{"id":20222,"date":"2020-12-23T11:32:28","date_gmt":"2020-12-23T16:32:28","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=20222"},"modified":"2021-01-19T12:24:17","modified_gmt":"2021-01-19T17:24:17","slug":"resolvendo-o-problema-de-carencia-de-meios-aereos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2020\/12\/resolvendo-o-problema-de-carencia-de-meios-aereos\/","title":{"rendered":"Resolvendo o Problema de Car\u00eancia De Meios A\u00e9reos"},"content":{"rendered":"<p>EQUIPA DA <i>ADF<\/i><\/p>\n<p>Quando se fala em criar capacidade militar em \u00c1frica, aumentar o n\u00famero de meios a\u00e9reos tende a ocupar o \u00faltimo lugar por causa das despesas envolvidas na aquisi\u00e7\u00e3o de equipamento de combate, formadores e avi\u00f5es de carga.<\/p>\n<p>Fora isso, a capacidade dos meios a\u00e9reos continua a ser uma necessidade fundamental em todo o continente, tanto para movimentar as tropas para regi\u00f5es problem\u00e1ticas quanto para descarregar suprimentos nas zonas atingidas por calamidades naturais.<\/p>\n<p>Para lidar com esta necessidade, a Uni\u00e3o Africana (UA) estabeleceu uma c\u00e9lula na sua Divis\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es de Apoio \u00e0 Paz designada Centro de Coordena\u00e7\u00e3o de Movimenta\u00e7\u00e3o Continental. O centro supervisiona os meios a\u00e9reos cedidos como contribui\u00e7\u00e3o das comunidades econ\u00f3micas regionais do continente assim como contratos de curto prazo de meios a\u00e9reos, meios mar\u00edtimos comerciais e meios de movimenta\u00e7\u00e3o terrestre para opera\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o de paz. A UA tamb\u00e9m compilou uma base de dados de equipamentos a\u00e9reos dispon\u00edveis atrav\u00e9s dos Estados-membros para ver onde existem lacunas e oportunidades.<\/p>\n<p>O mandato do centro \u00e9 de controlar e coordenar o uso das capacidades de transporte estrat\u00e9gico por via a\u00e9rea cedido para as miss\u00f5es da Uni\u00e3o Africana. Segundo um relat\u00f3rio de 2015, do Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos de \u00c1frica, a mais elevada prioridade da UA \u00e9 \u201cfazer o uso da capacidade estrat\u00e9gica org\u00e2nica de transporte a\u00e9reo dos Estados-membros, com qualquer dificuldade na capacidade a ser suplementada por meio de equipamento comercial contratado ou por meio de assist\u00eancia vinda dos parceiros.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_19791\" aria-describedby=\"caption-attachment-19791\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_1224878219_CMYK.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19791\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_1224878219_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_1224878219_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_1224878219_CMYK-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_1224878219_CMYK-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_1224878219_CMYK-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_1224878219_CMYK-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19791\" class=\"wp-caption-text\">Um C-130 da For\u00e7a Nacional da \u00c1frica do Sul aterra numa instala\u00e7\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea Sul-africana. O avi\u00e3o transportava pessoal m\u00e9dico militar para ajudar a combater a COVID-19 na prov\u00edncia de Eastern Cape. AFP\/GETTY IMAGESAFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>A primeira prova do potencial do centro foi demonstrada no exerc\u00edcio militar Amani \u00c1frica II, em 2015, quando um avi\u00e3o de transporte C-130 da Nig\u00e9ria, na regi\u00e3o da Comunidade Econ\u00f3mica dos Estados da \u00c1frica Ocidental, cumpriu com uma solicita\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia de meios a\u00e9reos transportando 100 soldados e material da For\u00e7a de Interven\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Ocidental.