Plataforma De Fornecimento De Material Médico Dá Aos Países Africanos O Poder De Compra

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EQUIPA DA ADF

A União Africana anunciou o lançamento de uma loja online de atendimento único que irá ajudar os países a adquirirem o equipamento médico muito necessário durante o surto da COVID-19.

A Plataforma Africana de Fornecimento de Material Médico alista kits de testes, equipamento de protecção individual, ventiladores, monitores para pacientes e desinfectantes de fabricantes certificados vendidos a preço acessível.

O bilionário zimbabweano, Strive Masiyiwa, que ajudou a desenvolver a plataforma, disse que a União Africana está a receber pedidos “de outras partes do mundo para obter a licença do conceito.”

“A África está na dianteira desta solução online para assegurar que todos os nossos governos tenham acesso a equipamento de protecção e outros materiais médicos de que precisarem, a preços justos,” disse Masiyiwa, numa reportagem feita pelo The Namibian.

A plataforma, que irá funcionar como a Amazon ou o eBay, é resultado de uma parceria que envolve a União Africana; o Centro Africano para de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC); a Janngo, uma startup de estúdio social; o Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank); a Comissão Económica das Nações Unidas para África; e outras organizações.

Em Julho de 2020, Masiyiwa anunciou que a fundação Bill e Melinda Gates juntou-se à parceria e garantiu fazer a cobertura de pelo menos 9 milhões do medicamento dexametasona, que será distribuído gratuitamente aos países. “Temos uma crença conjunta de que o acesso a ferramentas que salvam vidas não devia depender da possibilidade de pagar,” disse Masiyiwa.

Tipicamente, os pagamentos serão através do Afreximbank, e empresas de transporte africanas como RwandAir, Ethiopian Airways e South African Airways irão transportar os bens para as principais cidades. Muitas das requisições serão entregues dentro de cinco a 10 dias.

Masiyiwa disse que a plataforma irá “sem constrangimentos” promover os produtos fabricados em África.

“Esta plataforma não possui fins lucrativos; assim como o África CDC e o Afreximbank,” disse Masiyiwa, numa reportagem da News24, da África do Sul. “Esses são os principais parceiros da plataforma, sem taxas, sem negócios para nenhum de nós.”

Ao anunciar a plataforma, o Presidente Sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse que este tipo de acção colectiva irá “unir o continente.”

A plataforma “irá lidar com as carências e a garantia de fornecimento, assegurar a competitividade do preço e a transparência no aprovisionamento, reduzir os atrasos de logística, simplificar os processos de pagamento e providenciar uma plataforma comum onde os governos podem aceder aos serviços de fornecedores de qualidade e certificados,” disse Ramaphosa.

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