{"id":134167,"date":"2026-02-05T11:24:12","date_gmt":"2026-02-05T16:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=134167"},"modified":"2026-02-23T11:41:56","modified_gmt":"2026-02-23T16:41:56","slug":"licoes-aprendidas-da-forma-mais-dificil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2026\/02\/licoes-aprendidas-da-forma-mais-dificil\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es Aprendidas da Forma Mais Dif\u00edcil"},"content":{"rendered":"<p>A Miss\u00e3o da Uni\u00e3o Africana na Som\u00e1lia (AMISOM) durou 16 anos e foi um dos esfor\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o da paz mais ambiciosos da hist\u00f3ria da UA. Com seis pa\u00edses contribuintes de tropas e uma for\u00e7a de cerca de 20.000 soldados, a sua miss\u00e3o era derrotar o grupo terrorista al-Shabaab e transferir todas as responsabilidades de seguran\u00e7a para o Ex\u00e9rcito Nacional da Som\u00e1lia.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Hoje, a miss\u00e3o continua sob a bandeira da Miss\u00e3o de Apoio e Estabiliza\u00e7\u00e3o da UA na Som\u00e1lia (AUSSOM), que pretende sair do pa\u00eds at\u00e9 ao final de 2029.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Embora o al-Shabaab esteja enfraquecido e n\u00e3o controle o vasto territ\u00f3rio que controlava anteriormente, continua a ser uma insurg\u00eancia obstinada, capaz de emboscar as for\u00e7as de seguran\u00e7a e lan\u00e7ar ataques contra alvos civis. Com cerca de 7.000 a 12.000 combatentes, continua a financiar as suas opera\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do tr\u00e1fico il\u00edcito e obrigando as pessoas a pagar impostos nas \u00e1reas que controla. As liga\u00e7\u00f5es do al-Shabaab com os rebeldes Houthis no I\u00e9men d\u00e3o aos combatentes acesso a material avan\u00e7ado para a fabrica\u00e7\u00e3o de bombas e armamento, como drones.<\/p>\n<p>Servi como oficial de liga\u00e7\u00e3o e controlo de movimentos com o contingente do Djibouti de 2014 a 2015. Tive uma vis\u00e3o em primeira m\u00e3o dos desafios enfrentados pela AMISOM para subjugar o al-Shabaab.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Durante a minha miss\u00e3o, a minha unidade de controlo de movimentos de apoio log\u00edstico e de combate foi encarregue de apoiar o batalh\u00e3o do Djibouti na protec\u00e7\u00e3o da cidade de Beledweyne e da sua popula\u00e7\u00e3o de 55.000 habitantes, na Som\u00e1lia central, naquilo que era ent\u00e3o chamado de Sector 4. Continua a ser uma \u00e1rea muito disputada e palco de in\u00fameros ataques do al-Shabaab. Ap\u00f3s seis meses, a nossa unidade mudou-se para Jalalaqsi, na prov\u00edncia centro-sul de Hiran, para dar relevo \u00e0s tropas burundesas e tamb\u00e9m para impedir que o al-Shabaab controlasse as \u00e1reas rurais deste sector.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>As li\u00e7\u00f5es aprendidas durante a minha miss\u00e3o podem fornecer solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para ajudar comandantes, oficiais e soldados a modelar sucessos e evitar erros em futuras rota\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o da paz.<\/p>\n<figure id=\"attachment_133815\" aria-describedby=\"caption-attachment-133815\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO-LESSONS1_CMYK.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-133815\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO-LESSONS1_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"721\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO-LESSONS1_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO-LESSONS1_CMYK-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO-LESSONS1_CMYK-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO-LESSONS1_CMYK-768x513.