{"id":34752,"date":"2022-08-04T10:58:00","date_gmt":"2022-08-04T14:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=34752"},"modified":"2022-08-24T14:25:25","modified_gmt":"2022-08-24T18:25:25","slug":"os-vigilantes-da-nigeria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2022\/08\/os-vigilantes-da-nigeria\/","title":{"rendered":"Os Vigilantes Da Nig\u00e9ria"},"content":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF<\/p>\n<p>Estudantes do Col\u00e9gio de Ci\u00eancias Governamentais do Estado do N\u00edger, na Nig\u00e9ria, estavam a dormir numa noite, em Fevereiro de 2021, quando mais de 50 homens armados oriundos de uma floresta pr\u00f3xima invadiram o local, com apenas um \u00fanico guarda para oferecer resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Embora a esquadra da pol\u00edcia estivesse a menos de 3 quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia, os invasores vaguearam pelo campus durante tr\u00eas horas sem interfer\u00eancia. Eles fugiram de volta para as florestas, levando 42 ref\u00e9ns, a maior parte dos quais rapazes de cerca de 15 anos de idade, de acordo com a revista The Africa Report.<\/p>\n<p>A invas\u00e3o provocou um tumulto nacional. Foi semelhante ao rapto de 276 raparigas de Chibok pelo grupo extremista Boko Haram, em 2014, ao sequestro de 317 raparigas de uma escola secund\u00e1ria do Estado de Zamfara, em Fevereiro de 2021, e outras situa\u00e7\u00f5es envolvendo ref\u00e9ns na Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p>Mas, diferentemente destes raptos, o incidente do Estado do N\u00edger terminou de forma relativamente r\u00e1pida. O governador Abubakar Sani Bello enviou um grupo vigilante local para as florestas, numa miss\u00e3o de busca e salvamento. Os sequestradores libertaram a maior parte dos ref\u00e9ns em 10 dias.<\/p>\n<figure id=\"attachment_34252\" aria-describedby=\"caption-attachment-34252\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/GettyImages-1193579397_edit.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-34252\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/GettyImages-1193579397_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/GettyImages-1193579397_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/GettyImages-1193579397_edit-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/GettyImages-1193579397_edit-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/GettyImages-1193579397_edit-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/GettyImages-1193579397_edit-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-34252\" class=\"wp-caption-text\">Mais de 3.000 deslocados vivem em tendas na cidade de Anka, no noroeste da Nig\u00e9ria. Bandidos aterrorizam a regi\u00e3o. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em partes da Nig\u00e9ria, ataques perpetrados por bandidos armados e extremistas tornaram-se t\u00e3o comuns que os civis formaram grupos vigilantes para ajudar a pol\u00edcia e os soldados que se encontram em desvantagem.<\/p>\n<p>Esses vigilantes enfrentam perigo n\u00e3o inferior ao enfrentado pelas suas contrapartes das autoridades. Em Mar\u00e7o de 2021, gangues criminosas mataram duas dezenas de guardas vigilantes e um soldado na parte central da Nig\u00e9ria. Dezenas de bandidos que se faziam transportar em motorizadas abriram fogo contra os vigilantes, numa emboscada, na regi\u00e3o do governo local de Mariga, no Estado do N\u00edger. Os vigilantes estavam a perseguir bandidos que tinham atacado um posto militar naquela zona.<\/p>\n<p>O objectivo original do Boko Haram, fundado em 2002, foi de infligir uma forma fan\u00e1tica de islamismo \u201cpuro\u201d na regi\u00e3o norte da Nig\u00e9ria, com uma vis\u00e3o, em \u00faltima inst\u00e2ncia, de subjugar o governo da Nig\u00e9ria. A actual insurg\u00eancia do grupo come\u00e7ou em 2009 e, desde ent\u00e3o, j\u00e1 matou mais de 36.000 pessoas e obrigou aproximadamente 2,3 milh\u00f5es de pessoas a abandonarem as suas resid\u00eancias.