Durante o Simpósio de Chefes das Forças Aéreas Africanas (AACS) de 2026, mais de 30 líderes militares debateram formas de harmonizar os esforços para combater a insurgência e reforçar a assistência humanitária e a resposta a desastres.
Ao longo do evento, os chefes discutiram o reforço da segurança regional e da interoperabilidade e trabalharam na elaboração de um plano de sete anos para a Associação das Forças Aéreas Africanas (AAAF).
O simpósio de três dias, organizado conjuntamente pela Força Aérea Tunisina e pelas Forças Aéreas dos Estados Unidos na Europa-Forças Aéreas de África, terminou a 15 de Maio. Co-organizado pela Nigéria, o 15.º AACS incluiu uma visita à Escola de Suboficiais da Força Aérea Tunisina e uma exposição sobre poder aéreo, onde prestadores de serviços de defesa e empresas aeroespaciais demonstraram tecnologias de aviação emergentes e plataformas autónomas.
Os chefes discutiram as responsabilidades partilhadas na operacionalização da AAAF, uma organização voluntária, apolítica, liderada por africanos que promove o diálogo, a cooperação e a colaboração entre as forças aéreas do continente. A AAAF foi criada durante o AACS de 2015, quando a Costa do Marfim, a Mauritânia, o Senegal e os EUA assinaram a Carta da AAAF. A associação conta agora com 30 países-membros.
O Ministro da Defesa Nacional da Tunísia, Khaled Sehili, disse que o simpósio deste ano ofereceu oportunidades para avaliar os desenvolvimentos tecnológicos, examinar formas de modernizar as frotas aéreas e desenvolver métodos de educação e formação. Os chefes das forças aéreas também discutiram como aproveitar a inteligência artificial e as bases de dados para melhorar os sistemas de comando, controlo e comunicação, particularmente nos domínios cibernéticos.
A Tunísia “continuará a abrir as suas instituições de formação aos exércitos de países irmãos e amigos, a fim de promover o intercâmbio de conhecimentos especializados e dar a conhecer a experiência tunisina, com vista à criação de um centro de formação regional no domínio da aviação militar,” Sehili disse numa reportagem conjunta da plataforma de notícias tunisina webmanagercenter.com e da Tunis Afrique Presse, a agência noticiosa nacional do país.
Sehili acrescentou que estava grato pelo apoio contínuo dos parceiros internacionais, incluindo os EUA.
O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Tunisina, Tenente-General Mohamed Hajjem, disse que o simpósio “provavelmente fornecerá os elementos essenciais para acompanhar as novas realidades e os seus desafios actuais e futuros, bem como para enfrentar eficazmente os desafios e ameaças que pesam sobre a segurança e a estabilidade do continente africano e a segurança do seu espaço aéreo.”
O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea da Nigéria, o Marechal Sunday Kelvin Aneke, disse que o tema do simpósio, “Operacionalizar a Associação das Forças Aéreas Africanas: Uma Nova Era de Responsabilidade Partilhada,” sublinhou a necessidade de as nações africanas desenvolverem colectivamente soluções sustentáveis para o terrorismo, a insurgência e outros desafios de segurança. Aneke disse que parcerias mais fortes, a partilha de informações e uma coordenação operacional reforçada são fundamentais para fazer face a estas ameaças.
Aneke foi reeleito por unanimidade como presidente da AAAF para mais um mandato de dois anos durante a cerimónia de encerramento.
O Major-General Bernard Waliaula, comandante da Força Aérea do Quénia, disse que a participação do seu país sublinha o seu reconhecimento de que as ameaças contemporâneas atravessam cada vez mais as fronteiras nacionais e exigem soluções coordenadas e multinacionais.
O Ministério da Defesa do Quénia observou que o simpósio reforçou as relações estratégicas antes do primeiro Exercício de Treino de Campo e Posto de Comando de Assistência Humanitária e Socorro em Catástrofes da AAAF, em 2027, que a Força Aérea do Quénia deverá acolher. O exercício visa aperfeiçoar a capacidade e a prontidão aéreas multinacionais, com foco no planeamento conjunto, na interoperabilidade e nos esforços coordenados de resposta a crises.