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO-LESSONS1_CMYK-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO-LESSONS1_CMYK-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-133815\" class=\"wp-caption-text\">Inser\u00e7\u00e3o: Soldados do Djibouti que servem na Miss\u00e3o da Uni\u00e3o Africana na Som\u00e1lia desembarcam de um avi\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas no aeroporto de Beledweyne. AMISOM<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Incorporar Tempo de Descanso e Recupera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os especialistas dizem que soldados descansados t\u00eam um melhor desempenho no treino e no combate. Uma considera\u00e7\u00e3o operacional frequentemente negligenciada, mas vital, \u00e9 o descanso e a recupera\u00e7\u00e3o de uma unidade que realiza treino pr\u00e9-destacamento. Todos os pa\u00edses que contribuem com tropas para a AMISOM\/AUSSOM devem cumprir os padr\u00f5es de aptid\u00e3o f\u00edsica, sa\u00fade mental, armas e equipamentos, conforme descrito no programa de treino pr\u00e9-destacamento da ONU.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>A quantidade de novas informa\u00e7\u00f5es, os rigorosos padr\u00f5es de treino, os prazos apertados, o tempo longe das fam\u00edlias e os longos dias de treino tornam este per\u00edodo estressante. Alguns comandantes e oficiais de treino, embora bem-intencionados, procuram implementar os seus pr\u00f3prios requisitos acima dos padr\u00f5es da ONU, esgotando ainda mais os soldados j\u00e1 fatigados. Embora procurar \u201cexceder o padr\u00e3o\u201d seja louv\u00e1vel e alguns argumentem que est\u00e1 no DNA dos oficiais de comando, negligenciar a inclus\u00e3o de tempo suficiente para descanso e recupera\u00e7\u00e3o corre o risco de esgotar os soldados antes mesmo de eles come\u00e7arem a sua miss\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o da paz na Som\u00e1lia.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Esta foi a situa\u00e7\u00e3o com a minha miss\u00e3o. Ap\u00f3s um ritmo rigoroso e ininterrupto de treino, recebemos de repente uma ordem de alerta para partir do Djibouti e sermos destacados para a Som\u00e1lia. As miss\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o da paz em ambientes de alto risco exigem resist\u00eancia, perseveran\u00e7a e foco mental agu\u00e7ado. Quando recebemos a ordem de partir, a unidade estava cansada, o que colocou o nosso batalh\u00e3o em risco. Se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos recebido apoio oportuno das for\u00e7as amigas que j\u00e1 estavam no pa\u00eds, toda a opera\u00e7\u00e3o poderia ter terminado em desastre.<\/p>\n<p>A unidade lutou contra o esgotamento dos soldados durante os nossos 24 meses de miss\u00e3o. A exposi\u00e7\u00e3o repetida a eventos estressantes e traum\u00e1ticos desgastou-nos gradualmente. O moral dos soldados diminuiu drasticamente e, eventualmente, alguns soldados come\u00e7aram a desligar-se mentalmente, perdendo o foco e colocando ainda mais em risco a miss\u00e3o e seus companheiros.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Os comandantes e oficiais de treino devem considerar plenamente o custo do esgotamento dos soldados durante o treino pr\u00e9-destacamento e trabalhar para garantir que per\u00edodos adequados de descanso e recupera\u00e7\u00e3o sejam incorporados ao calend\u00e1rio de treino. Afinal, a manuten\u00e7\u00e3o da paz \u00e9 uma maratona e n\u00e3o uma corrida de velocidade. O planeamento retroactivo de um ciclo completo de descanso a partir da data de destacamento e a intercala\u00e7\u00e3o de ciclos regulares de descanso entre os treinos garantem que todos os soldados estejam em modo \u201cprontos para a miss\u00e3o\u201d quando pisarem o solo do pa\u00eds anfitri\u00e3o da miss\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o da paz.<\/p>\n<figure id=\"attachment_133823\" aria-describedby=\"caption-attachment-133823\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO4_CMYK.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-133823\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO4_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"726\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO4_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO4_CMYK-300x202.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO4_CMYK-1024x688.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO4_CMYK-768x516.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO4_CMYK-150x101.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO4_CMYK-450x303.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-133823\" class=\"wp-caption-text\">Soldados do Djibouti que servem na AMISOM sentam-se na parte traseira de um ve\u00edculo blindado de transporte de pessoal nos arredores de Beledweyne. A cidade foi liberta do controlo do al-Shabaab em 2011.