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u201cO que este conceito diz \u00e9 que, tanto quanto pudermos, devemos utilizar os recursos africanos primeiro e partilhar recursos para o transporte estrat\u00e9gico a\u00e9reo, que pode ser complementado pelo apoio dos parceiros,\u201d disse, na altura, o Coronel Mor Mbow de Senegal, agora reformado.<\/p>\n<p>Apesar do acordo generalizado sobre a necessidade de tal capacidade de meios a\u00e9reos, as pr\u00f3prias aeronaves continuam escassas. Um livro de 2013, <i>Envolvimento Militar: Influenciando as For\u00e7as Armadas no Mundo Inteiro a Prestar Apoio \u00e0s Transi\u00e7\u00f5es Democr\u00e1ticas, Volume II,<\/i> editado por Dennis Blair, enfatiza a necessidade de mais recursos a\u00e9reos para \u00c1frica: \u201cOs ex\u00e9rcitos africanos devem aumentar significativamente a capacidade na log\u00edstica a\u00e9rea para lidarem com as crises ambientais e humanit\u00e1rias.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u201cA fome e a seca que assolam o Corno de \u00c1frica requerem uma interven\u00e7\u00e3o urgente que envolve movimentar toneladas de produtos alimentares para regi\u00f5es remotas onde 9,6 milh\u00f5es de pessoas pobres se encontram dispersas. Para al\u00e9m disso, em Mo\u00e7ambique, a forte pluviosidade sazonal implica que apenas o transporte a\u00e9reo \u00e9 capaz de intervir e salvar a vida de pessoas desesperadas que n\u00e3o conseguem se mudar para regi\u00f5es de maior altitude anualmente. Contudo, a maior parte dos Estados africanos n\u00e3o possuem o equipamento, os recursos nem a forma\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_19795\" aria-describedby=\"caption-attachment-19795\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_air-force_CMYK.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19795\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_air-force_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"721\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_air-force_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_air-force_CMYK-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_air-force_CMYK-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_air-force_CMYK-768x513.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Airlift_air-force_CMYK-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19795\" class=\"wp-caption-text\">Colaboradores da manuten\u00e7\u00e3o de aeronaves das for\u00e7as a\u00e9reas chadianas, nigerianas e et\u00edopes viajaram para a Base Sheppard da For\u00e7a A\u00e9rea, em Texas, para um curso de manuten\u00e7\u00e3o de C-130 com dura\u00e7\u00e3o de tr\u00eas semanas. FOR\u00c7A A\u00c9REA AMERICANA<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Recursos Regionais<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 medida que o continente africano procura criar estrat\u00e9gias para obter recursos para a capacidade dos meios a\u00e9reos, vale a pena examinar um modelo existente.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>A Capacidade Estrat\u00e9gica dos Meios A\u00e9reos (SAC, acr\u00f3nimo ingl\u00eas), institu\u00edda em 2008 e sediada no oeste da Hungria, \u00e9 um programa independente multinacional que fornece a capacidade de transporte de equipamento e pessoal a longa dist\u00e2ncia para os seus 12 pa\u00edses-membros. Ela det\u00e9m e opera tr\u00eas aeronaves de carga de longo alcance Boeing C-17 Globemaster III.