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia ligada ao Boko Haram e \u00e0 sua ramifica\u00e7\u00e3o, a Prov\u00edncia da \u00c1frica Ocidental do Estado Isl\u00e2mico, duplicou desde 2015, quando o governo lan\u00e7ou uma ofensiva de grande dimens\u00e3o, desalojando os grupos, de acordo com o Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos de \u00c1frica. Desde ent\u00e3o, observa o centro, os dois grupos centraram-se nas regi\u00f5es pouco habitadas do Estado de Borno, incluindo a irregular Floresta de Sambisa, que faz fronteira com as montanhas do noroeste dos Camar\u00f5es e os p\u00e2ntanos de firki (\u201calgod\u00e3o preto\u201d) a sul e a sudoeste do Lago Chade.<\/p>\n<p>Mas os grupos extremistas n\u00e3o s\u00e3o o \u00fanico problema.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Gangues criminosas vagueiam pela regi\u00e3o noroeste e central da Nig\u00e9ria, roubando gado e sequestrando pessoas em troca de resgate. Eles matam, pilham e mutilam. Incendeiam casas. N\u00e3o possuem qualquer ideologia e as suas motiva\u00e7\u00f5es s\u00e3o puramente financeiras. Existe uma preocupa\u00e7\u00e3o crescente de que eles foram infiltrados por extremistas a partir do norte.<\/p>\n<p><strong>UM PROBLEMA DE ESCALA<\/strong><\/p>\n<p>A pol\u00edcia e os soldados foram incapazes de acabar com o extremismo, o banditismo e a viol\u00eancia intercomunit\u00e1ria. Mas, os observadores afirmam que n\u00e3o \u00e9 inteiramente a sua culpa. A Nig\u00e9ria tem um problema de escala. Embora seja apenas o 14\u00ba maior pa\u00eds de \u00c1frica, em termos de \u00e1rea, \u00e9 tamb\u00e9m o pa\u00eds mais densamente habitado do continente e possui a maior economia. Os seus 36 Estados incluem maiorias crist\u00e3s no sul e maiorias mu\u00e7ulmanas no norte. \u00c9 um dos pa\u00edses com a maior diversidade cultural do mundo, com mais de 500 l\u00ednguas e 300 grupos \u00e9tnicos. E o terreno pode ser um desafio, particularmente durante a \u00e9poca chuvosa.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m o problema dos n\u00fameros. O r\u00e1cio de agentes da pol\u00edcia e civis est\u00e1 muito abaixo das recomenda\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas. O servi\u00e7o de not\u00edcias New Humanitarian tamb\u00e9m observou \u201ca falta de equipamento, forma\u00e7\u00e3o sem qualidade e baixo moral do agente m\u00e9dio,\u201d nas ag\u00eancias de pol\u00edcia da Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p>O governo federal recorreu \u00e0s suas For\u00e7as Armadas para obter ajuda, mas tamb\u00e9m se encontram com insufici\u00eancia de pessoal e sobrecarregadas pelos conflitos na regi\u00e3o noroeste. E os soldados n\u00e3o foram formados para o papel de policiamento. \u201cIsso significa que todos eles est\u00e3o frequentemente a disparar para matar e quase que com completa impunidade,\u201d reportou o The New Humanitarian.<\/p>\n<p>Estas condi\u00e7\u00f5es fizeram com que se recorresse aos vigilantes \u2014 cidad\u00e3os que fazem a justi\u00e7a com as suas pr\u00f3prias m\u00e3os. Em muitas partes do mundo, os vigilantes s\u00e3o uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a. Em partes da Nig\u00e9ria, eles est\u00e3o a tornar-se uma necessidade aprovada pelo Estado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_34180\" aria-describedby=\"caption-attachment-34180\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP21061064664027_edit.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-34180\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP21061064664027_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"702\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP21061064664027_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP21061064664027_edit-300x195.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP21061064664027_edit-1024x666.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP21061064664027_edit-768x499.