{"id":25261,"date":"2021-06-24T16:10:58","date_gmt":"2021-06-24T20:10:58","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=25261"},"modified":"2021-07-20T13:31:30","modified_gmt":"2021-07-20T17:31:30","slug":"examinar-um-virus-de-outra-era","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2021\/06\/examinar-um-virus-de-outra-era\/","title":{"rendered":"Examinar Um V\u00edrus De Outra Era"},"content":{"rendered":"<p>Equipa da <i>ADF<\/i><\/p>\n<p>Quando se trata de doen\u00e7as end\u00e9micas, o continente africano foi forjado no fogo.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria est\u00e1 repleta de exemplos de doen\u00e7as mortais que originaram no continente e assolaram as popula\u00e7\u00f5es pa\u00eds ap\u00f3s pa\u00eds. Algumas, como o \u00c9bola, manifestam-se de forma agressiva em certas regi\u00f5es espec\u00edficas em per\u00edodos diferentes, matando e aterrorizando as popula\u00e7\u00f5es enquanto o mundo observa amedrontado.<\/p>\n<p>Outras, como o HIV\/SIDA, originam-se numa determinada regi\u00e3o e tornam-se uma preocupa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade end\u00e9mica por gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o \u00e9 muito diferente da mal\u00e1ria ou da febre amarela.<\/p>\n<p>Poucas delas, entretanto, emergem em outros lugares e marcham em todo o globo, infectando a \u00c1frica em todas as direc\u00e7\u00f5es e com uma intensidade met\u00f3dica, incans\u00e1vel e crescente. A COVID-19 \u00e9 uma destas doen\u00e7as. Embora este coronav\u00edrus seja novo, as suas semelhan\u00e7as com uma predecessora contagiosa \u2013\u2013 a gripe espanhola de 1918 \u2013\u2013 s\u00e3o instrutivas.<\/p>\n<p>A \u00c1frica j\u00e1 passou por uma pandemia catastr\u00f3fica e global antes. A pergunta \u00e9, que li\u00e7\u00f5es podem ser aprendidas da praga que passou pelo continente h\u00e1 mais de 100 anos?<\/p>\n<p><strong>Come\u00e7ou Com a Primeira Guerra Mundial<\/strong><\/p>\n<p>Os efeitos da \u201cGrande Guerra\u201d do mundo tinham sido espalhados desde a Europa para envolver pa\u00edses em todos os oceanos e continentes desde que come\u00e7ou em 1914. At\u00e9 \u00e0 Primavera de 1918, o conflito estava no seu est\u00e1gio final. Mesmo assim, os movimentos de tropas entrando e saindo dos pa\u00edses e continentes continuaram em grande escala por via mar\u00edtima e ferrovi\u00e1ria. Estudiosos e especialistas concordam que as movimenta\u00e7\u00f5es de tropas deram lugar a um alcance global mortal da pandemia da gripe.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_map2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25262\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_map2.jpg\" alt=\"\" width=\"1238\" height=\"1613\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_map2.jpg 1238w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_map2-300x391.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_map2-786x1024.jpg 786w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_map2-768x1001.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_map2-1179x1536.jpg 1179w\" sizes=\"(max-width: 1238px) 100vw, 1238px\" \/><\/a>\u201cA Primeira Guerra Mundial desempenhou um grande papel na transmiss\u00e3o r\u00e1pida e global do v\u00edrus,\u201d de acordo com um documento do Cento Africano de Estudos Estrat\u00e9gicos (ACSS), de Maio de 2020, intitulado \u201cLi\u00e7\u00f5es da Pandemia da Gripe Espanhola de 1918-1919 em \u00c1frica.\u201d \u201cOs navios que transportavam algumas das 150.000 tropas africanas e 1,4 milh\u00f5es de trabalhadores que garantiam o apoio log\u00edstico para a guerra na Europa trouxeram a gripe espanhola aos portos de Freetown, Cidade do Cabo e Mombasa.\u201d<\/p>\n<p>Os portos da Serra Leoa, \u00c1frica do Sul e Qu\u00e9nia ainda s\u00e3o os principais impulsionadores econ\u00f3micos regionais at\u00e9 hoje. A sua import\u00e2ncia um s\u00e9culo atr\u00e1s para um continente sob controlo colonial n\u00e3o pode ser subestimada. Cada uma faz parte de uma infra-estrutura vasta e de longo alcance que fazia com que a entrada e a sa\u00edda do interior do continente fossem simples. Os navios iam para aqueles portos superlotados com homens vindos do solo contagioso da Europa. Ao desembarcar, a maior parte deles seguiam em vag\u00f5es de comboios para viajar para o interior da \u00c1frica Subsaariana.