Cutlass Express Fortalece a Segurança Marítima da África Oriental

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EQUIPA DA ADF

Ao longo da linha da costa da África Oriental, a pirataria, o tráfico e a pesca ilegal são ameaças constantes.

Visando melhorar a segurança regional, as forças marítimas de 11 países africanos juntaram-se à Marinha Americana para o Exercício Cutlass Express.

Organizado por Quénia, o evento contou com treinos em portos e nas águas próximo de Djibouti, Quénia, Madagáscar e Seicheles, de 26 de Julho a 6 de Agosto.

“Na região Ocidental do Oceano Índico são frequentes muitos desafios marítimos por um período prolongado de tempo devido a uma vasta área de mares porosos,” Brigadeiro Thomas Nganga, comandante da Base Naval de Mtongwe, do Quénia, disse durante a cerimónia de abertura, em Mombasa.

Marinheiros quenianos praticam exercícios de busca e captura na Academia Marítima de Bandari, em Mombasa, Quénia, no dia 27 de Julho, durante o Exercício Cutlass Express 2021. MARINHA DOS ESTADOS UNIDOS

“Através da cooperação, partilha de informação e treinos combinados no decurso desta cooperação local, bilateral e multilateral, houve uma tremenda melhoria na segurança marítima.”

O exercício, patrocinado pelo Comando dos EUA para África e dirigido pela Sexta Frota dos EUA, foi concebido para melhorar a conscientização do domínio marítimo na África Oriental e promover a cooperação regional, com ênfase na partilha de informação, na planificação e nas operações.

O Comandante do AFRICOM, General Stephen Townsend, detalhou alguns dos desafios regionais durante a cerimónia de abertura.

“Grupos de piratas, contrabandistas de armas, drogas, traficantes de seres humanos e pesca ilegal, todos eles fomentam o crime, o medo, o sofrimento e causam destruição das comunidades assim como do meio ambiente,” disse. “Se não trabalharmos juntos, não poderemos desfazer esses grupos.

“Mas quando partilhamos o nosso conhecimento e coordenamos os nossos esforços, os criminosos e os actores violentos em breve descobrirão que não têm para onde ir.”

Os navios militares praticaram operações de interdição marítima de drogas ilícitas, armas, dinheiro e armas de destruição maciça. As equipas realizaram uma simulação de abordagem de uma embarcação suspeita, identificaram actividades ilegais e fizeram a recolha de provas.

O Capitão Cannon Neslen, director do exercício Cutlass Express, descreveu como um centro de operações conjuntas, em Mombasa, está a trabalhar com a Autoridade Portuária do Quénia para lidar com o tráfico de seres humanos, algo que os oficiais consideram ser “uma grande preocupação” nas águas da África Oriental.

MARINHA DOS ESTADOS UNIDOS

“Aqui, temos vários cenários relacionados com o tráfico de seres humanos,” disse Neslen. “Notamos uma melhoria no tempo de resposta e uma partilha de informação muito melhorada, do Quénia a outros países parceiros.”

O Coronel Wais Omar Bogoreh, comandante da Guarda Costeira do Djibuti, louvou a demonstração da unidade regional.

“O Cutlass Express demonstra a cooperação e a coordenação para a segurança marítima,” disse num comunicado de imprensa da Marinha Americana. “É uma realização particularmente significativa para melhorar a segurança da região durante a pandemia da COVID-19.”

Quinze países participaram no exercício deste ano, depois do cancelamento forçado da iteração de 2020.

O Cutlass Express, que teve início em 2011, faz parte da maior série de exercícios Express, do AFRICOM, que inclui o Obangame Express, na África Ocidental, e o Phoenix Express, no Mar Mediterrâneo.

Fortalecer as parcerias é algo fundamental para a estabilidade de África, disse Townsend.

“Exercícios como o Cutlass Express unem parceiros com mesmo modo de pensar, fomenta os debates, a colaboração e ajuda na criação de soluções lideradas por africanos,” disse. “Estas parcerias permitem que possamos combater melhor contra os actores malignos enquanto melhoramos a segurança e a prosperidade do nosso continente.”

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