<br \/>AMISOM<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Priorizar a Log\u00edstica e a Lideran\u00e7a<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s seis meses de adapta\u00e7\u00e3o ao terreno em Beledweyne, recebemos o plano de opera\u00e7\u00e3o para deslocar o batalh\u00e3o 182 quil\u00f3metros para sul, para a nossa \u00e1rea de responsabilidade designada. Eu era o oficial de controlo de movimentos encarregado da relocaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Transportar pessoal, alimentos, muni\u00e7\u00f5es, materiais de constru\u00e7\u00e3o e equipamento pesado era uma tarefa complexa, especialmente para um oficial subalterno. Durante a fase de prepara\u00e7\u00e3o, consultei oficiais experientes e estudei as doutrinas log\u00edsticas dos Estados Unidos e das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Apesar de todo o planeamento, as coisas n\u00e3o correram como esperado.<\/p>\n<p>Durante o transporte de tanques em cami\u00f5es de plataforma, um motorista inexperiente que conduzia em alta velocidade fez com que um tanque T-72 escorregasse e ficasse preso. Entrei imediatamente em contacto com o chefe de log\u00edstica e, ap\u00f3s uma longa discuss\u00e3o, decidimos usar uma escavadora para reposicionar o tanque correctamente no ve\u00edculo de transporte. A situa\u00e7\u00e3o era muito tensa, com todo a coluna parada e exposta, e havia o receio de que pud\u00e9ssemos ser v\u00edtimas de um ataque.<\/p>\n<p>O incidente ensinou-me a certificar-me sempre de que as orienta\u00e7\u00f5es e os protocolos de seguran\u00e7a adequados s\u00e3o seguidos ao transportar equipamentos pesados e a garantir que o pessoal inexperiente seja supervisionado ao realizar tarefas cr\u00edticas. Tamb\u00e9m aprendi que a velocidade de movimento n\u00e3o resulta necessariamente em efici\u00eancia. Um plano de movimento deve incluir acordos sobre velocidades seguras e consistentes.<\/p>\n<figure id=\"attachment_133835\" aria-describedby=\"caption-attachment-133835\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO7_CMYK.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-133835\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO7_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO7_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO7_CMYK-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO7_CMYK-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO7_CMYK-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO7_CMYK-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO7_CMYK-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-133835\" class=\"wp-caption-text\">Pessoas caminham em Beledweyne. A cidade era o quartel-general do Sector 4 da AMISOM e enfrentou repetidos ataques do al-Shabaab. AMISOM<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Movimentos de Alto Risco Exigem Comunica\u00e7\u00e3o Constante<\/strong><\/p>\n<p>Durante a opera\u00e7\u00e3o de realoca\u00e7\u00e3o, a nossa estrat\u00e9gia era mover-nos a uma velocidade inferior a 20 km\/h, protegidos por duas camadas de soldados que cercavam os ve\u00edculos. Isso reduziu o risco de emboscadas, mas a aus\u00eancia de apoio a\u00e9reo representava uma vulnerabilidade cr\u00edtica, sobretudo em \u00e1reas florestais onde se sabia que o al-Shabaab se escondia. Essa vulnerabilidade a ataques persistiu durante toda a semana da nossa relocaliza\u00e7\u00e3o, pois a nossa coluna foi alvo de tiros e emboscadas v\u00e1rias vezes.<\/p>\n<p>Em meio ao caos das emboscadas, um soldado ficou separado da sua unidade. Mais tarde, foi relatado que ele foi visto na aldeia de Nuur Fanax, onde civis o enganaram quando ele pediu ajuda. Posteriormente, os combatentes do al-Shabaab cercaram-no e mataram-no. Tentaram usar o seu corpo como moeda de troca. Apesar das comunica\u00e7\u00f5es indirectas com o al-Shabaab, n\u00e3o foi alcan\u00e7ado nenhum acordo para permitir a devolu\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n<p>Em opera\u00e7\u00f5es assim\u00e9tricas, particularmente em ambientes e miss\u00f5es com apoio tecnol\u00f3gico e log\u00edstico limitado, a lideran\u00e7a eficaz de pequenas unidades, o contacto pessoal e a comunica\u00e7\u00e3o constante s\u00e3o vitais. R\u00e1dios