{"id":30102,"date":"2022-01-21T10:43:10","date_gmt":"2022-01-21T15:43:10","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=30102"},"modified":"2022-01-31T11:53:14","modified_gmt":"2022-01-31T16:53:14","slug":"o-rosto-do-mercenario-moderno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2022\/01\/o-rosto-do-mercenario-moderno\/","title":{"rendered":"O Rosto do Mercen\u00e1rio Moderno"},"content":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF<\/p>\n<p>No romance de Frederick Forsyth, de 1974, \u201cOs C\u00e3es da Guerra,\u201d um grupo de mercen\u00e1rios infiltra-se numa pequena na\u00e7\u00e3o africana fict\u00edcia, contratados por um magnata ocidental que pretende depor o ditador do pa\u00eds para obter platina valiosa.<\/p>\n<p>O romance, e a adapta\u00e7\u00e3o para o cinema em 1980, \u00e9 uma hist\u00f3ria violenta que mostra um retrato estereotipado dos mercen\u00e1rios: c\u00ednicos, amorais, muito bem treinados, bem armados, determinados e fi\u00e9is a quem lhes paga.<\/p>\n<p>No romance de Forsyth, o pequeno grupo de mercen\u00e1rios s\u00e3o veteranos de batalhas clandestinas, que fazem acordos obscuros, vendendo os seus servi\u00e7os a benfeitores duvidosos.<\/p>\n<p>O mercen\u00e1rio moderno tem mais tend\u00eancia a trabalhar com grupos empresariais, por vezes, com liga\u00e7\u00f5es a governos, fazendo neg\u00f3cios com administra\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas para conter revoltas e terminar guerras civis.<\/p>\n<p>Os mercen\u00e1rios s\u00e3o t\u00e3o antigos como a pr\u00f3pria guerra. Dizem que o Rei Xerxes I, da P\u00e9rsia, empregou guerreiros gregos em 484 A.C. Os mercen\u00e1rios s\u00e3o referidos em muitas guerras famosas, dos pastores das Ilhas Baleares que lutaram por Cartago durante as Guerras P\u00fanicas contra Roma, aos soldados alem\u00e3es, conhecidos como Hessianos, que combateram ao lado dos brit\u00e2nicos durante a Revolu\u00e7\u00e3o Americana.<\/p>\n<figure id=\"attachment_29117\" aria-describedby=\"caption-attachment-29117\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_1198367729_CMYK.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29117\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_1198367729_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1393\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_1198367729_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_1198367729_CMYK-300x387.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_1198367729_CMYK-794x1024.jpg 794w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_1198367729_CMYK-768x991.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29117\" class=\"wp-caption-text\">O Major do Ex\u00e9rcito Brit\u00e2nico Michael Hoare, promovido em 1964, era conhecido como \u201cMad Mike\u201d e foi um dos mercen\u00e1rios mais famosos que combateu em \u00c1frica. O Major combateu na actual Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e participou numa tentativa falhada de golpe de Estado nas Seicheles. Ele faleceu em Fevereiro de 2020, aos 100 anos. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os mercen\u00e1rios tamb\u00e9m t\u00eam ra\u00edzes profundas na guerra africana. Dizem que o Fara\u00f3 eg\u00edpcio, Rams\u00e9s II, empregou mais de 10.000 mercen\u00e1rios no S\u00e9culo XIII AC. Estes guerreiros foram tamb\u00e9m determinantes nas guerras coloniais e durante a Guerra Fria.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>O Major Michael \u201cMad Mike\u201d Hoare, veterano do Ex\u00e9rcito Brit\u00e2nico durante a Segunda Guerra Mundial, foi considerado o mercen\u00e1rio mais conhecido a n\u00edvel mundial. A pedido do Primeiro-Ministro do Congo, Mo\u00efse Tshombe, em 1964, lutou contra a rebeli\u00e3o dos Simba, apoiados pelos comunistas, de acordo com um obitu\u00e1rio da BBC, de Fevereiro de 2020. Os seus homens ficaram conhecidos como \u201cThe Wild Geese\u201d (Os Gansos Selvagens) e houve um filme baseado nos seus feitos.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Em 1981, a carreira de Hoare terminou de maneira humilhante, quando ele e 46 dos seus recrutas tentaram derrubar o governo socialista do Presidente France Albert Ren\u00e9, nas Seicheles. Uma falha de um dos homens num aeroporto permitiu a descoberta de uma AK-47 desmontada. Numa tentativa de fuga, os mercen\u00e1rios sequestraram um avi\u00e3o da Air India, de volta para a \u00c1frica do Sul, noticiou a BBC. Um ano depois, Hoare e os seus homens foram julgados por sequestro. Hoare esteve preso durante 33 meses.