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Os pa\u00edses da SAC s\u00e3o tamb\u00e9m membros da NATO, nomeadamente, Bulg\u00e1ria, Est\u00f3nia, Hungria, Litu\u00e2nia, Holanda, Noruega, Pol\u00f3nia, Rom\u00e9nia, Eslov\u00e9nia, os Estados Unidos da Am\u00e9rica bem como as na\u00e7\u00f5es da Parceria da NATO para a Paz (Finl\u00e2ndia e Su\u00e9cia). Cada pa\u00eds participante det\u00e9m uma quota de horas de voo dispon\u00edveis nas aeronaves da SAC, as quais podem ser utilizadas para miss\u00f5es a fim de servir os seus esfor\u00e7os de defesa nacional, compromissos regionais e ajuda humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em Abril de 2020, a SAC, a pedido da Holanda, fez a entrega de duas unidades m\u00f3veis de cuidados intensivos na ilha de Sint Maarten, nas Cara\u00edbas, numa miss\u00e3o de resposta de emerg\u00eancia. <i>O Daily Herald<\/i>, do nordeste das Cara\u00edbas, declarou que as duas unidades possu\u00edam seis camas de cuidados intensivos com ventiladores e equipamento para uma outra unidade de seis camas de cuidados intensivos no territ\u00f3rio holand\u00eas das Cara\u00edbas. Esta entrega foi considerada essencial, pois o povo das ilhas j\u00e1 pode tratar os pacientes de COVID-19.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>O conceito SAC teve a sua origem na sede da NATO, em 2006. Oficiais e representantes nacionais da NATO tinham em vista uma solu\u00e7\u00e3o de uma parceria que podia \u201csatisfazer a necessidade de meios a\u00e9reos estrat\u00e9gicos para os Estados-membros sem recursos econ\u00f3micos, numa capacidade permanente.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>A SAC adquiriu o seu primeiro avi\u00e3o em Julho de 2009, seguido de mais dois, que foram entregues nos meses subsequentes. At\u00e9 finais de 2012, a unidade foi considerada totalmente capaz de realizar miss\u00f5es de abastecimento a\u00e9reo, lan\u00e7amento a\u00e9reo de envio \u00fanico, aterragens de ataque, opera\u00e7\u00f5es em todos os tipos de clima, de dia ou de noite, em ambientes com uma amea\u00e7a m\u00e9dia ou baixa e certas opera\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas a\u00e9reas de evacua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Transporte A\u00e9reo num Or\u00e7amento<\/strong><\/p>\n<p>Num estudo de 2019, o Maj. Gen. Brian McCaughan, da For\u00e7a A\u00e9rea Americana, prop\u00f4s o uso de aeronaves recuperadas para melhorar a capacidade do transporte a\u00e9reo de \u00c1frica. Anotou que os Estados Unidos e outros pa\u00edses que apoiam as na\u00e7\u00f5es africanas em capacidade de meios a\u00e9reos estariam melhor servidas dando ajuda numa base regional, em vez de apoiar os pa\u00edses de forma individual. Ele disse que \u201cToda nova crise em \u00c1frica enfrenta a mesma e dif\u00edcil tarefa de log\u00edstica e mobilidade a\u00e9rea.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Acrescentou que a mobilidade a\u00e9rea em \u00c1frica deve ser vista como um recurso regional. Ele prop\u00f4s um plano abrangente em associa\u00e7\u00e3o com e sob a lideran\u00e7a da Uni\u00e3o Africana. Tamb\u00e9m sublinhou que as na\u00e7\u00f5es africanas precisam de tirar vantagem da \u201cdisponibilidade sem precedentes\u201d de uma aeronave espec\u00edfica \u2014 o avi\u00e3o de carga C-130.<\/p>\n<p>A Lockheed C-130 Hercules \u00e9 uma aeronave de transporte militar a\u00e9reo turbopropulsor que foi fabricada, pela primeira vez, em 1955, e novas vers\u00f5es ainda continuam a ser feitas. Foi projectado para acomodar-se \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da guerra da Coreia, com os Estados Unidos a precisarem de uma aeronave de transporte vers\u00e1til que fosse capaz de transportar tropas em dist\u00e2ncias m\u00e9dias e aterrar em aer\u00f3dromos de capacidade reduzida.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Cerca de 70 pa\u00edses adquiriram C-130s ao longo dos anos. Mais de 2.500 destas aeronaves foram fabricadas at\u00e9 ao momento.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Existem mais de 40 variedades do padr\u00e3o C-130. A revista Forbes previu que os C-130 provavelmente se tornariam na primeira aeronave militar da hist\u00f3ria a permanecer em servi\u00e7o cont\u00ednuo por mais de 100 anos.