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP21061064664027_edit-210x136.jpg 210w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-34180\" class=\"wp-caption-text\">Um guarda de seguran\u00e7a com a sua espingarda estava em servi\u00e7o quando mais de 300 raparigas foram sequestradas por homens armados\u00a0no norte da Nig\u00e9ria, no dia 1 de Mar\u00e7o de 2021. Os homens armados subjugaram os agentes da pol\u00edcia e os vigilantes. THE ASSOCIATED PRESS<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>PROBLEMA CRESCENTE<\/strong><\/p>\n<p>O problema est\u00e1 a piorar. O \u00edndice de sequestros na Nig\u00e9ria aumentou em 169% desde o in\u00edcio de 2019 at\u00e9 finais de 2020, reportou o Instituto da Paz dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Num relat\u00f3rio publicado no seu site da internet intitulado \u201cSeis Formas Alternativas para Medir a Paz na Nig\u00e9ria,\u201d o instituto concluiu que o n\u00edvel cada vez mais crescente de inseguran\u00e7a no pa\u00eds pode ser atribu\u00eddo ao fraco desempenho das suas ag\u00eancias de seguran\u00e7a. Isso, por sua vez, fez com que os nigerianos recorressem \u00e0 decis\u00e3o de fazer a justi\u00e7a com as pr\u00f3prias m\u00e3os, formando grupos vigilantes.<\/p>\n<p>\u201cQuando medido atrav\u00e9s do n\u00famero de mortes, a Nig\u00e9ria parece estar a ser assolada pela viol\u00eancia,\u201d afirmou o relat\u00f3rio. \u201cDe acordo com alguns relatos, a pandemia da COVID-19 fez com que as experi\u00eancias de viol\u00eancia fossem ainda mais comuns.\u201d<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do instituto utilizou pesquisas de quatro Estados nigerianos. O referido relat\u00f3rio observou que os cidad\u00e3os que solicitaram a ajuda da pol\u00edcia reportaram ter obtido resultados desencorajadores, com 64% dos inquiridos a afirmarem que a experi\u00eancia foi \u00abdif\u00edcil\u00bb ou \u00abmuito dif\u00edcil.\u00bb<\/p>\n<p>\u201cExiste um forte apoio para os grupos vigilantes,\u201d afirmou o relat\u00f3rio. \u201cEnquanto muitos observadores manifestam preocupa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o e disciplina destes vigilantes e que existe uma supervis\u00e3o limitada sobre as suas actividades, os nigerianos que participaram na pesquisa expressaram um forte apoio aos grupos vigilantes. Mais de oito em cada 10 inquiridos, em todos os Estados onde o inqu\u00e9rito foi realizado, concordaram que \u2018os vigilantes trazem uma contribui\u00e7\u00e3o positiva para a seguran\u00e7a na Nig\u00e9ria.\u2019\u201d<\/p>\n<p>O instituto afirmou que menos de 10% dos seus inquiridos sentiu que os vigilantes t\u00eam um impacto negativo para a seguran\u00e7a da Nig\u00e9ria. Embora o inqu\u00e9rito do instituto tenha envolvido apenas quatro dos 36 Estados daquele pa\u00eds, os resultados, em termos gerais, podem ser entendidos como sendo consistentes com o resto do pa\u00eds. A empresa de seguran\u00e7a sediada em Lagos, SBM Intelligence, reportou que, em Abril de 2021, 590 nigerianos foram mortos em ataques violentos em todo o pa\u00eds, com excep\u00e7\u00e3o de apenas cinco Estados.<\/p>\n<figure id=\"attachment_34156\" aria-describedby=\"caption-attachment-34156\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP19055409579793_edit.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-34156\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP19055409579793_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP19055409579793_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP19055409579793_edit-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP19055409579793_edit-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP19055409579793_edit-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/AP19055409579793_edit-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-34156\" class=\"wp-caption-text\">Vigilantes armados revistam viaturas num posto de controlo, em Yola, Nig\u00e9ria. THE ASSOCIATED PRESS<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>POL\u00cdTICA NACIONAL<\/strong><\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o do governo nigeriano continua a ser de que, com recursos suficientes, a sua pol\u00edcia e o seu ex\u00e9rcito podem proteger os seus cidad\u00e3os sem for\u00e7as auxiliares. Mas este n\u00e3o \u00e9 o ponto de vista de muitos dos 36 governadores do pa\u00eds, que aprenderam a fechar os olhos perante a forma\u00e7\u00e3o de grupos vigilantes e, em muitos casos, chegaram a apoi\u00e1-los.