<\/p>\n<p>Tendo iniciado em 1961, o famoso mercen\u00e1rio franc\u00eas Bob Denard liderou revoltas em Angola, no antigo Congo Belga, Benin, Zimbabwe (antiga Rod\u00e9sia) e v\u00e1rias vezes nas Comores, de acordo com o The New York Times. Foi nesse min\u00fasculo pa\u00eds insular, em Outubro de 1995, que as for\u00e7as francesas irromperam pelo pa\u00eds para impedir o terceiro golpe, obrigando os fracos soldados grisalhos a marchar para fora das casernas nos arredores da capital, Moroni. Ele morreu em 2007.<\/p>\n<p>Algumas encarna\u00e7\u00f5es mais modernas do \u201csoldado da fortuna\u201d s\u00e3o representadas por empresas militares privadas (EMPs). Estas empresas, por vezes, criadas por veteranos de ex\u00e9rcitos nacionais, podem fornecer de tudo, desde log\u00edstica e treino \u00e0 for\u00e7a letal no campo de batalha.<\/p>\n<p>S\u00e3o uma presen\u00e7a constante em \u00c1frica h\u00e1 pelo menos uma gera\u00e7\u00e3o, vendendo os seus servi\u00e7os em conflitos de grande envergadura em todo o continente. A sua utiliza\u00e7\u00e3o suscita constantes debates sobre responsabiliza\u00e7\u00e3o. As EMPs provenientes de outros pa\u00edses suscitam perguntas dif\u00edceis sobre motiva\u00e7\u00f5es estrangeiras e explora\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es africanas e dos respectivos recursos valiosos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_29109\" aria-describedby=\"caption-attachment-29109\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_121958484_CMYK.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29109\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_121958484_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"653\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_121958484_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_121958484_CMYK-300x181.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_121958484_CMYK-1024x619.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_121958484_CMYK-768x464.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29109\" class=\"wp-caption-text\">Mercen\u00e1rios somalis passam junto das ru\u00ednas, em Agosto de 2011.\u00a0AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>TIPOS DE GRUPOS \u2018MERCEN\u00c1RIOS\u2019<\/strong><\/p>\n<p>\u201cMercen\u00e1rio\u201d \u00e9 um termo normalmente aplicado a qualquer pessoa que trabalhe num contexto militar ou de seguran\u00e7a fora de uma institui\u00e7\u00e3o estatal, militar ou policial. No entanto, h\u00e1 distin\u00e7\u00f5es que devem ser tidas em considera\u00e7\u00e3o quando se analisam as pessoas contratadas para assumir fun\u00e7\u00f5es reservadas habitualmente aos militares.<\/p>\n<p>Eis algumas defini\u00e7\u00f5es \u00fateis:<\/p>\n<p><b>Mercen\u00e1rio:<\/b> Este termo aplica-se normalmente a pessoas que prestam servi\u00e7os a causas ou for\u00e7as de combate como trabalhadores independentes. Participam directamente em situa\u00e7\u00f5es hostis, fazem-no para ganho pr\u00f3prio e por valores que excedem os que se pagam a combatentes nas for\u00e7as armadas, de acordo com o direito humanit\u00e1rio internacional. N\u00e3o s\u00e3o cidad\u00e3os nacionais ou residentes nos territ\u00f3rios controlados pelas partes envolvidas no conflito, nem s\u00e3o enviados por na\u00e7\u00f5es n\u00e3o participantes como membros das respectivas for\u00e7as armadas.<\/p>\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o Internacional contra o Recrutamento, Uso, Financiamento e Treinamento de Mercen\u00e1rios, de 1989, pro\u00edbe o recrutamento e a utiliza\u00e7\u00e3o de mercen\u00e1rios. Trinta e sete pa\u00edses fazem parte do tratado, incluindo 10 na\u00e7\u00f5es africanas: Camar\u00f5es, Guin\u00e9 Equatorial, Guin\u00e9, Lib\u00e9ria, L\u00edbia, Mali, Maurit\u00e2nia, Senegal, Seicheles e Togo. Cinco outros pa\u00edses assinaram, mas n\u00e3o ratificaram o tratado: Angola, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Marrocos, Nig\u00e9ria e Rep\u00fablica do Congo.<\/p>\n<p><b>Auxiliares:<\/b> Estes combatentes s\u00e3o organizados de maneira diferente das for\u00e7as militares normais e podem consistir em tropas de na\u00e7\u00f5es estrangeiras ou aliadas que ajudam uma outra na\u00e7\u00e3o em guerra. Um exemplo disto seriam os Hessianos contratados pelos brit\u00e2nicos durante a Revolu\u00e7\u00e3o Americana.