<\/p>\n<p>Com toda a sua respira\u00e7\u00e3o, tosse, apertos de m\u00e3o e abra\u00e7os, eles libertavam um potencial para a morte.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil subestimar o poder da gripe. A sua ressurrei\u00e7\u00e3o e a sua propaga\u00e7\u00e3o em cada \u00e9poca apresentam novas estirpes com muta\u00e7\u00f5es que podem atormentar mesmo aqueles que j\u00e1 lutaram contra a gripe m\u00faltiplas vezes. Existem vacinas dispon\u00edveis, mas nenhuma delas \u00e9 infal\u00edvel. A gripe pode causar sintomas ligeiros a graves, desde febre e mal-estar at\u00e9 \u00e0 pneumonia debilitante e dificuldades respirat\u00f3rias. Ela aflige 3 a 5 milh\u00f5es a n\u00edvel global, a cada ano, matando entre 290.000 e 650.000 atrav\u00e9s de sintomas respirat\u00f3rios, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Entretanto, houve algo diferente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gripe de 1918.<\/p>\n<p><strong>Um Campo Africano de Mortes<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de mortes pela gripe espanhola a n\u00edvel de todo o mundo n\u00e3o teve compara\u00e7\u00e3o desde ent\u00e3o e foi especialmente letal em \u00c1frica.<\/p>\n<p>A gripe espanhola infectou meio bilh\u00e3o de pessoas e matou entre 20 milh\u00f5es e 50 milh\u00f5es. Com uma popula\u00e7\u00e3o mundial nessa altura que se considerava ser de 1,8 bilh\u00f5es, isso marca uma potencial taxa de infec\u00e7\u00f5es a n\u00edvel de todo o mundo de at\u00e9 28% e uma taxa de mortalidade de at\u00e9 2,8%. Algumas estimativas colocam o n\u00famero de mortes a n\u00edvel global em 100 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_24737\" aria-describedby=\"caption-attachment-24737\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_2298623_CMYK.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24737\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_2298623_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"772\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_2298623_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_2298623_CMYK-300x214.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_2298623_CMYK-1024x732.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_2298623_CMYK-768x549.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24737\" class=\"wp-caption-text\">Um comboio hospitalar em Allery, Fran\u00e7a, descarrega pacientes da gripe durante a Primeira Guerra Mundial. A gripe mortal propagou-se por \u00c1frica quando os soldados regressavam em navios e embarcavam em comboios para o interior do continente.<br \/>MUSEU NACIONAL DE SA\u00daDE E MEDICINA<\/figcaption><\/figure>\n<p>A \u00c1frica sofreu as piores consequ\u00eancias. \u201cEstima-se que aproximadamente 2 porcento da popula\u00e7\u00e3o de \u00c1frica tenha morrido num intervalo de 6 meses \u2013\u2013 2,5 milh\u00f5es de uma estimativa de 130 milh\u00f5es,\u201d afirmou o documento do ACSS. \u201cA febre espanhola dilacerou as comunidades, nalguns casos infectando at\u00e9 90 porcento da popula\u00e7\u00e3o e gerando taxas de mortalidade de 15%.\u201d<\/p>\n<p>A \u00c1frica do Sul foi um dos cinco pa\u00edses mais afectados do mundo, afirmou o ACSS. A gripe tamb\u00e9m matou 4% da popula\u00e7\u00e3o de Freetown, na Serra Leoa, num espa\u00e7o de tr\u00eas semanas. No continente, at\u00e9 6% da popula\u00e7\u00e3o de Qu\u00e9nia pereceu em nove meses.<\/p>\n<p>A gripe espanhola ficou famosa por ser uma doen\u00e7a dos jovens. No seu auge, rapidamente sobrecarregou os infectados, fazendo com que os seus corpos desencadeassem reac\u00e7\u00f5es imunes agressivas que causavam mortes r\u00e1pidas. Anedotas hist\u00f3ricas contam que as pessoas que iam dormir bem de sa\u00fade, acordavam doentes e morriam no final do dia.