{"id":41547,"date":"2022-11-20T09:08:25","date_gmt":"2022-11-20T14:08:25","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=41547"},"modified":"2022-11-20T09:08:25","modified_gmt":"2022-11-20T14:08:25","slug":"colaboracao-numa-guerra-sem-fronteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2022\/11\/colaboracao-numa-guerra-sem-fronteiras\/","title":{"rendered":"Colabora\u00e7\u00e3o Numa Guerra Sem Fronteiras"},"content":{"rendered":"<p><strong><i>Dr. Jabu Mtsweni<\/i><\/strong><i> \u00e9 o gestor do Centro de Pesquisa de Informa\u00e7\u00e3o e Ciberseguran\u00e7a no Conselho de Pesquisa Cient\u00edfica e Industrial (CSIR), em Pret\u00f3ria, \u00c1frica do Sul. Mtsweni falou \u00e0 ADF sobre os tipos de amea\u00e7as cibern\u00e9ticas que os pa\u00edses africanos enfrentam e como se preparar melhor para abord\u00e1-las. Os seus coment\u00e1rios foram editados para se adequarem a este formato.<\/i><\/p>\n<p><strong><i>ADF: Por favor, fale-nos um pouco sobre o seu historial em quest\u00f5es ligadas \u00e0 ciberseguran\u00e7a, como a sua educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> O meu historial \u00e9 em ci\u00eancias de computa\u00e7\u00e3o, a minha licenciatura assim como a minha p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e o meu doutoramento inclui ci\u00eancias de computa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o centrado inicialmente em ciberseguran\u00e7a. Comecei a envolver-me ou a especializar-me em ciberseguran\u00e7a por volta do ano de 2014. Mas trabalhei em v\u00e1rios aspectos de ciberseguran\u00e7a em pequenas formas desde 2003 ou por a\u00ed. Estive envolvido em v\u00e1rias iniciativas como liderar um grupo de investigadores \u2014 cerca de 15 deles \u2014 com enfoque forte em apoiar o ex\u00e9rcito em quest\u00f5es ligadas \u00e0 guerra cibern\u00e9tica e capacita\u00e7\u00f5es. Agora apoio uma equipa muito mais grande \u2014 cerca de 70 pessoas \u2014 onde nos centramos no apoio ao Departamento de Defesa da \u00c1frica do Sul e em outros pa\u00edses, mas lidando com quest\u00f5es ligadas \u00e0 ciberseguran\u00e7a em geral, no sector p\u00fablico assim como no sector privado.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><i>ADF: Explique-nos em poucas palavras o que o CSIR faz e a sua fun\u00e7\u00e3o como gestor do Centro de Pesquisa de Informa\u00e7\u00e3o e Ciberseguran\u00e7a, CSIR.<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> O CSIR \u00e9 uma empresa nacional do governo, que se centra simplesmente na pesquisa e desenvolvimento de v\u00e1rios dom\u00ednios socioecon\u00f3micos \u2014 pode ser \u00e1gua, energia, meio ambiente, sa\u00fade, quest\u00f5es ligadas \u00e0 seguran\u00e7a e bem-estar, quest\u00f5es log\u00edsticas, quest\u00f5es ligadas a locais inteligentes, TICs [tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o]. A minha \u00e1rea espec\u00edfica de enfoque \u00e9 obviamente na defesa e seguran\u00e7a, onde lidero o Centro de Pesquisa de Informa\u00e7\u00e3o e Ciberseguran\u00e7a, onde o nosso enfoque central est\u00e1 na pesquisa e inova\u00e7\u00e3o de novas formas de nos proteger a n\u00f3s e a nossa organiza\u00e7\u00e3o militar, assim como criar algumas tecnologias em forma de prot\u00f3tipo e posteriormente comercializar parte da nossa PI [propriedade intelectual] local.<\/p>\n<p><strong><i>ADF: Qual \u00e9 a maior e mais prevalecente amea\u00e7a de ciberseguran\u00e7a no continente africano e como os pa\u00edses devem combat\u00ea-la?