individuais e sistemas de rastreamento s\u00e3o essenciais para que os l\u00edderes de equipa mantenham a responsabilidade em tempo real pelo seu pessoal durante o combate. Esta trag\u00e9dia destaca a import\u00e2ncia de equipar cada soldado com ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o fi\u00e1veis e garantir um contacto robusto entre os l\u00edderes das equipas de fogo e os seus membros. Tamb\u00e9m sublinha a necessidade de planos de conting\u00eancia bem treinados para a recupera\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas e o equil\u00edbrio entre a obriga\u00e7\u00e3o moral de trazer para casa os nossos soldados mortos e a necessidade de evitar mais perdas.<\/p>\n<p><strong>Engano Pode Atrair Soldados Para uma Emboscada<\/strong><\/p>\n<p>Um dia, antes do meio-dia, durante o movimento da coluna, o batalh\u00e3o do Djibouti assumiu o controlo de Garasyaani, uma aldeia 60 quil\u00f3metros a sul de Beledweyne. Depois de neutralizar toda a resist\u00eancia restante na cidade, os soldados come\u00e7aram a estabelecer pontos de controlo importantes nas principais vias de entrada e sa\u00edda.<\/p>\n<p>Desloc\u00e1mos ve\u00edculos blindados de transporte de pessoal para bloquear estradas e controlar a circula\u00e7\u00e3o. Cerca de uma hora ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o de limpeza, um homem idoso aproximou-se de um grupo de oficiais, incluindo eu. Ele parecia exausto e angustiado. Ele alegou que um dos nossos soldados tinha agredido a sua filha. Em resposta, a nossa equipa de lideran\u00e7a, juntamente com um agente da pol\u00edcia e uma soldado designada para lidar com casos sens\u00edveis, deslocou-se a uma casa num canto da cidade para investigar a alega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_133819\" aria-describedby=\"caption-attachment-133819\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO3_CMYK.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-133819\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO3_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO3_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO3_CMYK-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO3_CMYK-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO3_CMYK-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO3_CMYK-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO3_CMYK-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-133819\" class=\"wp-caption-text\">Um soldado do Djibouti que serve na AMISOM faz uma sauda\u00e7\u00e3o durante um desfile para marcar o Dia da Independ\u00eancia do seu pa\u00eds. AMISOM<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao chegar, inici\u00e1mos a nossa investiga\u00e7\u00e3o preliminar e rapidamente encontr\u00e1mos inconsist\u00eancias que sugeriam que a alega\u00e7\u00e3o era falsa. De repente, fomos emboscados por tiros disparados por combatentes do al-Shabaab. Ao responder ao fogo e confiar no nosso treino, conseguimos sair da armadilha, repelir o inimigo, reposicionar a nossa equipa e realizar um contra-ataque. At\u00e9 hoje, continuo a duvidar da autenticidade do relat\u00f3rio inicial. No entanto, resolvemos a situa\u00e7\u00e3o oferecendo uma compensa\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n<p>O incidente revelou li\u00e7\u00f5es importantes. A experi\u00eancia ensinou-me a nunca aceitar alega\u00e7\u00f5es n\u00e3o verificadas, mesmo aquelas que envolvem apelos morais ou emocionais. \u00c9 importante sempre investigar as alega\u00e7\u00f5es minuciosamente, mantendo a vigil\u00e2ncia e a cautela. Tamb\u00e9m foi um lembrete de que os insurgentes n\u00e3o seguem as regras convencionais de combate, e os soldados da paz devem esperar o inesperado.<\/p>\n<p><strong>Rotas de Abastecimento S\u00e3o uma Linha de Vida<\/strong><\/p>\n<p>Quando cheg\u00e1mos \u00e0 Som\u00e1lia, o al-Shabaab tinha sido expulso da maioria dos grandes centros urbanos. Isso levou o grupo a mudar a sua t\u00e1ctica para atrapalhar a log\u00edstica, atacando as rotas de abastecimento que eram essenciais para levar abastecimentos \u00e0s for\u00e7as de paz e manter a economia do pa\u00eds em movimento. A ONU respondeu iniciando uma campanha de opera\u00e7\u00f5es de transporte a\u00e9reo para entregar alimentos e combust\u00edvel a mais de 20.000 soldados da for\u00e7a de paz.