<\/p>\n<p>Contrariamente, a COVID-19 aparenta ser mais perigosa para pessoas mais idosas e para aqueles que tenham condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas subjacentes. Isto \u00e9 not\u00e1vel para um continente em que a idade mediana \u00e9 de apenas abaixo de 20 anos.<\/p>\n<p><strong>A Gripe Veio Em Vagas<\/strong><\/p>\n<p>A gripe espanhola veio em tr\u00eas vagas diferentes. A primeira atingiu a \u00c1frica, na Primavera de 1918, e continuou durante a maior parte do Ver\u00e3o. Esta vaga poupou a \u00c1frica Subsaariana, mas teve casos na \u00c1frica do Norte, Eti\u00f3pia e em partes da \u00c1frica Oriental e na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Depois, algo aconteceu.<\/p>\n<p>O v\u00edrus afligiu a Europa durante os meses em que a guerra estava em decl\u00ednio, as muta\u00e7\u00f5es transformaram a estirpe num patog\u00e9nico mais mortal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_24741\" aria-describedby=\"caption-attachment-24741\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_1211690363_CMYK.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24741\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_1211690363_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_1211690363_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_1211690363_CMYK-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_1211690363_CMYK-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_1211690363_CMYK-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Spanish-Flu_1211690363_CMYK-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24741\" class=\"wp-caption-text\">Autocolantes num machimbombo sul-africano, em Pret\u00f3ria, garantem o distanciamento social no transporte p\u00fablico. Transporte mar\u00edtimo e ferrovi\u00e1rio para soldados que regressavam da Primeira Guerra Mundial propagaram a gripe espanhola de 1918 em todo o continente.\u00a0AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cNo final de Agosto de 1918, navios militares partiram do porto ingl\u00eas da cidade de Plymouth transportando tropas inconscientemente infectadas com esta estirpe nova e mais mortal da gripe espanhola,\u201d l\u00ea-se num artigo escrito por Dave Ross na p\u00e1gina History.com. \u201cQuando estes navios chegaram em cidades como Brest na Fran\u00e7a, Boston nos Estados Unidos e Freetown na \u00c1frica Ocidental, a segunda vaga da pandemia global come\u00e7ou.\u201d<\/p>\n<p>Foi esta segunda vaga que devastou as popula\u00e7\u00f5es africanas. Como a vaga inicial n\u00e3o penetrou o continente, as vastas popula\u00e7\u00f5es subsaarianas foram deixadas sem um pouco de imunidade para a investida que se avizinhava. Foi nessa altura que tr\u00eas portos mar\u00edtimos abrigaram regressados de guerra e, com eles, a gripe mortal.<\/p>\n<p>Um navio da Marinha de Guerra Real Brit\u00e2nica, transportando 124 tripulantes doentes, atracou em Freetown, no dia 14 de Agosto de 1918, sem uma quarentena adequada, escreveu o historiador sul-africano, Howard Phillips, num documento de 1914-1918, que se encontra dispon\u00edvel online: Enciclop\u00e9dia Internacional da Primeira Guerra Mundial. Homens entraram a bordo com nova carga de carv\u00e3o, e m\u00e9dicos de outras embarca\u00e7\u00f5es entraram a bordo para dar assist\u00eancia \u00e0queles que estavam doentes na enfermaria. Dentro de duas semanas, escreveu Phillips, 70% da popula\u00e7\u00e3o de Freetown tinha ficado doente.<\/p>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o de Freetown propagou-se para o sul quando dois navios transportando tropas do Corpo de Trabalhadores Nativos da \u00c1frica do Sul, de regresso a casa e provenientes da Europa, parou no porto da \u00c1frica Ocidental para obter carv\u00e3o. Pouco depois, os navios partiram, e a doen\u00e7a espalhou-se a bordo. As autoridades da Cidade do Cabo hospitalizaram os doentes e enviaram os soldados para acampar por dois dias, onde foram postos em quarentena livre, escreveu Phillips.