{"id":132115,"date":"2025-11-06T10:38:25","date_gmt":"2025-11-06T15:38:25","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=132115"},"modified":"2025-11-17T09:04:45","modified_gmt":"2025-11-17T14:04:45","slug":"portos-de-influencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2025\/11\/portos-de-influencia\/","title":{"rendered":"Portos De Influ\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Empresas estatais chinesas det\u00eam participa\u00e7\u00f5es em cerca de 78 dos 231 portos africanos, uma presen\u00e7a que levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre a soberania nacional e os planos da China de expandir a sua presen\u00e7a militar.<\/p>\n<p>Os empreendimentos portu\u00e1rios da China est\u00e3o concentrados em 32 pa\u00edses africanos. A \u00c1frica Ocidental conta com 35, em compara\u00e7\u00e3o com 17 da \u00c1frica Oriental, 15 da \u00c1frica Austral e 11 da \u00c1frica do Norte. Em contrapartida, a Am\u00e9rica Latina e as Cara\u00edbas contam com 10 portos constru\u00eddos ou operados pela China. Os pa\u00edses asi\u00e1ticos t\u00eam 24.<\/p>\n<p>O expansivo empreendimento portu\u00e1rio da China em \u00c1frica levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre a possibilidade de reutiliza\u00e7\u00e3o de portos comerciais para fins militares, dada a estreita rela\u00e7\u00e3o entre as empresas chinesas de constru\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria e o Ex\u00e9rcito Popular de Liberta\u00e7\u00e3o (PLA) da China. O empreendimento portu\u00e1rio de Doraleh, no Djibouti, h\u00e1 muito promovido como um empreendimento puramente comercial, foi ampliado para acomodar uma instala\u00e7\u00e3o naval em 2017. Ele tornou-se a primeira base militar chinesa no exterior conhecida dois meses ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o do porto principal. H\u00e1 uma especula\u00e7\u00e3o generalizada de que a China pode replicar esse modelo para futuros acordos de base em outros lugares do continente.<\/p>\n<p>Isso levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre os objectivos geoestrat\u00e9gicos mais amplos da China com o empreendimento portu\u00e1rio e alimenta a avers\u00e3o generalizada dos africanos a serem arrastados para rivalidades geoestrat\u00e9gicas. H\u00e1 tamb\u00e9m uma crescente cautela em acolher mais bases estrangeiras em \u00c1frica. Isso sublinha o interesse crescente em examinar o empreendimento portu\u00e1rio da China e os cen\u00e1rios de bases militares de dupla utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em alguns locais, as empresas chinesas partilham a propriedade e dominam empresas de empreendimento portu\u00e1rio atrav\u00e9s de financiamento, constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00f5es. Grandes conglomerados, como a China Communications Construction Corp., v\u00e3o ganhar trabalhos como empreiteiros principais e distribuir subcontratos a subsidi\u00e1rias, como a China Harbor Engineering Co. (CHEC).<\/p>\n<figure id=\"attachment_131730\" aria-describedby=\"caption-attachment-131730\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1501463584_edit.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-131730\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1501463584_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1032\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1501463584_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1501463584_edit-300x287.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1501463584_edit-1024x978.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1501463584_edit-768x734.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1501463584_edit-150x143.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1501463584_edit-450x430.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-131730\" class=\"wp-caption-text\">Marinheiros chineses embarcam num navio de guerra no porto de Apapa, em Lagos, Nig\u00e9ria, em Julho de 2023. Acredita-se que a China deseje uma base naval na \u00c1frica Ocidental. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 o caso de um dos portos mais movimentados da \u00c1frica Ocidental, o Lekki Deep Sea Port, na Nig\u00e9ria. A CHEC fez a constru\u00e7\u00e3o e a engenharia, garantiu financiamento do Banco de Desenvolvimento da China e adquiriu 54% do capital financeiro do porto, que opera sob um contrato de arrendamento de 16 anos, embora o terminal seja operado por uma empresa francesa, a CMA CGM.