<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> Penso que a maior amea\u00e7a \u00e9, obviamente, o risco para a soberania dos pa\u00edses sob o ponto de vista de espa\u00e7o digital. Em outras palavras, onde o espa\u00e7o digital da soberania dos pa\u00edses estiver comprometido, quer atrav\u00e9s de viola\u00e7\u00e3o de dados, atrav\u00e9s de quest\u00f5es de ransomware e atrav\u00e9s de roubo de PI, a propriedade intelectual, ou informa\u00e7\u00e3o sens\u00edvel dos pa\u00edses africanos. Esta amea\u00e7a \u00e9 grande, porque na geopol\u00edtica tamb\u00e9m tem a ver com a influ\u00eancia, onde os v\u00e1rios pa\u00edses podem querer influenciar a pol\u00edtica ou qualquer outra coisa em \u00c1frica. Por isso, a quest\u00e3o de dados e informa\u00e7\u00e3o ser roubada ou ser comprometida torna-se a maior amea\u00e7a em \u00c1frica.<\/p>\n<p>A principal actividade ou medida que os ex\u00e9rcitos africanos precisam de tomar tem a ver com a cria\u00e7\u00e3o de capacidades do espa\u00e7o cibern\u00e9tico. E quando falamos sobre cria\u00e7\u00e3o destas capacidades, n\u00e3o estamos apenas a falar sobre tecnologia; n\u00e3o estamos a falar apenas sobre dados. Mas estamos a falar sobre todo o espectro, onde as pessoas s\u00e3o capacitadas para compreenderem o dom\u00ednio cibern\u00e9tico; \u00e9 como formar pessoas para talvez guarnecerem um espa\u00e7o a\u00e9reo ou guarnecerem a terra ou o mar. Precisamos de impulsionar a capacidade para capacitar as nossas for\u00e7as para serem capazes de compreender o mundo cibern\u00e9tico.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m precisamos de implementar processos do ponto de vista de pol\u00edticas e ter estrat\u00e9gias cibern\u00e9ticas que ir\u00e3o combater de forma proactiva algumas dessas amea\u00e7as. Precisamos de compreender os nossos dados. Os pa\u00edses precisam de compreender o que \u00e9 que est\u00e3o a proteger, porque \u00e9 muito dif\u00edcil proteger aquilo que voc\u00ea n\u00e3o compreende. Se comparar isso \u00e0 terra ou ao ar e talvez ao mar, \u00e9 muito f\u00e1cil indicar os activos que se est\u00e1 a proteger, mas no mundo cibern\u00e9tico um pouco mais amplo, por isso, o \u00e2mbito \u00e9 um pouco mais amplo. Por conseguinte, precisamos de mais consciencializa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m mais e mais forma\u00e7\u00e3o. E, claro, precisamos de recursos e ferramentas que nos possam ajudar a sermos capazes de proteger a n\u00f3s pr\u00f3prios e sermos capazes de deter amea\u00e7as quando elas estiverem a vir do ciberespa\u00e7o.<\/p>\n<p><strong><i>ADF: De que formas, caso existam, o CSIR ou qualquer uma das suas divis\u00f5es aconselha e presta assist\u00eancia \u00e0 For\u00e7a Nacional de Defesa da \u00c1frica do Sul nestes tipos de quest\u00f5es de ciberseguran\u00e7a de que estamos a falar?<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> O CSIR \u00e9 aquilo que chamamos de comprador inteligente independente, um conselheiro de utilizadores inteligentes de v\u00e1rias entidades governamentais, e no espa\u00e7o do ex\u00e9rcito, particularmente na informa\u00e7\u00e3o e guerra cibern\u00e9tica, desempenhamos um papel extremamente importante. Por exemplo, isso inclui a cria\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipos para o ex\u00e9rcito para que possamos compreender melhor como algumas destas capacidades podem ser disponibilizadas para uso em ambientes da vida real. Fazemos muita pesquisa e desenvolvimento para eles, para que possam compreender o ambiente de amea\u00e7as. Tamb\u00e9m fazemos muito trabalho em termos de aconselh\u00e1-los em algumas das tecnologias que eles devem utilizar ou n\u00e3o utilizar, como se podem proteger de v\u00e1rias amea\u00e7as presentes no espa\u00e7o cibern\u00e9tico e depois, obviamente, apoi\u00e1-los a fortalecer algumas destas capacidades de modo a proteger o pa\u00eds e seus cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios exemplos, mas a maior parte do trabalho \u00e9 sigiloso, por isso, n\u00e3o posso falar muito sobre os trabalhos ou projectos espec\u00edficos em si, mas posso falar em termos gerais. Em termos de forma\u00e7\u00e3o, temos apoiado o ex\u00e9rcito, e existem v\u00e1rias for\u00e7as que foram formadas, capacitadas pelo CSIR para lidarem com quest\u00f5es do espa\u00e7o cibern\u00e9tico. Prestamos assist\u00eancia ao ex\u00e9rcito para tamb\u00e9m compreender a import\u00e2ncia de montar as suas pr\u00f3prias infra-estruturas. E, por vezes, somos solicitados para aconselh\u00e1-los em v\u00e1rios assuntos ligados ao seu dom\u00ednio.