<\/p>\n<p>\u201cQuando ningu\u00e9m apresentou sintomas de gripe, eles foram formalmente desmobilizados e permitidos a embarcarem em comboios para as suas casas em todo o pa\u00eds,\u201d escreveu Phillips. \u201cNo dia seguinte, casos de gripe \u2018espanhola\u2019 apareceram entre o pessoal do acampamento militar e da unidade de transporte que tinha trazido as topas para ali, entre o pessoal do hospital e entre os estivadores e pescadores que trabalhavam no porto.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_Map3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25266\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_Map3.jpg\" alt=\"\" width=\"1762\" height=\"916\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_Map3.jpg 1762w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_Map3-300x156.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_Map3-1024x532.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_Map3-768x399.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ADF_V14N1_POR_Map3-1536x799.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1762px) 100vw, 1762px\" \/><\/a>Pensa-se que um navio indiano que veio para o terceiro maior porto, em Mombasa, tenha trazido a segunda vaga da gripe para a \u00c1frica Oriental.<\/p>\n<p>Pouco depois, soldados desmobilizados, carregadores, carvoeiros, funcion\u00e1rios dos caminhos-de-ferro, emigrantes que trabalhavam nas minas e em outros locais come\u00e7aram a dispersar-se na esperan\u00e7a de escapar de locais de trabalho e aldeias infectadas \u2013 o que Phillips chamou de \u201ca ubiquidade da gripe infectou homens em movimento.\u201d<\/p>\n<p>\u201cFoi desta forma que o v\u00edrus da gripe avi\u00e1ria se propagou, em maior ou menor escala, em toda a \u00c1frica Subsaariana, no \u00faltimo trimestre de 1918,\u201d escreveu Phillips. \u201cA partir destes tr\u00eas portos \u2014 que se tinham tornado verdadeiros n\u00f3s de infec\u00e7\u00e3o para o continente \u2014 a pandemia propagou-se ao longo da costa e para o interior, subjugando comunidade ap\u00f3s comunidade.\u201d<\/p>\n<p>Logo que a segunda vaga mortal come\u00e7ou a chegar ao fim, em Dezembro, uma terceira vaga, mais moderada, chegou. Ela persistiu durante o Ver\u00e3o de 1919.<\/p>\n<p>Contudo, Mari Webel e Megan Culler Freeman, da Universidade de Pittsburg, alertam contra a abordagem de atribuir ressurg\u00eancias em termos de vagas para a actual pandemia da COVID-19. Num artigo reeditado pela Smithsonian.com, as pesquisadoras disseram que as diferen\u00e7as estavam enraizadas no facto de a biologia dos dois v\u00edrus fazer com que a COVID-19 seja menos propensa a aderir ao comportamento de vaga da gripe.<\/p>\n<p>Dito de uma forma simples, o coronav\u00edrus tende a replicar-se de forma mais eficiente do que os v\u00edrus da gripe, diminuindo o n\u00famero de muta\u00e7\u00f5es que pode levar a mudan\u00e7as sazonais. \u00c9 precisamente pelo facto de as gripes n\u00e3o apresentarem muta\u00e7\u00f5es de forma mais f\u00e1cil e frequente que as pessoas s\u00e3o aconselhadas a receber vacinas da gripe uma vez por ano.<\/p>\n<p>A gripe tamb\u00e9m tende a eclodir com maior frequ\u00eancia em climas mais frios, correspondendo ao Inverno. A COVID-19 j\u00e1 se propagou de forma eficiente em climas quentes, temperados e mais frios.<\/p>\n<p>\u201cTudo isso significa que as oscila\u00e7\u00f5es dos casos da COVID-19 s\u00e3o menos propensas a aparecerem com previsibilidade que os debates sobre as \u2018vagas\u2019 da gripe de 1918-19 podem sugerir,\u201d escreveram Webel e Freeman. \u201cOu melhor, enquanto o SARS-CoV-2 continuar a circular em popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o imunes a n\u00edvel global, o distanciamento f\u00edsico e o uso de m\u00e1scaras ir\u00e3o evitar a sua propaga\u00e7\u00e3o e, de prefer\u00eancia, manter as infec\u00e7\u00f5es e as mortes est\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00f5es Modernas da Gripe de 1918<\/strong><\/p>\n<p>Embora os dois v\u00edrus sejam biologicamente distintos, a gripe e a COVID-19 s\u00e3o semelhantes o suficiente que as mesmas precau\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o s\u00e3o eficazes para ambas. O ACSS destaca algumas \u00e1reas que precisar\u00e3o de aten\u00e7\u00e3o especial enquanto a luta contra a COVID-19 continua.