Os líderes das Forças Armadas do Senegal e da Agência de Estudos Espaciais (ASES) assinaram um memorando que estabelece um quadro de cooperação estratégica entre os sectores de defesa e espacial.
Os líderes consideraram o acordo histórico e afirmaram que ele faz parte de uma tendência no continente de aumento da colaboração entre forças armadas e agências espaciais, numa altura em que os países reconhecem a importância da tecnologia de satélites para vigilância, comunicações seguras e segurança nacional.
“Estamos a dar hoje um passo decisivo para o futuro,” o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Senegal, General Mbaye Cissé, disse na assinatura do acordo em Junho de 2025. “Este memorando tem um grande significado estratégico.”
Fundada em 2023, a ASES tem grandes ambições. Engenheiros e técnicos senegaleses construíram o primeiro satélite do país, o Gaindesat-1A, em colaboração com o Centro Espacial da Universidade de Montpellier, da França. O satélite foi lançado em órbita em 2024. A agência planeia lançar cinco a sete satélites a partir de 2028 e espera criar um “Senegal Space Valley” como centro de inovação.
“Ao criar a ASES, o Estado do Senegal tem uma ambição clara: fazer do sector espacial uma alavanca transversal para impactar todas as áreas, com a segurança como prioridade,” afirmou Maram Kaïré, director-geral da ASES. “Esta parceria irá estimular a inovação, reforçar a nossa soberania e desenvolver as competências do futuro.”
O acordo quinquenal no sector da defesa receberá apoio técnico da Prométhée Earth Intelligence, uma empresa que fornece imagens de alta resolução da Terra em tempo quase real.
O Senegal não é o único país a associar o trabalho dos seus sectores de defesa e espacial. A Nigéria criou a Administração Espacial de Defesa para apoiar a segurança nacional através da utilização de satélites. O Egipto lançou um satélite conhecido como TIBA-1 para comunicações militares.