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><i>ADF: Em termos mais amplos, o que os pa\u00edses africanos devem fazer para garantir que infra-estruturas nacionais de extrema import\u00e2ncia, como as redes el\u00e9ctricas e de fornecimento de \u00e1gua, estejam protegidas de ataques cibern\u00e9ticos?<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> Penso que uma das coisas fundamentais que fizemos no continente africano, mas claramente no espa\u00e7o da defesa africana, \u00e9 a quest\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o. Penso que quando se trata do espa\u00e7o cibern\u00e9tico, o ex\u00e9rcito de um pa\u00eds para o outro geralmente n\u00e3o trabalharia em conjunto a menos que estivessem a lutar contra o mesmo inimigo. Mas no espa\u00e7o cibern\u00e9tico, penso que a colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 muito, muito fundamental. Por que \u00e9 importante? Porque as amea\u00e7as s\u00e3o quase as mesmas no espa\u00e7o cibern\u00e9tico e, quando colaboramos, podemos ent\u00e3o ser capazes de partilhar as amea\u00e7as.<\/p>\n<p>A outra coisa que \u00e9 fundamental \u00e9 a quest\u00e3o da consciencializa\u00e7\u00e3o situacional. \u00c9 dif\u00edcil proteger aquilo que n\u00e3o conhecemos ou reagir a incidentes que n\u00e3o podemos ver. Por isso, \u00e9 importante que tenham esta consciencializa\u00e7\u00e3o situacional, atrav\u00e9s de edif\u00edcios e estruturas, como o nosso centro nacional de resposta de incidentes cibern\u00e9ticos ou equipas de resposta de seguran\u00e7a inform\u00e1tica. Acima de tudo isso, ter pol\u00edticas reais que atribuam mandato ou clarifiquem o que o ex\u00e9rcito precisa de fazer ou n\u00e3o fazer porque no dom\u00ednio cibern\u00e9tico, encontramos o lado dos civis, o lado do Estado-na\u00e7\u00e3o e depois tamb\u00e9m o lado do sector privado.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para resumir, no contexto africano: tem a ver com a colabora\u00e7\u00e3o, tem a ver com a consciencializa\u00e7\u00e3o situacional e com a cria\u00e7\u00e3o desta capacidade que tenho estado a falar e depois, acima de tudo isso, tem a ver com as estruturas dos pa\u00edses africanos, como a Uni\u00e3o Africana ter estas unidades de partilha de intelig\u00eancia sobre amea\u00e7as assim como o que a Interpol faz. Penso que os ex\u00e9rcitos africanos podem ter algo semelhante a isso, mas, acima de tudo, apenas a colabora\u00e7\u00e3o entre si, precisamos tamb\u00e9m de colaborar com outros pa\u00edses na Europa, nos EUA, porque penso que \u00e9 importante que tenhamos aliados e parceiros.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><i>ADF: Alguns pa\u00edses criaram comandos de ciberseguran\u00e7a ou enfatizaram a forma\u00e7\u00e3o cibern\u00e9tica nos ex\u00e9rcitos. Acha que a ciberseguran\u00e7a precisa de ser um grande ponto de \u00eanfase nos ex\u00e9rcitos africanos? O que mais, em termos espec\u00edficos, os ex\u00e9rcitos devem fazer para esse fim?