<\/p>\n<p><b>Promover o distanciamento social e a higiene: <\/b>Febre, mal-estar, tosse, dor de cabe\u00e7a, dores na garganta e dificuldades de respirar s\u00e3o todas elas partilhadas pelos dois v\u00edrus. Somente por essa raz\u00e3o, as pessoas deveriam ser bem aconselhadas a manter uma boa higiene pessoal com lavagem frequente das m\u00e3os, distanciamento social e uso da m\u00e1scara, assim como isolamento quando doentes.<\/p>\n<p>Durante a pandemia de 1918, encerramentos e proibi\u00e7\u00f5es de grandes aglomerados ajudaram a reduzir a propaga\u00e7\u00e3o da gripe. Zanzibar, um arquip\u00e9lago que agora faz parte da Tanz\u00e2nia, e Niassal\u00e2ndia, um antigo protectorado brit\u00e2nico agora conhecido como Malawi, ficaram conhecidos por quarentenas e rastreamento de contactos. \u201cOs esfor\u00e7os destes dois governos foram elogiados como sendo alguns dos mais exaustivos do continente,\u201d de acordo com o documento do ACSS.<\/p>\n<p><b>Monitorar a seguran\u00e7a alimentar:<\/b> Muitos relat\u00f3rios demonstram que os pre\u00e7os dos produtos alimentares subiram de forma galopante em toda a \u00c1frica durante a actual pandemia. Uma reportagem de Setembro de 2020 do jornal <i>The Guardian <\/i>observou que os produtos de primeira necessidade tinham subido 50% no Sud\u00e3o devido \u00e0 COVID-19 e outros factores. Os confinamentos obrigat\u00f3rios, o distanciamento social, o clima e os conflitos existentes provocaram inseguran\u00e7a alimentar. A Rede de Sistemas de Alerta Antecipado de Fome demonstra que alguns dos problemas mais complicados se encontram no Sud\u00e3o do Sul.<\/p>\n<p>Os l\u00edderes ter\u00e3o de fazer a monitoria das cadeias de produtos alimentares e incentivar os agricultores enquanto garantem o seu acesso ao transporte, armazenamento e processamento de produtos alimentares. Os agregados familiares precisar\u00e3o de dinheiro suficiente para adquirirem produtos nos mercados locais.<\/p>\n<p><b>Criar comunica\u00e7\u00e3o e confian\u00e7a:<\/b> Quando as doen\u00e7as se propagam, quer sejam elas o \u00c9bola ou a COVID-19, as autoridades devem trabalhar para criar confian\u00e7a no seio das comunidades de modo a ganhar acesso para tratar, vacinar e promover campanhas de educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica \u00e0s popula\u00e7\u00f5es sobre a sa\u00fade p\u00fablica. Os surtos de \u00c9bola congolesa, na \u00c1frica Ocidental, sublinharam a import\u00e2ncia disto, e isso ser\u00e1 de vital import\u00e2ncia de agora em diante enquanto a pandemia da COVID-19 continua e novas vacinas come\u00e7am a ser utilizadas.<\/p>\n<p>As autoridades, em 1918, utilizaram a r\u00e1dio e os tel\u00e9grafos para informar de forma eficiente as autoridades m\u00e9dicas sobre navios que estavam a caminho transportando a gripe espanhola assim como aos alde\u00e3os sobre as oportunidades de tratamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p><b>Proteger os profissionais de sa\u00fade:<\/b> Muitas partes de \u00c1frica j\u00e1 possuem poucos m\u00e9dicos e enfermeiros para cobrirem grandes popula\u00e7\u00f5es. Enquanto a COVID-19 se propaga, as instala\u00e7\u00f5es e os profissionais que trabalham nelas devem ser protegidos. Alguns pa\u00edses como o Qu\u00e9nia, Lesotho, Malawi e Sud\u00e3o est\u00e3o a mobilizar o ex\u00e9rcito e as for\u00e7as de seguran\u00e7a para apoiarem e protegerem os profissionais de sa\u00fade. Esta \u00e9 uma das coisas mais importantes que as for\u00e7as de seguran\u00e7a podem fazer durante um surto de doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode prever de forma confi\u00e1vel quando a pandemia da COVID-19 ir\u00e1 passar, mas lidar com ela de forma eficaz \u2013 independentemente do tempo que ela pode durar \u2013 precisar\u00e1 de vigil\u00e2ncia, coopera\u00e7\u00e3o e compromisso com a transpar\u00eancia, seguran\u00e7a e boa governa\u00e7\u00e3o.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Equipa da ADF Quando se trata de doen\u00e7as end\u00e9micas, o continente africano foi forjado no fogo. 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