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos trabalharam individualmente com as na\u00e7\u00f5es africanas para melhorar as suas capacidades a\u00e9reas, especificamente com a C-130. No ano de 2018, os EUA doaram uma C-130 recuperada \u00e0 Eti\u00f3pia. A defenseWeb noticiou que funcion\u00e1rios da Embaixada dos EUA disseram que a aeronave iria \u201cmelhorar ainda mais a capacidade da Eti\u00f3pia de desempenhar um papel vital em miss\u00f5es regionais de manuten\u00e7\u00e3o de paz, permitindo que a Eti\u00f3pia transporte suprimentos de ajuda humanit\u00e1ria de forma atempada para onde fossem necess\u00e1rios e proteger a vida de civis em regi\u00f5es de conflito.\u201d<\/p>\n<p>Em Janeiro de 2020, os EUA efectuaram a entrega de um novo hangar para C-130 Hercules \u00e0 For\u00e7a A\u00e9rea Nigeriana, na Base A\u00e9rea 201, pr\u00f3ximo de Agadez. \u201cO N\u00edger ir\u00e1 receber uma antiga aeronave C-130 dos EUA no final do presente ano,\u201d reportou a defenseWeb.<\/p>\n<p>Os EUA pagaram pela constru\u00e7\u00e3o do hangar, que foi constru\u00eddo no per\u00edodo de um ano por colaboradores internacionais e cerca de 90 residentes de Agadez. O hangar possui uma sala de manuten\u00e7\u00e3o de motores, armaz\u00e9m, \u00e1rea de treinamento e salas de baterias e ferramentas.<\/p>\n<p>O mesmo ir\u00e1, em \u00faltima inst\u00e2ncia, abrigar at\u00e9 duas aeronaves de transporte C-130, recentemente adquiridas pela For\u00e7a A\u00e9rea Nigeriana. Segundo reportou a defenseWeb, as aeronaves foram adquiridas nos Estados Unidos da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p><strong>A Melhor Escolha<\/strong><\/p>\n<p>No seu estudo, McCaughan concluiu que o C-130 parece ser a melhor ferramenta para melhorar a capacidade em meios a\u00e9reos em \u00c1frica, em parte, porque os EUA j\u00e1 o tinham escolhido para esse efeito.<\/p>\n<p>\u201cPoucos discordariam que, em termos de capacidade fornecida, o C-130 \u00e9 bom para \u00c1frica,\u201d escreveu McCaughan. \u201cPrimeiramente, em termos de capacidade de carga, tempo de voo e uma capacidade n\u00e3o melhorada de aterragem em superf\u00edcie, este meio \u00e9 a resposta para uma regi\u00e3o que \u00e9 frequentemente assolada pela guerra e pela fome agudizada por aquilo que j\u00e1 foi apelidado de \u2018tirania da dist\u00e2ncia.\u2019 Com um alcance de mais de 1.500 milhas n\u00e1uticas, uma capacidade de transportar at\u00e9 19.000 Kg de carga e uma habilidade de ser reconfigurada para se ajustar a uma variedade de tipos de miss\u00f5es, esta \u00e9 a aeronave perfeita para um continente com pontos de paragem limitados e zonas de aterragem n\u00e3o vigiadas que podem necessitar de um alcance de 1.000 milhas antes de se puder reabastecer.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Os custos de manuten\u00e7\u00e3o e sustentabilidade anual dos C-130Hs de 5 a 6 milh\u00f5es de d\u00f3lares s\u00e3o relativamente baixos quando comparados a aeronaves semelhantes, argumentou McCaughan.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>O programa Excess Defense Article \u00e9 projectado para que um pa\u00eds ou uma regi\u00e3o assuma a propriedade de um meio como uma aeronave, da forma \u201ctal como se apresenta\u201d, assumindo tamb\u00e9m a responsabilidade por todos os custos de transporte, repara\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da mesma.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>McCaughan afirmou que a Uni\u00e3o Africana devia utilizar a SAC como modelo para a sua pr\u00f3pria capacidade de apoio em meios a\u00e9reos regionais. Assim como com a SAC na Hungria, a UA devia escolher uma \u201cna\u00e7\u00e3o-quadro\u201d que assumiria a responsabilidade pelo custo de restaura\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de C-130s numa dada regi\u00e3o. A UA desenvolveria um modelo de financiamento para apoiar parte dos custos operacionais e de manuten\u00e7\u00e3o da aeronave. Ele disse que o modelo podia utilizar um plano de partilha do tempo de voo negociado entre a na\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3, a UA e outros parceiros em \u00c1frica.