O Conselho de Paz e Segurança da União Africana reafirmou o seu compromisso com o processo de paz no Sudão do Sul e apelou a um diálogo renovado.
Innocent Shiyo, da Tanzânia, reiterou a responsabilidade colectiva do conselho e de todas as partes interessadas em proteger as conquistas do Acordo Revitalizado para a Resolução do Conflito no Sudão do Sul. Ele disse que, embora tenha havido progresso, “a implementação abrangente do acordo continua a ser dificultada por desacordos políticos persistentes e desafios de segurança,” informou o Daily News da Tanzânia.
O panorama político e de segurança do Sudão do Sul continuou a deteriorar-se desde que a violência recomeçou em Março de 2025, com um ataque à base das Forças de Defesa Popular do Sudão do Sul em Nasir pelo grupo miliciano conhecido como Exército Branco. Segundo consta, este grupo está associado ao Movimento de Libertação do Povo do Sudão em Oposição. O ataque é considerado o maior revés desde a adopção do acordo em 2018, de acordo com o grupo de pesquisa Amani Africa.
“Desde então, a situação degenerou em confrontos militares, detenções de alto nível, envio de tropas ugandesas e aumento da violência,” relatou a Amani Africa. “Estes desenvolvimentos comprometeram gravemente o processo de transição.”
Numa reunião da UA em Junho de 2025 na Etiópia, Shiyo afirmou que, em parceria com grupos regionais e as Nações Unidas, a UA tem envidado esforços diplomáticos sustentados para reconstruir a confiança e promover o diálogo, sublinhando o compromisso do continente com o processo de paz no Sudão do Sul. Ele exortou os líderes do Sudão do Sul a demonstrarem um compromisso renovado e tangível com a implementação plena e fiel da resolução, considerada o quadro mais legítimo e inclusivo para promover a reconciliação nacional, a transição democrática e a paz sustentável, informou o Daily News.
Funcionários da UA afirmaram que o aumento da violência incluiu Nasir e áreas circundantes nos Estados do Alto Nilo, Jonglei e Unity, o que ameaça desfazer os frágeis ganhos alcançados ao abrigo da resolução. O conselho condenou veementemente as violações do cessar-fogo e os abusos de direitos humanos, incluindo a detenção de líderes políticos e ataques direccionados a civis. O conselho enfatizou a necessidade de salvaguardar a integridade do acordo de paz, garantindo a libertação imediata e a reintegração dos detidos políticos.