<\/p>\n<p>Uma consequ\u00eancia indesejada desta iniciativa da ONU foi um aumento dram\u00e1tico dos custos operacionais e uma redu\u00e7\u00e3o da disponibilidade de recursos a\u00e9reos para outras miss\u00f5es cr\u00edticas, como evacua\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, reconhecimento ou opera\u00e7\u00f5es t\u00e1cticas. A cess\u00e3o da nossa capacidade log\u00edstica terrestre ao al-Shabaab tamb\u00e9m resultou no pagamento de um imposto directamente ao grupo terrorista pela popula\u00e7\u00e3o civil, para que os bens e servi\u00e7os pudessem continuar a circular pelas estradas. Esta situa\u00e7\u00e3o acabou por minar a autoridade da AMISOM e a governa\u00e7\u00e3o local somali.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Apesar de dispor de tropas suficientes no terreno, provenientes das for\u00e7as de manuten\u00e7\u00e3o da paz e do Ex\u00e9rcito Nacional da Som\u00e1lia (SNA), garantir a seguran\u00e7a das principais vias continuava a ser um desafio. Para evitar ceder terreno aos terroristas e ajudar a espalhar a seguran\u00e7a em bolsas de territ\u00f3rio controlado pelo inimigo, recomenda-se a constru\u00e7\u00e3o de bases operacionais avan\u00e7adas (FOBs) mais pequenas, particularmente ao longo das principais estradas secund\u00e1rias. Poderiam ser realizadas pequenas patrulhas e estabelecido um maior contacto com as popula\u00e7\u00f5es locais, para ajudar o SNA a garantir a seguran\u00e7a do pa\u00eds. Essas FOBs menores, digamos, com for\u00e7as do tamanho de uma companhia, tamb\u00e9m poderiam ajudar a responder \u00e0s ac\u00e7\u00f5es de \u201ctropas em contacto\u201d de colunas que viajam na principal rota de abastecimento. Aumentar a press\u00e3o sobre o al-Shabaab, restringindo a sua liberdade de movimento e a sua capacidade de perturbar a economia, s\u00e3o ac\u00e7\u00f5es que ajudar\u00e3o a separar o grupo terrorista da popula\u00e7\u00e3o civil e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, levar\u00e3o \u00e0 sua derrota.<\/p>\n<figure id=\"attachment_133831\" aria-describedby=\"caption-attachment-133831\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO6_CMYK.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-133831\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO6_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO6_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO6_CMYK-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO6_CMYK-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO6_CMYK-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO6_CMYK-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO6_CMYK-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-133831\" class=\"wp-caption-text\">Soldados do Djibouti que servem na AMISOM descarregam equipamento m\u00e9dico doado ao hospital geral de Beledweyne. AMISOM<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Aprender com Desafios para Melhorar Resultados Futuros<\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia no terreno ensinou-me li\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, mas essenciais. Muitos problemas poderiam ser evitados atrav\u00e9s da gest\u00e3o do moral e dos n\u00edveis de energia das tropas durante o pr\u00e9-destacamento.<\/p>\n<p>\u00c9 crucial proporcionar tempo adequado para os soldados descansarem e recuperarem antes do destacamento. Pelo menos 50% do tempo de prepara\u00e7\u00e3o deve ser dedicado ao desenvolvimento de um plano de destacamento concreto e exequ\u00edvel.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>O treino pr\u00e9-destacamento deve enfatizar a lideran\u00e7a de pequenas unidades, o que inclui prestar contas e cuidar dos soldados. Ensaio de exerc\u00edcios de combate para recupera\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, resposta a emboscadas e interac\u00e7\u00f5es civis baseadas em cen\u00e1rios devem ser uma prioridade para as for\u00e7as de manuten\u00e7\u00e3o da paz destacadas para miss\u00f5es perigosas. Al\u00e9m disso, os comandantes e oficiais de estado-maior devem trabalhar para construir uma estrat\u00e9gia de estabiliza\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o local para garantir a sua seguran\u00e7a e prosperidade.