<\/p>\n<p>Alguns pa\u00edses da \u00c1frica Subsaariana, individualmente, j\u00e1 tiveram dificuldades financeiras para sustentar as suas aeronaves de transporte. McCaughan conclui que uma nova forma de fazer a gest\u00e3o de frotas militares de transporte \u00e9 a \u00fanica resposta: \u201cAt\u00e9 que parceiros governamentais regionais com interesses semelhantes se unam contratualmente uns com os outros, assim como com uma ind\u00fastria capaz de realizar manuten\u00e7\u00f5es de alto n\u00edvel, o ciclo n\u00e3o ser\u00e1 quebrado e a mobilidade a\u00e9rea na \u00c1frica Subsaariana continuar\u00e1 a ser uma miragem.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h5 id=\"o_custo_de\">O Custo de Devolver uma Aeronave ao Servi\u00e7o<\/h5>\n<p><i>A Lockheed Martin produz aeronaves de transporte C-130 desde 1955. A <\/i>ADF<i> entrevistou Dennys Plessas, vice-presidente da Lockheed Martin International Business Development-Africa, Gr\u00e9cia, It\u00e1lia e Am\u00e9rica Latina, sobre a pr\u00e1tica de devolver C-130s que est\u00e3o fora de servi\u00e7o \u00e0s alturas. As perguntas e as respostas foram trocadas via e-mail e editadas para reduzir a extens\u00e3o.<\/i><\/p>\n<p><b>ADF:<\/b><i> Reconhecendo que n\u00e3o existem dois antigos avi\u00f5es que sejam iguais, quanto custa recuperar um cl\u00e1ssico C-130 bem conservado?<\/i><\/p>\n<p><b><i>Plessas:<\/i><\/b> Apenas pelo facto de uma aeronave se encontrar bem conservada n\u00e3o significa que esteja a cumprir com todos os requisitos para poder voar pelo mundo ou que n\u00e3o esteja a aproximar-se a um limite de vida \u00fatil que exige que uma pe\u00e7a t\u00e3o grande como a asa seja substitu\u00edda. No caso de C-130s de mais de 40 anos, o pre\u00e7o da reforma feita num dep\u00f3sito, apenas para devolver a aeronave ao servi\u00e7o, pode exceder o valor de compra da pr\u00f3pria aeronave.<\/p>\n<p>Os C-130 mais recentemente devolvidos ao servi\u00e7o faziam parte do programa Excess Defense Article (EDA), do governo dos Estados Unidos. As aeronaves tiveram a reforma adequada num dep\u00f3sito do governo dos EUA para poderem ser entregues.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ADF_V13N3_POR_Graph.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20223\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ADF_V13N3_POR_Graph.jpg\" alt=\"\" width=\"907\" height=\"630\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ADF_V13N3_POR_Graph.jpg 907w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ADF_V13N3_POR_Graph-300x208.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ADF_V13N3_POR_Graph-768x533.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 907px) 100vw, 907px\" \/><\/a>ADF:<\/b><i> Qual \u00e9 o valor de um C-130 usado em boas condi\u00e7\u00f5es?<\/i><\/p>\n<p><b><i>Plessas:<\/i><\/b> Nestes \u00faltimos anos, temos visto os valores de C-130s a variar entre centenas de milhares de d\u00f3lares por um avi\u00e3o que tenha sido vandalizado para dele se obter pe\u00e7as e a m\u00e9dia de 10 milh\u00f5es de d\u00f3lares a 20 milh\u00f5es de d\u00f3lares para um C-130 de aproximadamente 35 anos com um novo vidro na cabine de comando.<\/p>\n<p><b>ADF:<\/b><i> Qual \u00e9 o custo anual de manuten\u00e7\u00e3o de um C-130 utilizado regularmente? O antigo Chefe de Equipa da For\u00e7a A\u00e9rea, Gen. Norton Schwartz disse ao Congresso, em 2012, que custava 10.400 d\u00f3lares por hora para um C-130 voar. Estes n\u00fameros ainda s\u00e3o actuais?<\/i><\/p>\n<p><b><i>Plessas:<\/i><\/b> O custo de manuten\u00e7\u00e3o de um C-130 \u00e9 determinado por v\u00e1rios factores, incluindo:<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Por quantas horas a aeronave voou em cada ano?