<\/p>\n<p>Um destes grupos \u00e9 a For\u00e7a-Tarefa Conjunta de Civis, formada no Estado de Borno, em 2013. Come\u00e7ou como um grupo de ca\u00e7adores locais que pretendia proteger a sua comunidade, mas, tal como a ag\u00eancia de not\u00edcias The Conversation observou, a for\u00e7a-tarefa em pouco tempo tornou-se parte integrante dos esfor\u00e7os oficiais do governo de combate aos insurgentes. Em 2016, especialistas disseram \u00e0 revista The Economist que a for\u00e7a-tarefa tinha mais de 26.000 membros nos Estados de Borno e de Yoko, com 1.800 deles a receberem um sal\u00e1rio de 50 d\u00f3lares por m\u00eas.<\/p>\n<p>Com os anos, a for\u00e7a-tarefa utilizou os seus conhecimentos profundos das comunidades locais e do terreno, para identificar membros do Boko Haram e limitar os seus ataques. Recentemente, a for\u00e7a-tarefa garantiu a seguran\u00e7a de acampamentos para pessoas deslocadas. Mas assim como muitos grupos vigilantes nigerianos, os membros da for\u00e7a tamb\u00e9m foram acusados de abusos, incluindo homic\u00eddios. Em 2017, as Na\u00e7\u00f5es Unidas tiveram de pressionar a for\u00e7a-tarefa para acabar com as suas pr\u00e1ticas de recrutar crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Alguns grupos vigilantes t\u00eam origens como uma pol\u00edcia autonomeada que ganhou legitimidade atrav\u00e9s de apoios do governo. Os Bakassi Boys tiveram o seu come\u00e7o fazendo a patrulha de um mercado da cidade de Aba, no Estado de Abia, e agora operam na regi\u00e3o sudeste do pa\u00eds. O governo estatal mudou o seu nome para Servi\u00e7o de Vigilantes do Estado de Abia, no ano de 2000, dando-lhes dinheiro e equipamento. Nesse mesmo ano, o governador do Estado de Anambra convidou os Bakassi Boys para lidarem com o aumento da criminalidade naquele Estado. A Assembleia Legislativa do Estado promulgou uma lei para legitimar o grupo como Servi\u00e7os de Vigilantes de Anambra. O Estado de Imo procedeu da mesma forma.<\/p>\n<p>Os Bakassi Boys n\u00e3o foram universalmente bem recebidos. Em 2018, o Tribunal Supremo da Nig\u00e9ria manteve a decis\u00e3o de pena de morte imposta a tr\u00eas membros dos Bakassi Boys, por terem cometido dois homic\u00eddios em 2006. O jornal Punch Newspapers, da Nig\u00e9ria, reportou que a ju\u00edza Amina Augie, que comunicou a senten\u00e7a do Tribunal Supremo, disse que \u201cOs Bakassi Boys n\u00e3o passam de bandidos.\u201d Ela disse que eles eram \u201cpessoas que desobedecem \u00e0 lei e que operam fora da lei, que desvirtuam as leis da terra na sua conduta ilegal e sem orienta\u00e7\u00e3o para exercer a justi\u00e7a, matando alegados criminosos.\u201d<\/p>\n<p><strong>N\u00c3O S\u00c3O GRUPOS \u2018T\u00cdPICOS\u2019<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe um grupo vigilante \u201ct\u00edpico\u201d da Nig\u00e9ria. Alguns s\u00e3o financiados e equipados por governos locais. Outros grupos atingem o n\u00famero de centenas, e at\u00e9 de milhares, de volunt\u00e1rios. Outros ainda s\u00e3o um acto moment\u00e2neo de procura de vingan\u00e7a, chamados para tomarem medidas pelos l\u00edderes locais, para se vingarem de um ataque.<\/p>\n<p>Os problemas de seguran\u00e7a da Nig\u00e9ria s\u00e3o os problemas da \u00c1frica Ocidental e do Sahel. Com mais de 200 milh\u00f5es de habitantes, a Nig\u00e9ria possui uma grande influ\u00eancia sobre toda a regi\u00e3o. Conforme observou a revista Foreign Affairs, \u201cQuando a Nig\u00e9ria entra em recess\u00e3o, o resto das economias da regi\u00e3o tipicamente p\u00e1ra de crescer.\u201d<\/p>\n<p>Indicando as falhas dos grupos de seguran\u00e7a regionais, a Foreign Affairs observou que \u201celes tamb\u00e9m t\u00eam um potencial para gerar respostas mais flex\u00edveis e de maior nuance para os desafios de seguran\u00e7a local, especialmente se o governo federal puder come\u00e7ar a abordar alguns dos impulsionadores da instabilidade.