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os auxiliares podem incluir combatentes locais recrutados para servir nas tropas coloniais. Por exemplo, as for\u00e7as coloniais francesas recrutaram combatentes mu\u00e7ulmanos, conhecidos como Harkis, durante a Guerra de Independ\u00eancia da Arg\u00e9lia, que ocorreu entre 1954 e 1962.<\/p>\n<p><b>Empresas Militares Privadas:<\/b> Esta \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o mais moderna daquilo que \u00e9 normalmente apelidado de mercen\u00e1rios. As EMPs, por vezes, apelidadas de empresas de seguran\u00e7a militar privadas, s\u00e3o entidades jur\u00eddicas, ao contr\u00e1rio dos verdadeiros mercen\u00e1rios. Todavia, a sua utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 controversa e frequentemente suscita d\u00favidas sobre responsabiliza\u00e7\u00e3o e abusos reais ou eventuais. Quanto ao recurso a EMPs, os pa\u00edses assumem posi\u00e7\u00f5es diferentes.<\/p>\n<figure id=\"attachment_29093\" aria-describedby=\"caption-attachment-29093\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992951_CMYK.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29093\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992951_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"678\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992951_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992951_CMYK-300x188.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992951_CMYK-1024x643.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992951_CMYK-768x482.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29093\" class=\"wp-caption-text\">O rebelde comoriano, Capit\u00e3o Combo Ayouba, \u00e0 esquerda, e o mercen\u00e1rio franc\u00eas, Bob Denard, falam numa confer\u00eancia de imprensa em Outubro de 1995, depois de tropas francesas irromperem pelas Comores para p\u00f4r termo a uma rebeli\u00e3o de mercen\u00e1rios liderados por Denard contra o governo das Comores. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma EMP \u00e9 uma empresa privada com v\u00e1rias caracter\u00edsticas. Primeiro, vende os seus servi\u00e7os a governos nacionais, grupos internacionais e outros actores. Esses servi\u00e7os podem incluir a protec\u00e7\u00e3o de colunas, edif\u00edcios e pessoal; a manuten\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de armas; a supervis\u00e3o de prisioneiros; e o aconselhamento e treino de for\u00e7as de seguran\u00e7a locais, de acordo com o Comit\u00e9 Internacional da Cruz Vermelha.<\/p>\n<p>Por vezes, estes grupos participam em ac\u00e7\u00f5es de \u201cassist\u00eancia militar directa e t\u00e1ctica\u201d incluindo o combate nas linhas da frente de um conflito, de acordo com o acad\u00e9mico e cientista pol\u00edtico norte-americano, Peter W. Singer. Por vezes, os seus trabalhos incluem servi\u00e7os secretos, log\u00edstica e manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estes grupos privados t\u00eam sido utilizados em conflitos a n\u00edvel mundial em pa\u00edses como Afeganist\u00e3o, Iraque, Kosovo, S\u00edria e na antiga Jugosl\u00e1via. Os referidos grupos t\u00eam estado presentes em \u00c1frica, mais concretamente na Rep\u00fablica Centro-Africana, L\u00edbia e em Mo\u00e7ambique, para referir apenas alguns.<\/p>\n<p>Numa perspectiva jur\u00eddica, o recurso a EMPs \u00e9 complicado. Por outras palavras, se os funcion\u00e1rios das EMPs n\u00e3o forem utilizados como combatentes, isso significa que s\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o, civis e t\u00eam direito a todas as protec\u00e7\u00f5es inerentes.<\/p>\n<p><strong>EMPs PROEMINENTES EM \u00c1FRICA<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rias EMPs t\u00eam estado envolvidas em conflitos not\u00f3rios em \u00c1frica nos \u00faltimos 30 anos. Algumas das mais proeminentes encontram-se descritas abaixo.<\/p>\n<p>Uma das EMPs africanas mais conhecidas, e uma das primeiras, foi a <b>Executive Outcomes (EO)<\/b>, fundada em 1989 por Eeben Barlow, um antigo oficial das For\u00e7as de Defesa da \u00c1frica do Sul. Os contactos e a experi\u00eancia de Barlow, antigo tenente-coronel, concederam-lhe acesso a pessoal com vasta experi\u00eancia militar e t\u00e1ctica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_29097\" aria-describedby=\"caption-attachment-29097\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992986_CMYK.