<\/p>\n<p>A China ganha cerca de 13 d\u00f3lares americanos em receitas comerciais para cada d\u00f3lar investido em portos. Uma empresa detentora de um contrato de arrendamento operacional ou concess\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 colhe os benef\u00edcios financeiros de todo o com\u00e9rcio que passa por esse porto, como tamb\u00e9m pode controlar o acesso. O operador atribui cais, aceita ou recusa escalas e pode oferecer tarifas e servi\u00e7os preferenciais para os navios e cargas do seu pa\u00eds. O controlo das opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias por um agente externo levanta quest\u00f5es \u00f3bvias de soberania e seguran\u00e7a. \u00c9 por isso que alguns pa\u00edses pro\u00edbem operadores portu\u00e1rios estrangeiros por motivos de seguran\u00e7a nacional.<\/p>\n<p>As empresas chinesas det\u00eam concess\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o em 10 portos africanos. Apesar dos riscos de perda de controlo, a tend\u00eancia \u00e9 privatizar as opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias para melhorar a efici\u00eancia. Estima-se que os atrasos e a m\u00e1 gest\u00e3o dos portos africanos aumentem os custos de manuseamento em 50% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s taxas globais. No entanto, a maioria das concess\u00f5es e contratos de opera\u00e7\u00e3o concedidos em \u00c1frica e noutros locais exigem acesso aberto, para que os operadores de superf\u00edcie n\u00e3o possam conceder acesso especial a interesses nacionais.<\/p>\n<p><strong>O Plano por Tr\u00e1s da Estrat\u00e9gia Portu\u00e1ria da China<\/strong><\/p>\n<p>As prioridades estrat\u00e9gicas da China em rela\u00e7\u00e3o aos portos estrangeiros est\u00e3o definidas nos seus Planos Quinquenais. O Plano Quinquenal de 2021 a 2025 fala de uma \u201cestrutura de conectividade de seis corredores, seis rotas e v\u00e1rios pa\u00edses e portos\u201d para avan\u00e7ar com a constru\u00e7\u00e3o da Iniciativa do Cintur\u00e3o e Rota (ICR). Notavelmente, tr\u00eas desses seis corredores atravessam \u00c1frica, chegando \u00e0 \u00c1frica Oriental (Qu\u00e9nia e Tanz\u00e2nia), Egipto e regi\u00e3o de Suez, e Tun\u00edsia. Isso refor\u00e7a o papel central que o continente desempenha nas ambi\u00e7\u00f5es globais da China. O plano articula uma vis\u00e3o para transformar a China \u201cnum pa\u00eds mar\u00edtimo forte\u201d \u2014 parte da sua ambi\u00e7\u00e3o maior de ser vista como uma grande pot\u00eancia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_131722\" aria-describedby=\"caption-attachment-131722\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1133503733_edit.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-131722\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1133503733_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"762\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1133503733_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1133503733_edit-300x212.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1133503733_edit-1024x722.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1133503733_edit-768x542.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1133503733_edit-150x106.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-1133503733_edit-450x318.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-131722\" class=\"wp-caption-text\">T\u00e9cnicos chineses e costa-marfinenses trabalham num terminal de contentores no porto de Abidjan, em Mar\u00e7o de 2019. A moderniza\u00e7\u00e3o do porto come\u00e7ou em 2012, liderada por engenheiros e trabalhadores chineses. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>O foco da China no empreendimento portu\u00e1rio africano foi facilitado pela estrat\u00e9gia \u201cGo Out,\u201d uma iniciativa governamental para fornecer apoio estatal \u2014 incluindo enormes subs\u00eddios \u2014 a empresas estatais para conquistar novos mercados, sobretudo no mundo em desenvolvimento. A ICR, o esfor\u00e7o global da China para conectar novos corredores comerciais \u00e0 sua economia, \u00e9 um produto da Go Out, por vezes, referida como \u201cGo Global.