\u201d<\/p>\n<p>Outros tamb\u00e9m defenderam os grupos, dizendo que s\u00e3o uma reac\u00e7\u00e3o l\u00f3gica a um problema.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s administramos uma federa\u00e7\u00e3o e temos tr\u00eas n\u00edveis de governo: federal, estadual e local,\u201d disse o Governador do Estado de Edo, Godwin Obaseki. \u201cPor que raz\u00e3o a seguran\u00e7a deve estar exclusivamente a n\u00edvel federal? O que aconteceu com os outros dois n\u00edveis? At\u00e9 resolvermos este desequil\u00edbrio estrutural, n\u00e3o seremos capazes de lidar com a seguran\u00e7a na sua ess\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>Algumas regi\u00f5es criaram regulamentos para fazer a monitoria dos grupos vigilantes. Tal como o site da internet The Conversation reportou, os regulamentos oficiais n\u00e3o erradicaram completamente os abusos, mas parece que s\u00e3o mais \u00fateis do que banir os grupos.<\/p>\n<p>\u201cPara al\u00e9m disso, a efic\u00e1cia do vigilantismo no combate \u00e0 criminalidade n\u00e3o pode ser contestada,\u201d observou o The Conversation. \u201cCom a melhoria da forma\u00e7\u00e3o e dos mecanismos de responsabiliza\u00e7\u00e3o, estes grupos podem fornecer uma componente importante de policiamento comunit\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Os cr\u00edticos aos grupos vigilantes dizem que a falta de seguran\u00e7a a n\u00edvel nacional pode ser abordada apenas com sistemas de pol\u00edcia e do ex\u00e9rcito verdadeiramente fortes. Qualquer coisa diferente disso representa um fracasso a n\u00edvel nacional, dizem eles.<\/p>\n<p>Shehu Sani, um senador do partido da oposi\u00e7\u00e3o, Partido Democr\u00e1tico Popular de Kaduna, disse, em Maio de 2021, que a Nig\u00e9ria precisa de reestruturar e financiar melhor a sua pol\u00edcia.<\/p>\n<p>\u201cO governo apenas n\u00e3o conseguiu fazer jus \u00e0s suas responsabilidades e expectativas,\u201d disse ele, conforme foi reportado pelo The Guardian. \u201cOficiais de seguran\u00e7a corruptos, que se alimentam do or\u00e7amento da defesa, devem ser responsabilizados e o bem-estar das tropas deve ser melhorado. O ex\u00e9rcito e a pol\u00edcia devem estar armados da melhor forma poss\u00edvel para enfrentar os bandidos e os terroristas.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h3 id=\"nigeria_e\">Nig\u00e9ria \u00c9 Uma \u2018Sopa\u2019 De\u00a0Respostas De Seguran\u00e7a<\/h3>\n<figure id=\"attachment_34220\" aria-describedby=\"caption-attachment-34220\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Duerksen_edit.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-34220 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Duerksen_edit-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-34220\" class=\"wp-caption-text\">Dr. Mark Duerksen<\/figcaption><\/figure>\n<p><i>O Dr. Mark Duerksen \u00e9 um investigador associado do Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos de \u00c1frica. A sua pesquisa centra-se no panorama de seguran\u00e7a da Nig\u00e9ria e na urbaniza\u00e7\u00e3o sem precedentes de \u00c1frica, juntamente com os desafios de seguran\u00e7a e as oportunidades que as cidades apresentam. Os seus projectos no centro incluem o rastreamento de not\u00edcias relacionadas com a seguran\u00e7a e a cria\u00e7\u00e3o de infogr\u00e1ficos anal\u00edticos. A revista Africa Defense Forum (ADF) entrevistou Duerksen via e-mail. Os seus coment\u00e1rios foram editados para se adequarem a este formato.<\/i><\/p>\n<p>ADF: <i>Estar\u00e3o os grupos mercen\u00e1rios da Nig\u00e9ria realmente a funcionar? Parece que muitos deles tornaram-se t\u00e3o maus quanto as organiza\u00e7\u00f5es que devem combater. Por exemplo, uma ju\u00edza federal da Nig\u00e9ria disse que os Bakassi Boys \u201cn\u00e3o passam de bandidos.