As forças armadas do Senegal e da Mauritânia intensificaram as operações conjuntas de segurança ao longo da fronteira comum, em resposta ao aumento do terrorismo na região.
Ambos os exércitos patrulharam um rio que cobre várias localidades entre Bakel-Aroundou e Diougountourou, na fronteira com o Mali, em Outubro de 2025, de acordo com a Direcção de Informação e Relações Públicas das Forças Armadas do Senegal (DIRPA). Isso vem na sequência de uma patrulha conjunta em terra realizada em Setembro na mesma área.
Os países, separados pelo Rio Senegal, estabeleceram uma colaboração mais estreita, numa altura em que grupos terroristas do oeste do Mali tentam explorar as fraquezas e avançar em direcção à costa. Em Julho de 2025, o grupo terrorista Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin, conhecido como JNIM, atacou as regiões de Kayes, Nioro e Ségou, perto da área da tríplice fronteira, antes de bloquear cidades com ligações comerciais ao Senegal e à Mauritânia. O terrorismo abrandou o comércio ao longo do corredor Kidira-Bamako, que é vital para a economia regional.
Em Abril de 2025, o Ministro das Forças Armadas do Senegal, Birame Diop, visitou Nouakchott e reuniu-se com o Ministro da Defesa da Mauritânia, Hanana Ould Sidi. Os dois líderes salientaram a necessidade de mais patrulhas conjuntas, troca de informações e conhecimentos especializados e cooperação para travar o movimento de traficantes e terroristas.
Os observadores acreditam que é vital que ambos os países colaborem para manter a ameaça fora das suas fronteiras.
“É melhor prevenir do que remediar e, hoje, os senegaleses e os mauritanos têm todo o interesse em cooperar,” Boubacar Ba, analista político senegalês, disse à Africa24. “Isto não é apenas para garantir a segurança nas suas fronteiras, mas também para partilhar informações, porque hoje a guerra contra os jihadistas é também, em grande medida, uma guerra externa.”