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Embora alguns l\u00edderes prefiram o planeamento e o comando centralizados, acredito que \u00e9 vital que os l\u00edderes de batalh\u00e3o no terreno tenham plena autoridade para planear e executar a miss\u00e3o no seu sector, desde que as suas ac\u00e7\u00f5es estejam alinhadas com os objectivos gerais da miss\u00e3o. Durante opera\u00e7\u00f5es de alto ritmo, os l\u00edderes a todos os n\u00edveis, desde o l\u00edder da equipa de fogo at\u00e9 ao comandante do batalh\u00e3o, devem manter a responsabilidade, atrav\u00e9s de contagens regulares e supervis\u00e3o da equipa. Simultaneamente, todos os soldados da paz devem manter a disciplina e cumprir os procedimentos operacionais padr\u00e3o esperados de soldados profissionais.<\/p>\n<p>O sucesso em combate n\u00e3o se resume apenas a lutar e libertar cidades e territ\u00f3rios. Os comandantes tamb\u00e9m devem possuir uma vis\u00e3o clara e estruturada para a fase de estabiliza\u00e7\u00e3o, incluindo opera\u00e7\u00f5es de contra-insurg\u00eancia, comunica\u00e7\u00e3o e apoio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o civil. Isso inclui planos para manter as principais estradas abertas e seguras, para que a actividade econ\u00f3mica pac\u00edfica possa florescer.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Seguir esses princ\u00edpios e implementar essas li\u00e7\u00f5es aprendidas no treino pr\u00e9-destacamento pode salvar vidas e melhorar os resultados gerais da miss\u00e3o.<span class=\"Apple-converted-space\"> \u00a0<\/span><\/p>\n<p>Sobre o autor: Abdisalam Osman Musa \u00e9 um engenheiro mec\u00e2nico do Djibouti e ex-oficial de log\u00edstica que serviu no Escrit\u00f3rio de Apoio das Na\u00e7\u00f5es Unidas na Som\u00e1lia. Como tenente, foi oficial de liga\u00e7\u00e3o e controlo de movimentos do contingente do Djibouti na Miss\u00e3o da Uni\u00e3o Africana na Som\u00e1lia de 2014 a 2015. Actualmente, trabalha como engenheiro e gere projectos em todo o Corno de \u00c1frica.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Uma Mudan\u00e7a na<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Manuten\u00e7\u00e3o da Paz<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 Medida Que as Miss\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas Diminuem, os Esfor\u00e7os Regionais Esperam Aprender Com os Erros do Passado<\/p>\n<p>O panorama internacional da manuten\u00e7\u00e3o da paz em \u00c1frica evoluiu na \u00faltima d\u00e9cada. Desde 2015, tem havido uma mudan\u00e7a constante das grandes miss\u00f5es multinacionais das Na\u00e7\u00f5es Unidas e um aumento no n\u00famero de interven\u00e7\u00f5es lideradas pela Uni\u00e3o Africana, blocos econ\u00f3micos regionais e outras alian\u00e7as.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma d\u00e9cada, havia nove grandes miss\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o da paz da ONU em \u00c1frica. Em Julho de 2025, havia apenas cinco, sendo que a maior delas, a Miss\u00e3o de Estabiliza\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, est\u00e1 prevista para terminar em Dezembro de 2025.<\/p>\n<p>As miss\u00f5es da ONU n\u00e3o podem operar sem o consentimento dos pa\u00edses anfitri\u00f5es e das partes em conflito. Mas, muitas vezes, essa permiss\u00e3o \u00e9 prejudicada devido \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de inefic\u00e1cia na preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra civis, \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas e a outras preocupa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, de acordo com o artigo \u201cHost-Country Consent in UN Peacekeeping\u201d (Consentimento do pa\u00eds anfitri\u00e3o na manuten\u00e7\u00e3o da paz da ONU), publicado em 2023 pelo Stimson Center, de autoria de Julie Gregory e Lisa Sharland.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>As miss\u00f5es da ONU s\u00e3o destacadas sob tr\u00eas princ\u00edpios fundamentais de manuten\u00e7\u00e3o da paz: consentimento das partes, imparcialidade e compromisso de usar a for\u00e7a apenas em leg\u00edtima defesa e para defender o mandato da miss\u00e3o.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_133807\" aria-describedby=\"caption-attachment-133807\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO_Sidebar_54688806373_4e97f8df9a_o_CMYK.