\u201d<\/i><\/p>\n<p>Duerksen: \u00c9 uma pergunta complicada e nem sempre existe clareza sobre se os grupos de seguran\u00e7a n\u00e3o estatais locais e regionais da Nig\u00e9ria est\u00e3o a funcionar e pode ser muito cedo para saber em alguns casos. Penso que \u00e9 importante distinguir entre:<\/p>\n<p>\u2022 Organiza\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a privadas, que geralmente s\u00e3o contratadas por interesses privados.<\/p>\n<p>\u2022 Grupos de vigilantes e mil\u00edcias locais, que s\u00e3o criados para defender propriedades e comunidades locais e, por vezes, apoiados, equipados e formados pelos governos locais.<\/p>\n<p>\u2022 Grupos de seguran\u00e7a regionais, que s\u00e3o criados ou oficialmente sancionados pelos governos estaduais, mesmo que a sua constitucionalidade seja contestada.<\/p>\n<p>Todas estas for\u00e7as, por vezes, sobrep\u00f5em-se geograficamente e operam na Nig\u00e9ria, para al\u00e9m da mir\u00edade de for\u00e7as militares daquele pa\u00eds, diversas divis\u00f5es de pol\u00edcias federais, assim como outras for\u00e7as de seguran\u00e7a como o Servi\u00e7o de Seguran\u00e7a do Estado. Sendo assim, existe realmente uma \u201csopa\u201d de resposta de seguran\u00e7a na Nig\u00e9ria de todos estes grupos diferentes ostensivamente a procurar fazer com que o pa\u00eds seja mais seguro por causa da diversidade de grupos armados que operam no pa\u00eds.<\/p>\n<p>No caso de recorrer aos grupos de vigilantes ou novas for\u00e7as regionais para preencher a lacuna de seguran\u00e7a, estes grupos, muitas vezes, seguem um padr\u00e3o semelhante de eventualmente envolverem-se nos tipos de comportamento criminosos e abusos que eles foram designados para prevenir. Este \u00e9 o caso das mil\u00edcias de autodefesa do North West \u2014 onde foram inicialmente criados pelos agricultores locais para proteger os seus interesses contra as mil\u00edcias bem armadas e alinhadas com a pr\u00e1tica da pastor\u00edcia, mas, com o tempo, acabaram por envolver-se em tortura, atrocidades e at\u00e9 passaram a ser alimentadores de uma gangue famosa de criminosos que operam na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Resultados como este que tamb\u00e9m s\u00e3o vistos no caso dos Bakassi Boys, que s\u00e3o resultado de estas for\u00e7as terem menos supervis\u00e3o e receberem ainda menos forma\u00e7\u00e3o do que as for\u00e7as de seguran\u00e7a oficiais.<\/p>\n<p>ADF: <i>Existem algumas excep\u00e7\u00f5es a isso?<\/i><\/p>\n<p>Duerksen: Sim, \u00e9 claro que existem comunidades que beneficiaram da cria\u00e7\u00e3o de grupos locais que fazem a patrulha e vigil\u00e2ncia, mas isso, muitas vezes, depende da dedica\u00e7\u00e3o e da supervis\u00e3o dos l\u00edderes locais individualmente em vez de verifica\u00e7\u00f5es institucionais e presta\u00e7\u00e3o de contas. Por isso, pode ser dif\u00edcil replicar qualquer destes sucessos para fazer com que cause um efeito significativo na inseguran\u00e7a sist\u00e9mica da Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, estas solu\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a \u00abalternativas\u00bb t\u00eam poucas probabilidades de oferecer resultados sustent\u00e1veis a menos que sejam integradas em institui\u00e7\u00f5es oficiais que ir\u00e3o fazer a monitoria, forma\u00e7\u00e3o e exigir a sua responsabiliza\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, eventos violentos documentados perpetrados por grupos armados na Nig\u00e9ria aumentaram significativamente nos passados cinco anos, de menos de 700 eventos por ano para mais de 2.000 por ano.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>A cada ano, um n\u00famero significativo de eventos envolvendo viol\u00eancia contra civis s\u00e3o atribu\u00eddos \u00e0s for\u00e7as de seguran\u00e7a da Nig\u00e9ria e \u00e0s mil\u00edcias que antes tinham sido criadas para aumentar a seguran\u00e7a a n\u00edvel local.<\/p>\n<p>ADF: <i>Apesar de toda a publicidade das suas empresas em fase inicial, os grupos de mercen\u00e1rios Amotekun e Shege-Ka-Fasa n\u00e3o parecem estar a realizar alguma coisa.