A tecnologia está a transformar o campo de batalha. Actualmente, homens e mulheres das forças armadas sabem que têm de se manter actualizados com os últimos avanços porque, se não o fizerem, os seus adversários fá-lo-ão.
Inovações como os drones e a inteligência artificial (IA) funcionam como multiplicadores de força que dão aos profissionais de segurança maior alcance e capacidade para defender a sua pátria. Mas estas ferramentas são tão boas quanto as pessoas que as utilizam. Cada uma delas pode ser virada contra o público e causar grandes danos.
Cerca de 31 forças armadas de África operam actualmente drones. Estes instrumentos económicos são utilizados para a vigilância, a segurança das fronteiras e a luta contra o tráfico ilícito. Pilotos altamente treinados podem operar drones armados e destruir alvos terroristas com menos riscos para o pessoal uniformizado e para os civis.
A IA é outra tecnologia com aplicações de segurança generalizadas. Pode ajudar os profissionais a analisar montanhas de dados para encontrar informações valiosas. Pode optimizar a logística e prever quando é necessária manutenção para evitar avarias nos veículos. Também pode melhorar os jogos de guerra, ajudando a analisar os possíveis resultados de campanhas e estratégias militares. As ferramentas de IA também podem ser prejudiciais. As armas autónomas podem ser programadas para tornar os ataques terroristas mais mortíferos. A IA pode permitir que actores malignos espalhem desinformação e criem vídeos que enganem o público e semeiem o caos.
A conectividade cibernética melhorou quase todas as facetas da vida de um soldado. O campo de batalha de hoje está totalmente ligado, com informações partilhadas em tempo real para melhorar os resultados e salvar vidas. Mas esta mesma conectividade pode ser um risco quando os maus actores roubam dados ou paralisam as forças armadas com um ataque cibernético.
No que diz respeito à tecnologia, o atraso favorece o inimigo. As forças armadas têm de recrutar e formar soldados com conhecimentos tecnológicos que estejam preparados para a próxima geração de guerras. Os soldados devem adoptar e dominar as novas tecnologias antes dos seus adversários. As salvaguardas também devem avançar à velocidade da inovação para garantir que as armas mais recentes fiquem nas mãos certas e são utilizadas para os fins certos. Ao olharem para o futuro, os profissionais de segurança africanos podem ganhar esta luta, e os avanços tecnológicos de hoje ajudarão a garantir a segurança de amanhã.