O exército sul-africano prepara-se para receber novos drones de asa fixa e rotativa para missões que incluem a protecção das fronteiras.
O exército irá adquirir os drones, em parte, à AutonoSky, sediada na Cidade do Cabo, fundada em 2020 para produzir sistemas aéreos para organizações de resgate, combate a incêndios e segurança. A empresa de defesa desenvolve internamente aeronaves completas, electrónica e software de IA. Fornece drones e outros equipamentos aos sectores da defesa, logística e industrial.
A AutonoSky fabrica o drone multirrotor de carga pesada Autono1, que tem uma carga útil máxima de 30 quilogramas e um tempo de voo de cerca de uma hora. O drone foi integrado com múltiplas cargas úteis especiais, incluindo sensores de detecção de incêndios e sistemas electroópticos avançados.
A AutonoSky também está a expandir o seu portfólio para incluir uma nova classe de plataformas de asa fixa de descolagem e aterragem verticais, baseadas em propriedade intelectual sul-africana. Estas contarão com sensores especiais e uma arquitectura de carga útil modular, permitindo retransmissões de comunicações. A empresa afirmou que a nova plataforma dará à “África do Sul uma opção de desenvolvimento próprio numa categoria tradicionalmente dominada por fornecedores estrangeiros.”
A AutonoSky apresentou o A22 Manqoba, um drone multirrotor táctico e dobrável, construído para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento; segurança de fronteiras; e missões de resposta rápida. O A22 tem uma capacidade de carga útil táctica de 6 a 8 quilogramas.
O exército está a adquirir drones multirrotores e aeronaves de asa fixa com uma envergadura de 3 metros. A aquisição inclui formação, apoio e manutenção. O exército está a analisar os requisitos específicos de cada uma das suas fronteiras terrestres antes de destacar as aeronaves para a segurança fronteiriça.
As autoridades sul-africanas afirmaram que os drones são necessários para a resposta a catástrofes, segurança de fronteiras e segurança de eventos. Redes de crime organizado ao longo das fronteiras, particularmente em Moçambique e no Zimbabwe, possuem os seus próprios drones, afirmaram oficiais do Exército.