\u201d<\/p>\n<p>\u00c1frica tem sido uma caracter\u00edstica central da estrat\u00e9gia Go Out, onde a infra-estrutura portu\u00e1ria era um grande impedimento para a expans\u00e3o do com\u00e9rcio entre a \u00c1frica e a China. Os pesados subs\u00eddios do governo chin\u00eas e o apoio pol\u00edtico incentivaram os transportadores e construtores portu\u00e1rios chineses a buscar pontos de apoio no continente. Eles beneficiaram-se dos fortes la\u00e7os governamentais e partid\u00e1rios que a China cultivou ao longo do tempo. A \u00c1frica tornou-se altamente atraente para as empresas estatais chinesas, apesar dos muitos riscos de fazer neg\u00f3cios no continente.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de empreendimento portu\u00e1rio da China tamb\u00e9m ligou os 16 pa\u00edses sem litoral da \u00c1frica atrav\u00e9s de infra-estruturas de transporte interior constru\u00eddas pela China, o que ajuda a levar bens e recursos para o mercado e vice-versa.<\/p>\n<p>As empresas chinesas tamb\u00e9m aproveitaram as oportunidades para exportar as suas tecnologias e conhecimentos especializados. Posicionaram-se como actores dominantes na constru\u00e7\u00e3o de infraestruturas de exporta\u00e7\u00e3o das quais os pa\u00edses africanos passaram a depender cada vez mais para realizar o com\u00e9rcio externo. Isso cria vantagens pol\u00edticas para a China. Como afirmou um diplomata s\u00e9nior da Uni\u00e3o Africana, \u201ca depend\u00eancia africana das infra-estruturas de exporta\u00e7\u00e3o chinesas torna os pa\u00edses africanos mais receptivos a apoiar os interesses globais da China e menos inclinados a tomar partido contra ela ou a apoiar san\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ADF_V18N3_POR_Map3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-132118\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ADF_V18N3_POR_Map3.jpg\" alt=\"\" width=\"1055\" height=\"1219\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ADF_V18N3_POR_Map3.jpg 1055w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ADF_V18N3_POR_Map3-300x347.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ADF_V18N3_POR_Map3-886x1024.jpg 886w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ADF_V18N3_POR_Map3-768x887.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ADF_V18N3_POR_Map3-150x173.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ADF_V18N3_POR_Map3-450x520.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1055px) 100vw, 1055px\" \/><\/a>Compromisso Militar<\/strong><\/p>\n<p>A crescente presen\u00e7a da China nos portos africanos tamb\u00e9m promove os seus objectivos militares. Alguns dos 78 portos em que as empresas chinesas est\u00e3o envolvidas podem receber navios da Marinha do Ex\u00e9rcito Popular de Liberta\u00e7\u00e3o. Outros podem atracar navios da Marinha do Ex\u00e9rcito Popular de Liberta\u00e7\u00e3o em escalas portu\u00e1rias.<\/p>\n<p>Alguns desses portos t\u00eam sido palco de exerc\u00edcios militares do Ex\u00e9rcito Popular de Liberta\u00e7\u00e3o. Entre eles est\u00e3o os portos de Dar es Salaam (Tanz\u00e2nia), Lagos (Nig\u00e9ria), Durban (\u00c1frica do Sul) e Doraleh. As tropas chinesas tamb\u00e9m utilizam instala\u00e7\u00f5es navais e terrestres para alguns dos seus exerc\u00edcios, incluindo a Base Naval de Kigamboni, na Tanz\u00e2nia, o Centro de Forma\u00e7\u00e3o Militar Abrangente de Mapinga e a Base A\u00e9rea de Ngerengere \u2014 todos constru\u00eddos por empresas chinesas. A Escola T\u00e9cnica de Guerra de Awash Arba tem servido um prop\u00f3sito semelhante na Eti\u00f3pia, tal como as bases doutros pa\u00edses. No total, o PLA realizou 55 escalas portu\u00e1rias e 19 exerc\u00edcios militares bilaterais e multilaterais em \u00c1frica desde 2000.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos compromissos militares directos, as empresas chinesas tratam da log\u00edstica militar em muitos portos africanos. Por exemplo, a empresa estatal chinesa Hutchison Ports tem uma concess\u00e3o de 38 anos da Marinha Eg\u00edpcia para operar um terminal na Base Naval de Abu Qir.<\/p>\n<p>Tem havido muita especula\u00e7\u00e3o e debate sobre qual destes portos poder\u00e1 ser o local das bases militares chinesas adicionais, al\u00e9m de Doraleh. Embora os dados dispon\u00edveis e a compreens\u00e3o dos crit\u00e9rios de tomada de decis\u00e3o sejam limitados, certas medidas fornecem algumas pistas.<\/p>\n<p>Como se viu no empreendimento de Doraleh, em que as empresas chinesas detinham 23% das participa\u00e7\u00f5es, a dimens\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o chinesa por si s\u00f3 \u00e9 um factor inadequado. No entanto, \u00e9 digno de nota que as empresas chinesas detenham participa\u00e7\u00f5es de 50% ou mais nestes portos da \u00c1frica Ocidental: Lekki (54%); e Lom\u00e9, Togo (50%).