<\/p>\n<p>A taxa de disponibilidade exigida por aquele operador.<\/p>\n<p>Tamanho da frota.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Se a manuten\u00e7\u00e3o da aeronave \u00e9 da responsabilidade de instala\u00e7\u00f5es do governo ou de um centro de servi\u00e7os comerciais.<\/p>\n<p>O custo por hora de voo est\u00e1 dividido em custos fixos e custos vari\u00e1veis. Os custos fixos s\u00e3o dominados por manuten\u00e7\u00e3o e geralmente s\u00e3o repartidos pela frota. As frotas grandes geralmente t\u00eam menores custos fixos por aeronave dada a economia da escala comparados a frotas pequenas.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Os custos vari\u00e1veis s\u00e3o consum\u00edveis, tais como combust\u00edveis e sal\u00e1rios da tripula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos maiores impulsionadores dos custos fixos \u00e9 o efeito de taxas de disponibilidade na manuten\u00e7\u00e3o. Quando s\u00e3o entregues, os novos C-130 t\u00eam taxas de disponibilidade de mais de 90%. Depois de 40 anos de voo, vemos a taxa de disponibilidade de uma aeronave reduzir para entre 50% e 55%. \u00c0 medida que uma aeronave se desgasta, ela requer mais inspec\u00e7\u00f5es e mais pe\u00e7as sobressalentes enquanto os operadores tamb\u00e9m t\u00eam de factorizar o desgaste das pe\u00e7as. \u00c9 poss\u00edvel voltar a ganhar alguma por\u00e7\u00e3o desta taxa de disponibilidade, mas isso requer um grande influxo de dinheiro.<\/p>\n<p><b>ADF:<\/b><i> O que est\u00e1 envolvido na manuten\u00e7\u00e3o de um C-130?<\/i><\/p>\n<p><b><i>Plessas:<\/i><\/b> A manuten\u00e7\u00e3o dos C-130 \u00e9 feita em dep\u00f3sitos do governo, por entidades comerciais contratadas pelo governo (geralmente as linhas a\u00e9reas) ou centros de servi\u00e7os aprovados pela Lockheed Martin. Existem 17 Centros de Servi\u00e7os Hercules localizados em seis continentes, os quais est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de realizar revis\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o assim como apoio nas modifica\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o e reforma das aeronaves a n\u00edvel do dep\u00f3sito. Denel, na \u00c1frica do Sul, \u00e9 o \u00fanico Centro de Servi\u00e7os Hercules do continente e possui uma experi\u00eancia de manuten\u00e7\u00e3o da frota de C-130BZ da For\u00e7a A\u00e9rea Sul-Africana.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>ADF:<\/b><i> Em que medida podemos considerar um C-130 antigo e bem conservado n\u00e3o digno de se manter em servi\u00e7o ou de se devolver ao servi\u00e7o? Ser\u00e1 que a idade do avi\u00e3o \u00e9 o factor principal?<\/i><\/p>\n<p><b><i>Plessas:<\/i><\/b> O C-130 n\u00e3o possui tempo de vida \u00fatil em termos de anos, mas existem considera\u00e7\u00f5es a serem feitas quando se est\u00e1 a avaliar a possibilidade de manter um C-130 em servi\u00e7o ou fora de servi\u00e7o.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Olhemos para o modelo C-130H como um exemplo. Os C-130s foram produzidos entre 1964 e 1996. O tempo de vida \u00fatil econ\u00f3mico de um C-130H em servi\u00e7o e com um grande operador militar \u00e9 de aproximadamente 40 anos e depende de como a aeronave foi utilizada pelo operador.<\/p>\n<p>Existem limites de servi\u00e7o para a estrutura da aeronave\/os componentes estruturais em termos de horas e n\u00fameros de eventos (isto \u00e9, n\u00famero de pousos). Um \u201ctempo de vida \u00fatil\u201d, \u201ctempo de vida \u00fatil anual\u201d ou \u201ctempo de vida \u00fatil total\u201d n\u00e3o deve ser confundido com o tempo de vida \u00fatil econ\u00f3mico de uma aeronave.