<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> Penso que a \u00eanfase na ciberseguran\u00e7a \u00e9 muito importante e penso que \u00e9 enfatizada ou tornada importante pelo facto de que n\u00f3s j\u00e1 vimos muitos ataques a n\u00edvel nacional. \u00c9 j\u00e1 vimos muitas viola\u00e7\u00f5es em \u00c1frica que s\u00e3o consideradas como tendo sido alegadamente institu\u00eddas por pa\u00edses estrangeiros. Mesmo na \u00c1frica do Sul perdemos alguma propriedade intelectual \u2014 por exemplo, o projecto de uma aeronave militar atrav\u00e9s de um ataque cibern\u00e9tico. Por isso, \u00e9 muito importante ter estas capacidades e n\u00e3o apenas em documentos, mas em termos operacionais, incluindo a forma\u00e7\u00e3o do pessoal. Existem alguns pa\u00edses que possuem fortes defesas cibern\u00e9ticas \u2014 e quando falo em defesa, quero referir-me \u00e0 ofensiva e defensiva. Por isso, precisamos de chegar a este ponto, porque tamb\u00e9m tem a ver com a cria\u00e7\u00e3o das nossas pr\u00f3prias ferramentas, porque, se olhar para os EUA, eles possuem o seu Comando Cibern\u00e9tico, mas est\u00e3o constantemente a fazer P&amp;D [pesquisa e desenvolvimento], criando as suas pr\u00f3prias ferramentas para defesa e para ataque quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong><i>ADF: Falamos um pouco sobre a forma\u00e7\u00e3o em termos gerais, mas existe tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o a n\u00edvel micro, falo a respeito de tropas individuais. Sobre este ponto, que forma\u00e7\u00f5es ou princ\u00edpios espec\u00edficos devem ser incorporados na forma\u00e7\u00e3o de todo o ex\u00e9rcito e das for\u00e7as de seguran\u00e7a para garantir que tenham uma compreens\u00e3o b\u00e1sica de pr\u00e1ticas de ciberseguran\u00e7a significativas e eficazes?<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> Penso que a forma\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica \u00e9 obviamente a compreens\u00e3o de redes, porque se n\u00e3o compreende a tecnologia ser\u00e1 muito dif\u00edcil querer proteg\u00ea-la ou atac\u00e1-la. E a segunda coisa tem a ver com form\u00e1-los apenas em consciencializa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica sobre ciberseguran\u00e7a. Porque, se algu\u00e9m n\u00e3o sabe o que amea\u00e7a as ferramentas que eles est\u00e3o a utilizar, isso poder\u00e1 ser um problema. Ent\u00e3o, apenas os princ\u00edpios b\u00e1sicos, o uso das redes sociais pelas for\u00e7as militares, o uso destas v\u00e1rias tecnologias e dispositivos m\u00f3veis e por a\u00ed em diante, porque quando estiverem consciencializados, eles poder\u00e3o ent\u00e3o compreender as amea\u00e7as e a sua gravidade.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><i>ADF: Ataques cibern\u00e9ticos apoiados pelo Estado agora s\u00e3o uma realidade em \u00c1frica. J\u00e1 vimos ag\u00eancias do governo serem atingidas por ransomware e empresas privadas serem atingidas por piratas inform\u00e1ticos apoiados pelo estrangeiro nestes \u00faltimos anos. At\u00e9 que ponto isso o preocupa quanto \u00e0 quest\u00e3o dos Estados utilizarem ataques cibern\u00e9ticos como uma ferramenta de guerra e acha que esta situa\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 a ser vista em \u00c1frica nos pr\u00f3ximos anos?<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> Os ataques cibern\u00e9ticos utilizados como uma ferramenta de guerra entre os pa\u00edses est\u00e3o a aumentar. E, por vezes, tamb\u00e9m s\u00e3o utilizados apenas por um pa\u00eds individualmente, somente partidos pol\u00edticos atacando uns aos outros, utilizando algumas dessas ferramentas. Definitivamente, estamos a ver mais disso em \u00c1frica. Estamos a ver isso particularmente agora com as redes sociais e com muito acesso \u00e0 tecnologia.<\/p>\n<p>Uma coisa que tem a ver com esta quest\u00e3o que eu queria mencionar \u00e9 que a ciberseguran\u00e7a tem a ver com poder. Aqueles que possuem as ferramentas, aqueles que t\u00eam o pessoal, aqueles que t\u00eam as capacidades, s\u00e3o capazes, por conseguinte, de instituir alguns desses ataques. Depois, encontramos aqueles que n\u00e3o t\u00eam [capacidades] no ciberespa\u00e7o, esses n\u00e3o t\u00eam poder; podem n\u00e3o ser capazes de responder. Por isso, \u00e9 importante que os pa\u00edses africanos se preparem para uma capacidade de defesa cibern\u00e9tica hol\u00edstica e abrangente.