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-133807\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO_Sidebar_54688806373_4e97f8df9a_o_CMYK.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"663\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO_Sidebar_54688806373_4e97f8df9a_o_CMYK.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO_Sidebar_54688806373_4e97f8df9a_o_CMYK-300x184.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO_Sidebar_54688806373_4e97f8df9a_o_CMYK-1024x629.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO_Sidebar_54688806373_4e97f8df9a_o_CMYK-768x471.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO_Sidebar_54688806373_4e97f8df9a_o_CMYK-150x92.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/PKO_Sidebar_54688806373_4e97f8df9a_o_CMYK-450x276.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-133807\" class=\"wp-caption-text\">Um soldado da for\u00e7a de paz das Na\u00e7\u00f5es Unidas supervisiona uma opera\u00e7\u00e3o de desarmamento e desmobiliza\u00e7\u00e3o em Maloum, na Rep\u00fablica Centro-Africana, em Julho de 2025. LEONEL GROTHE\/MINUSCA<\/figcaption><\/figure>\n<p>A miss\u00e3o da ONU no Mali, conhecida como MINUSMA, terminou ap\u00f3s 10 anos, em Dezembro de 2023, a pedido da junta governativa do pa\u00eds anfitri\u00e3o. Em \u00faltima an\u00e1lise, a miss\u00e3o n\u00e3o conseguiu reverter os ataques e os ganhos de uma s\u00e9rie de grupos terroristas. Sofreu com um mandato inst\u00e1vel e em expans\u00e3o durante o seu per\u00edodo de vig\u00eancia e contou com uma variedade de contribuintes internacionais de tropas, muitos dos quais tinham barreiras lingu\u00edsticas e nenhum conhecimento da din\u00e2mica local.<\/p>\n<p>As opera\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 paz lideradas pela \u00c1frica, como s\u00e3o conhecidas, podem evitar cr\u00edticas neocoloniais e, muitas vezes, s\u00e3o destacadas mais rapidamente, com mandatos mais flex\u00edveis que permitem \u00e0s tropas lidar melhor com amea\u00e7as transfronteiri\u00e7as. No entanto, tal como as miss\u00f5es da ONU, o financiamento, os recursos e as rela\u00e7\u00f5es com a popula\u00e7\u00e3o local continuam a representar desafios. Tal tem sido o caso das miss\u00f5es da Comunidade para o Desenvolvimento da \u00c1frica Austral na RDC e em Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>Nate Allen, professor associado do Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos de \u00c1frica, escreveu em Agosto de 2023 que a UA e as comunidades econ\u00f3micas regionais (CER) devem adoptar normas para responder aos desafios de seguran\u00e7a transfronteiri\u00e7os. Isso pode incluir a UA fornecer orienta\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o \u00e0 For\u00e7a Africana em Estado de Alerta por meio de centros de partilha de intelig\u00eancia e \u201cmecanismos para comandar, conduzir e operacionalizar opera\u00e7\u00f5es conjuntas visando grupos espec\u00edficos.\u201d<\/p>\n<p>A UA e as CER tamb\u00e9m devem treinar melhor as tropas africanas que servem em opera\u00e7\u00f5es de paz em direitos humanos, leis de conflitos armados e como evitar e prevenir danos a civis, escreveu. Elas tamb\u00e9m devem garantir \u201cque as componentes militares das opera\u00e7\u00f5es de paz lideradas por \u00c1frica sejam integradas nos esfor\u00e7os de ag\u00eancias civis, l\u00edderes locais, actores humanit\u00e1rios e da comunidade internacional para abordar as causas subjacentes do conflito por meio de assist\u00eancia ao desenvolvimento, ajuda humanit\u00e1ria e iniciativas de paz lideradas localmente.\u201d<\/p>\n<p>As opera\u00e7\u00f5es lideradas por africanos precisar\u00e3o de mais dinheiro e recursos para serem verdadeiramente eficazes. Os esfor\u00e7os de curto prazo pode incluir fundos de manuten\u00e7\u00e3o da paz da ONU para apoiar as opera\u00e7\u00f5es africanas at\u00e9 que a UA atinja as suas pr\u00f3prias metas de financiamento, escreveu Allen.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Miss\u00e3o da Uni\u00e3o Africana na Som\u00e1lia (AMISOM) durou 16 anos e foi um dos esfor\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o da paz mais ambiciosos da hist\u00f3ria da UA. 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