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29097\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992986_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"804\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992986_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992986_CMYK-300x223.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992986_CMYK-1024x762.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992986_CMYK-768x572.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_51992986_CMYK-86x64.jpg 86w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29097\" class=\"wp-caption-text\">Mercen\u00e1rios franceses liderados por Bob Denard dirigem-se ao porto de Moroni, nas Comores, em Outubro de 1995, alguns dias antes de as for\u00e7as francesas terem impedido o golpe dos mercen\u00e1rios.\u00a0AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>Isso, associado ao equipamento que inclu\u00eda cargueiros e viaturas de transporte de militares, aeronaves ligeiras e equipamento de vigil\u00e2ncia, permitiu \u00e0 EO operar com efici\u00eancia e efic\u00e1cia em dois conflitos africanos: guerras civis em Angola e na Serra Leoa, escreveu a jornalista sul-africana Khareen Pech. Em 1999, ela apresentou as informa\u00e7\u00f5es no livro \u201cPeace, Profit or Plunder? The Privatisation of Security in War-Torn African Societies\u201d (Paz, Lucro ou Saque? A Privatiza\u00e7\u00e3o da Seguran\u00e7a nas Sociedades Africanas Devastadas pela Guerra), publicado pelo Instituto de Estudos de Seguran\u00e7a.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Em Angola, a EO utilizou helic\u00f3pteros de combate Mi-24, ve\u00edculos de transporte de militares Mi-17 convertidos e ca\u00e7as L-39, escreveu Pech. Utilizou tamb\u00e9m v\u00e1rias aeronaves ligeiras e dois Boeing 727, nos aeroportos de Joanesburgo e Malta. Durante esse conflito, \u00e9 bem conhecida a ajuda da EO que permitiu inverter o curso da situa\u00e7\u00e3o a favor das for\u00e7as governamentais ao proporcionar treino \u00e0s tropas e outro tipo de apoio.<\/p>\n<p>Na Serra Leoa, a EO foi contratada em meados da d\u00e9cada de 1990 para ajudar as for\u00e7as governamentais na luta contra os rebeldes da Frente Revolucion\u00e1ria Unida. As for\u00e7as governamentais derrotaram os rebeldes, garantiram um tratado de paz e realizaram elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A EO, que frequentemente tem sido assunto de controv\u00e9rsia, foi encerrada no final da d\u00e9cada de 1990, mas Barlow anunciou, numa publica\u00e7\u00e3o da sua p\u00e1gina do Facebook de Dezembro de 2020, que a empresa foi reactivada.<\/p>\n<p>Uma outra EMP activa no continente \u00e9 o <b>Dyck Advisory Group (DAG)<\/b>, sediado na \u00c1frica do Sul, criado por Lionel Dyck, um antigo coronel das for\u00e7as armadas do Zimbabwe.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>De acordo com a p\u00e1gina da internet do DAG, este grupo presta uma variedade de servi\u00e7os que incluem combate \u00e0 ca\u00e7a furtiva, a gest\u00e3o do risco de explosivos e os servi\u00e7os de c\u00e3es. A participa\u00e7\u00e3o mais recente e de elevado destaque do DAG no continente foi o envolvimento na crescente insurrei\u00e7\u00e3o violenta na prov\u00edncia de Cabo Delgado, no norte de Mo\u00e7ambique. O DAG foi contratado para ajudar as autoridades mo\u00e7ambicanas a p\u00f4r termo \u00e0 insurg\u00eancia apoiada pelo Estado Isl\u00e2mico, em 2020, mas o termo do contrato de um ano estava supostamente agendado para o in\u00edcio de Abril de 2021.<\/p>\n<figure id=\"attachment_29105\" aria-describedby=\"caption-attachment-29105\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_110062059_CMYK.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29105\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_110062059_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"721\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_110062059_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_110062059_CMYK-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_110062059_CMYK-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_110062059_CMYK-768x513.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Overview_110062059_CMYK-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29105\" class=\"wp-caption-text\">Um mercen\u00e1rio sobrevoa Freetown, capital da Serra Leoa, em Janeiro de 1999. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>O grupo teve algum sucesso durante a sua presen\u00e7a em Mo\u00e7ambique. Entrou no terreno depois de os extremistas terem desviado as for\u00e7as do Grupo Wagner, da R\u00fassia. No entanto, num relat\u00f3rio de Mar\u00e7o de 2021, a Amnistia Internacional acusou a organiza\u00e7\u00e3o e outras partes intervenientes no conflito de ataques indiscriminados a civis.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio acusou o pessoal do Dyck Advisory Group de ter disparado de maneira indiscriminada contra civis durante o combate com insurgentes.<\/p>\n<p>O fundador do DAG, Lionel Dyck, disse \u00e0 Reuters: \u201cN\u00f3s levamos estas acusa\u00e7\u00f5es muito a s\u00e9rio e vamos formar em breve uma equipa jur\u00eddica independente para criar um comit\u00e9 de inqu\u00e9rito e investigar as nossas ac\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>O <b>Grupo Wagner<\/b>, da R\u00fassia, \u00e9 talvez a EMP mais activa e not\u00f3ria no continente. Este grupo est\u00e1 activo na Rep\u00fablica Centro-Africana, na L\u00edbia, no Madag\u00e1scar, em Mo\u00e7ambique e no Sud\u00e3o. Saiu de Mo\u00e7ambique depois de os extremistas associados ao Estado Isl\u00e2mico terem causado perdas consider\u00e1veis em termos de pessoal.<\/p>\n<p>O Grupo Wagner \u00e9 um \u00f3ptimo exemplo de uma organiza\u00e7\u00e3o privada que est\u00e1 a ser utilizada como representante nacional para garantir influ\u00eancia numa na\u00e7\u00e3o estrangeira sem ter sido submetida ao escrut\u00ednio normalmente apresentado pela utiliza\u00e7\u00e3o de outros governos oficiais e canais militares.<\/p>\n<p>O Grupo Wagner est\u00e1 associado a Yevgeny Prigozhin, homem de neg\u00f3cios russo e estreito aliado do presidente russo, Vladimir Putin. Acredita-se que a empresa esteja a ser regida por uma oligarquia. De facto, peritos afirmam que a R\u00fassia utiliza EMPs, como o Grupo Wagner, como meio para atingir objectivos de pol\u00edtica externa nacionais noutras na\u00e7\u00f5es sem o envolvimento directo do seu governo.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>EQUILIBRAR BENEF\u00cdCIOS E AMEA\u00c7AS<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O recurso a EMPs e mercen\u00e1rios foi discutido em Fevereiro de 2019, durante o debate do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU sobre \u201cActividades de mercen\u00e1rios como fonte de inseguran\u00e7a e destabiliza\u00e7\u00e3o em \u00c1frica.\u201d Presidiu a sess\u00e3o o Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guin\u00e9 Equatorial, e os membros debateram os potenciais aspectos desestabilizadores dessas for\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o supervisionada de EMPs para o treino de militares e fornecimento de apoio log\u00edstico t\u00e3o necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>As for\u00e7as mercen\u00e1rias foram consideradas uma amea\u00e7a \u00e0s na\u00e7\u00f5es africanas, principalmente nas regi\u00f5es ricas em recursos naturais. O Presidente Obiang afirmou que a sua na\u00e7\u00e3o se tornou alvo dos mercen\u00e1rios depois da descoberta de petr\u00f3leo na d\u00e9cada de 1990 e acrescentou que houve cinco tentativas de invas\u00e3o da Guin\u00e9 Equatorial com recurso a mercen\u00e1rios. \u201cEstes mercen\u00e1rios tentaram assassinar-me a mim e \u00e0 minha fam\u00edlia em Dezembro de 2017,\u201d disse o presidente ao Conselho de Seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Os participantes afirmam que \u00e9 necess\u00e1rio actualizar a legisla\u00e7\u00e3o sobre os mercen\u00e1rios atrav\u00e9s de um quadro jur\u00eddico semelhante ao empregue para combater a pirataria e o terrorismo, bem como proteger as fronteiras. Contudo, alguns afirmaram que as na\u00e7\u00f5es devem fazer a distin\u00e7\u00e3o entre grupos de mercen\u00e1rios desestabilizadores e grupos mais profissionais e legais que prestam servi\u00e7os valiosos.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00c9 muito prov\u00e1vel que as EMPs continuem a ser uma fonte de debate em \u00c1frica nos pr\u00f3ximos anos.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF No romance de Frederick Forsyth, de 1974, \u201cOs C\u00e3es da Guerra,\u201d um grupo de mercen\u00e1rios infiltra-se numa pequena na\u00e7\u00e3o africana fict\u00edcia, contratados por um magnata ocidental que pretende depor o ditador do pa\u00eds para obter platina valiosa. 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