A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e outros grupos lançaram iniciativas no valor de mais de 140 milhões de dólares para reforçar a competitividade comercial e o acesso ao mercado, bem como melhorar a paz e a segurança, a capacidade institucional e o comércio de serviços em toda a África Ocidental.
As iniciativas apoiam a CEDEAO na abordagem dos desafios de segurança e governação, concentrando-se em quatro elementos: melhorar a detecção precoce de conflitos, a reforma do sector da segurança, o apoio eleitoral e os processos de paz inclusivos.
A CEDEAO lançou as iniciativas, co-financiadas pela União Europeia, Alemanha e Espanha, num evento na sua sede em Abuja, na Nigéria. O evento reuniu mais de 80 altos funcionários e parceiros de toda a África Ocidental e Europa, segundo noticiou o The Sierra Leone Telegraph. Outras organizações internacionais também estão envolvidas na iniciativa.
“A Comissão da CEDEAO desempenha um papel fundamental na garantia da cooperação regional, na promoção da integração na África Ocidental e na manutenção da paz e da segurança,” afirmou María Higón Velasco, da embaixada espanhola na Nigéria. “Os projectos apresentados hoje apoiam a capacidade da organização de conduzir um diálogo transparente e uma coordenação com os Estados-membros, os parceiros de desenvolvimento e as organizações da sociedade civil na região, facilitando assim a consecução dos objectivos da Visão 2050 da CEDEAO.”
A Visão 2050 criou o Fundo de Paz da CEDEAO para apoiar iniciativas de prevenção, gestão e resolução de conflitos, manutenção da paz, consolidação da paz e recuperação, “ao mesmo tempo que desenvolve as capacidades das partes interessadas relevantes para promover a paz duradoura e a segurança humana em toda a região da África Ocidental.”
Uma parte, o Programa Africano de Competitividade Comercial e Acesso ao Mercado, aumentará o comércio sustentável entre África e a UE e intra-africano, melhorando o acesso ao mercado e a competitividade comercial das empresas da África Ocidental em “cadeias de valor seleccionadas de elevado potencial,” informou o Telegraph.
“O reforço do comércio intra-africano na Zona de Comércio Livre Continental Africana e o reforço do comércio África-UE são mais importantes do que nunca,” afirmou Gerd Müller, da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, conforme noticiado pela ONU. “É fundamental criar empregos, melhorar os meios de subsistência e desenvolver cadeias de abastecimento regionais e internacionais justas e sustentáveis.”
Pamela Coke-Hamilton, do Centro de Comércio Internacional, afirmou que um dos objectivos é melhorar a competitividade das pequenas e médias empresas da África Ocidental.
“Estes últimos investimentos na região, incluindo através do Programa Africano de Competitividade Comercial e Acesso ao Mercado, sinalizam o nosso compromisso comum com uma África Ocidental mais resiliente e próspera, em linha com as prioridades definidas pelos países da África Ocidental,” afirmou. “Juntos, trabalharemos para desbloquear o acesso ao mercado e impulsionar a competitividade das exportações das pequenas empresas em sectores-chave, apoiando o desenvolvimento sustentável e impulsionado pelo comércio.”
