir em capital humano significa também apoiar a saúde e o bem-estar do combatente fora do campo de batalha.
É evidente que os grupos terroristas não respeitam fronteiras e não atribuem qualquer valor à vida humana. Através de ataques assimétricos, estão determinados a sabotar o progresso económico e democrático alcançado pelos países africanos. As SOF são uma das melhores defesas contra estas ameaças. Chegou a hora de formar uma comunidade de SOF que abranja todo o continente e trabalhe em conjunto para o proteger.
