A Força Aérea Angolana recebeu três aeronaves de vigilância marítima C295 da Airbus para serem utilizadas em operações de busca e salvamento, controlo do tráfego marítimo e outras funções.
As autoridades angolanas afirmam que as aeronaves também serão equipadas e utilizadas para recolher informações e monitorizar a pesca ilegal.
A Força Aérea encomendou as três aeronaves em 2018, num custo de 188 milhões de dólares, de acordo com a defenceWeb. Segundo consta, um foi construído numa configuração de transporte e os outros dois foram configurados para vigilância marítima. As aeronaves de vigilância dispõem de sistemas de aviónica táctica que incluem radar de busca, sensores electroópticos e detectores de anomalias. As armas podem incluir torpedos, mísseis, minas e cargas de profundidade.
O Airbus C295 é uma aeronave de transporte táctico turbopropulsor bimotora de médio alcance, concebida e inicialmente fabricada pela empresa aeroespacial espanhola, CASA. A Airbus afirma ter vendido 230 unidades em todo o mundo. A aeronave tem 25 metros de comprimento e uma envergadura de 26 metros. Possui asas montadas na parte superior para máxima visibilidade, foi concebida para condições adversas e pode descolar e aterrar em pistas curtas.
A Força Aérea de Angola é composta principalmente por aviões de transporte e de carga, utilizados para o transporte de suprimentos, equipamento e pessoal dentro do país. “Muitas vezes, o papel principal da frota activa tem sido o transporte e a logística, vitais para ligar este vasto país,” relata o GlobalMilitary.net.
A Airbus afirma que outros países africanos que operam ou encomendaram a aeronave C295 são a Argélia, o Burquina Faso, a Costa do Marfim, o Egipto, a Guiné Equatorial, o Gabão, o Gana, o Mali e o Senegal.