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Factores diferentes dos limites estruturais devem ser tidos em conta ao avaliar o tempo de vida \u00fatil econ\u00f3mico, tais como a economia da opera\u00e7\u00e3o de uma aeronave antiga e o decl\u00ednio na taxa de disponibilidade devido a manuten\u00e7\u00f5es adicionais.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que os C-130 se desgastam, as suas taxas de disponibilidade diminuem. Muitos operadores militares declaram ter taxas de disponibilidade de 50% com C130Hs de 35 a 40 anos. A rotina e as manuten\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas devido a idade afectam significativamente as taxas de disponibilidade. As preocupa\u00e7\u00f5es de apoio n\u00e3o antecipado aumentam o tempo em que a aeronave permanece no dep\u00f3sito assim como requerem mais trabalho, pe\u00e7as e apoio de engenharia. Tudo isso se traduz em menos disponibilidade e mais custos.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>ADF:<\/b><i> Os n\u00fameros variam sobre quantos C-130s ainda est\u00e3o a operar na \u00c1frica Subsaariana. Tem alguma estimativa?<\/i><\/p>\n<p><b><i>Plessas:<\/i><\/b> Olhando para a base de dados da Lockheed Martin, nesta altura, a distribui\u00e7\u00e3o dos Operadores de C-130 na \u00c1frica Subsaariana \u00e9 de: (Tabela 1)<\/p>\n<p>Olhando para a base de dados da Lockheed Martin, nesta altura, a distribui\u00e7\u00e3o para o Norte de \u00c1frica \u00e9 de: (Tabela 2)<\/p>\n<p>Os seguintes pa\u00edses substitu\u00edram os seus C-130Hs por C-130Js nesta altura:<\/p>\n<p>It\u00e1lia \u2013 30 anos<\/p>\n<p>Dinamarca \u2013 29 anos<\/p>\n<p>Noruega \u2013 39 anos<\/p>\n<p>Reino Unido \u2013 35 anos<\/p>\n<p>Austr\u00e1lia \u2013 34 anos<\/p>\n<p>Canad\u00e1 \u2013 35 anos<\/p>\n<p><b>ADF:<\/b><i> Que tipo de instala\u00e7\u00f5es os grupos regionais de \u00c1frica teriam de construir para acolher e fazer a manuten\u00e7\u00e3o de um ou dois C-130?<\/i><\/p>\n<p><b><i>Plessas:<\/i><\/b> Os operadores geralmente precisam de um hangar grande o suficiente para receber um C-130. A maior parte dos hangares, devido a economia de escala, s\u00e3o feitos para acolher duas ou mais aeronaves porque as instala\u00e7\u00f5es n\u00e3o recebem apenas as aeronaves para manuten\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m cont\u00eam instala\u00e7\u00f5es para pintura, lojas de apoio para os t\u00e9cnicos, uma biblioteca, zona de armazenamento para pe\u00e7as de aeronaves e espa\u00e7os para escrit\u00f3rios.<\/p>\n<p><b>ADF: <\/b><i>Um estudo de 2019 recomendou que tais instala\u00e7\u00f5es regionais em \u00c1frica tenham pelo menos tr\u00eas avi\u00f5es C-130. Existe uma economia de escala na manuten\u00e7\u00e3o de tr\u00eas ou mais destas aeronaves?<\/i><\/p>\n<p><b><i>Plessas:<\/i><\/b> Existe uma economia de escala. Existe um conjunto m\u00ednimo de infra-estruturas para um C-130. Expandir para tr\u00eas C-130s n\u00e3o triplica a infra-estrutura. Numa frota de uma aeronave, toda a infra-estrutura fixa \u00e9 suportada nos custos por hora de voo. Esse custo \u00e9 dividido numa frota de tr\u00eas aeronaves.<\/p>\n<p>Para ser operacionalmente eficaz, a Equipa de An\u00e1lise Operacional de Lockheed Martin recomendou consistentemente um m\u00ednimo de tr\u00eas aeronaves por frota. Em termos gerais, geralmente uma aeronave entra em ac\u00e7\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o. A realidade \u00e9 que apenas duas aeronaves estar\u00e3o dispon\u00edveis para atribui\u00e7\u00e3o de tarefas. As miss\u00f5es de treinamento ir\u00e3o impactar o n\u00edvel de atribui\u00e7\u00e3o de tarefas das duas aeronaves.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF Quando se fala em criar capacidade militar em \u00c1frica, aumentar o n\u00famero de meios a\u00e9reos tende a ocupar o \u00faltimo lugar por causa das despesas envolvidas na aquisi\u00e7\u00e3o de equipamento de combate, formadores e avi\u00f5es de carga. 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