<\/p>\n<p><strong><i>ADF: Os grupos extremistas t\u00eam utilizado a internet para recrutamento e propaganda durante anos, mais ser\u00e1 que existe qualquer prova de que os mesmos est\u00e3o a tentar utilizar capacidades cibern\u00e9ticas para lan\u00e7ar ataques como ransomware ou outros tipos de ataques no continente africano? Ser\u00e1 que isso \u00e9 algo que deve preocupar os pa\u00edses?<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> Penso que em \u00c1frica existe um uso limitado de ferramentas de guerra cibern\u00e9tica por grupos extremistas, mas existem incid\u00eancias embora sejam raras ou poucas. Em termos de ransomware, n\u00e3o tenho muitas evid\u00eancias, mas j\u00e1 vimos grupos extremistas \u2026 a terem como alvo os governos, e na \u00c1frica do Sul j\u00e1 vimos isso acontecer muitas vezes. Por exemplo, o Departamento de Justi\u00e7a foi atacado e a Transnet tamb\u00e9m foi alvo de ataques de piratas inform\u00e1ticos. Esses ataques foram perpetrados atrav\u00e9s de ransomware e alguns deles podem n\u00e3o saber porque podem n\u00e3o necessariamente dizer, mas estamos a observar isso com aten\u00e7\u00e3o e j\u00e1 vimos acontecer.<\/p>\n<p><strong><i>ADF: Com rela\u00e7\u00e3o aos grupos extremistas, como Boko Haram ou al-Shabab, consegue-se ver qualquer evid\u00eancia de que estejam a fazer muito mais do que apenas recrutar na internet e realmente a armar as capacidades cibern\u00e9ticas para o alcance de outros dos seus fins jihadistas, extremistas ou pol\u00edticos?<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> Penso que definitivamente existem evid\u00eancias, embora limitadas. Mas tomemos apenas um exemplo t\u00edpico das redes sociais, correcto? Se olharmos para as redes sociais como uma ferramenta cibern\u00e9tica \u2026 ela pode ser utilizada por estes grupos extremistas, por isso, os vemos utilizarem os deepfakes, utilizarem as redes sociais para propagarem not\u00edcias falsas. Porque, no nosso contexto, a quest\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas tamb\u00e9m constitui uma outra forma de opera\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica se olharmos para o ponto de vista mental, porque tem a ver com influenciar as pessoas, tem a ver com transmitir propaganda, tem a ver com mudar a narrativa. Vemos que o uso das redes sociais como uma forma de ataque digital est\u00e1 a aumentar em \u00c1frica.<\/p>\n<p>Em termos de uso de ferramentas cibern\u00e9ticas pesadas, n\u00e3o existem muitas provas disso, mas em termos de ataques das comunica\u00e7\u00f5es e de opera\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas, vemos que s\u00e3o muito fortes, particularmente na promo\u00e7\u00e3o destas v\u00e1rias teorias de conspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><i>ADF: Existe alguma coisa que gostaria de mencionar que n\u00e3o tenhamos abordado?<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mtsweni:<\/strong> Definitivamente, o terrorismo cibern\u00e9tico possui um impacto sobre a seguran\u00e7a humana, e penso que o ex\u00e9rcito, incluindo as ag\u00eancias da lei, t\u00eam um elevado papel a desempenhar enquanto nos tornamos cada vez mais digitais. \u00c9 importante que criemos capacidades e estejamos preparados. Porque n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de se, mas sim uma quest\u00e3o de quando.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dr. Jabu Mtsweni \u00e9 o gestor do Centro de Pesquisa de Informa\u00e7\u00e3o e Ciberseguran\u00e7a no Conselho de Pesquisa Cient\u00edfica e Industrial (CSIR), em Pret\u00f3ria, \u00c1frica do Sul. Mtsweni falou \u00e0 ADF sobre os tipos de amea\u00e7as cibern\u00e9ticas que os pa\u00edses africanos enfrentam e como se preparar melhor para abord\u00e1-las. 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