<\/i><\/p>\n<p>Duerksen: N\u00e3o est\u00e1 claro o que qualquer um destes grupos est\u00e1 a realizar, para al\u00e9m de gerar controv\u00e9rsias sobre a sua legalidade. Entretanto, a onda de sequestros para pedido de resgate no norte e a viol\u00eancia no sector de seguran\u00e7a contra civis em South West continua. Para al\u00e9m disso, regionalizar a seguran\u00e7a pode criar problemas n\u00e3o intencionados, se estas for\u00e7as operarem com tend\u00eancias \u00e9tnicas ou sob uma bandeira de nacionalismo \u00e9tnico. Eventualmente, se estas for\u00e7as regionais n\u00e3o forem profissionalizadas, elas podem agravar as divis\u00f5es regionais, que h\u00e1 muito t\u00eam assolado a Nig\u00e9ria. A \u00faltima coisa que a Nig\u00e9ria precisa \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de for\u00e7as de seguran\u00e7a organizadas etnicamente e com lealdade regional, especialmente se estiver ligada a grupos separatistas como a Rede de Seguran\u00e7a do Leste, que recentemente foi criada pelos l\u00edderes do movimento militante do Povo Ind\u00edgena de Biafra.<\/p>\n<p>ADF: <i>Parece prov\u00e1vel que a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o a longo prazo para os problemas de seguran\u00e7a do pa\u00eds ser\u00e3o um compromisso para contrata\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de mais agentes da pol\u00edcia e possivelmente mais soldados e a aboli\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de uso de mercen\u00e1rios. Ser\u00e1 que essa teoria n\u00e3o tem fundamento?<\/i><\/p>\n<p>Duerksen: O problema \u00e9 que, muitas vezes, criar novas for\u00e7as ou resolver assuntos com as pr\u00f3prias m\u00e3os, atrav\u00e9s de grupos vigilantes ou grupos de seguran\u00e7a recentemente sancionados \u00e9 o caminho tomado na Nig\u00e9ria, em vez de pol\u00edticos ou funcion\u00e1rios civis envolverem-se no desafio de trabalho a longo prazo da reforma do sector de seguran\u00e7a, profissionaliza\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a. Foram feitas propostas sens\u00edveis de reforma por pain\u00e9is de especialistas, mas estas nem sequer foram totalmente implementadas e, com o tempo, as unidades da pol\u00edcia que necessitam de reforma foram essencialmente renomeadas e atribu\u00eddas novos nomes e reconstitu\u00eddas sem abordar os seus problemas subjacentes. Existem algumas propostas e optimismo de que as unidades mais eficazes podem ser estabelecidas atrav\u00e9s das iniciativas de policiamento comunit\u00e1rio. Ent\u00e3o, existe espa\u00e7o para a inova\u00e7\u00e3o e novas ideias desde que elas sejam criadas para abordar os problemas identificados atrav\u00e9s da revis\u00e3o dos processos e que os seus resultados sejam avaliados com o andar do tempo. Isso tamb\u00e9m pode ser feito atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de for\u00e7as de seguran\u00e7a p\u00fablicas, o que iria ajudar a Nig\u00e9ria a perspectivar solu\u00e7\u00f5es mais abrangentes e integradas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Resumindo, a arquitectura de seguran\u00e7a da Nig\u00e9ria pode ser, em termos gerais, complicada e nebulosa e, muitas vezes, ter falta de transpar\u00eancia e de cultura de presta\u00e7\u00e3o de contas necess\u00e1rias para uma reforma eficaz \u2014 algo que precisa de ser abordado no processo de desenvolvimento de uma estrat\u00e9gia de seguran\u00e7a nacional multidimensional. Uma reforma s\u00e9ria e esfor\u00e7os de forma\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito e da pol\u00edcia nacionais, com enfoque para respostas de seguran\u00e7a integradas, envolvendo os servi\u00e7os do governo, desenvolvimento social e iniciativas de justi\u00e7a \u00e9 a melhor aposta da Nig\u00e9ria para abordar a diversidade de amea\u00e7as de seguran\u00e7a que o pa\u00eds enfrenta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF Estudantes do Col\u00e9gio de Ci\u00eancias Governamentais do Estado do N\u00edger, na Nig\u00e9ria, estavam a dormir numa noite, em Fevereiro de 2021, quando mais de 50 homens armados oriundos de uma floresta pr\u00f3xima invadiram o local, com apenas um \u00fanico guarda para oferecer resist\u00eancia. 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