<\/p>\n<p>O envolvimento anterior do PLA \u00e9 uma outra considera\u00e7\u00e3o. Dos 78 portos africanos com envolvimento chin\u00eas conhecido, 36 receberam escalas do PLA ou exerc\u00edcios militares. Isso demonstra que eles t\u00eam caracter\u00edsticas de projecto para apoiar esquadras navais chinesas, tornando-os potencialmente adequados para futuras bases da Marinha do PLA.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>No entanto, nem todos t\u00eam especifica\u00e7\u00f5es f\u00edsicas comprovadas para atracar navios do PLA. Esses factores incluem o n\u00famero de cais, comprimento e tamanho dos cais e capacidade de abastecimento, reabastecimento e outros servi\u00e7os log\u00edsticos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das especifica\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, h\u00e1 considera\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, como localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, a for\u00e7a dos la\u00e7os partid\u00e1rios de um governo com a China, a sua classifica\u00e7\u00e3o no sistema de prioriza\u00e7\u00e3o de parcerias da China, participa\u00e7\u00e3o na rede da ICR da China e n\u00edveis de investimento estrangeiro directo chin\u00eas e activos chineses de alto valor. Comumente ignorada, mas n\u00e3o menos importante, \u00e9 a for\u00e7a e a capacidade da opini\u00e3o p\u00fablica de moldar as decis\u00f5es locais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_131718\" aria-describedby=\"caption-attachment-131718\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-825399844_edit.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-131718\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-825399844_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"756\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-825399844_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-825399844_edit-300x210.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-825399844_edit-1024x717.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-825399844_edit-768x538.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-825399844_edit-150x105.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/GettyImages-825399844_edit-450x315.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-131718\" class=\"wp-caption-text\">Membros do Ex\u00e9rcito Popular de Liberta\u00e7\u00e3o participam na cerim\u00f3nia de inaugura\u00e7\u00e3o da base militar chinesa no Djibouti, em 2017. Trata-se da primeira base militar da China no estrangeiro. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Quais Interesses s\u00e3o Promovidos?<\/strong><\/p>\n<p>O antigo comandante da Marinha do PLA, Wu Shengli, observou que os portos \u201cestrat\u00e9gicos do exterior\u201d sempre foram vistos como plataformas para construir uma presen\u00e7a chinesa integrada. Em outras palavras, a China tem sido altamente estrat\u00e9gica no desenvolvimento e gest\u00e3o dos portos africanos para promover os seus interesses como parte das suas ambi\u00e7\u00f5es geoestrat\u00e9gicas. Olhando para o futuro, \u00e9 de se esperar que a China busque aumentar o seu papel na constru\u00e7\u00e3o de portos africanos para expandir a sua propriedade e controlo operacional com fins comerciais, econ\u00f3micos e militares.<\/p>\n<p>Os debates africanos sobre as infra-estruturas portu\u00e1rias constru\u00eddas ou operadas pela China tendem a centrar-se no impacto que estes portos podem ter na promo\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica africana, melhorando a efici\u00eancia, reduzindo os custos do com\u00e9rcio e expandindo o acesso aos mercados. Embora sejam levantadas algumas preocupa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0s implica\u00e7\u00f5es destes projectos no aumento do endividamento de \u00c1frica, raramente estas discuss\u00f5es abordam publicamente a soberania ou a seguran\u00e7a, ou o papel que as plataformas comerciais poderiam desempenhar nos cen\u00e1rios de implanta\u00e7\u00e3o de bases chinesas.<\/p>\n<p>O ritmo acelerado dos exerc\u00edcios militares e das escalas navais da China em \u00c1frica nos \u00faltimos anos tem chamado cada vez mais a aten\u00e7\u00e3o para estas quest\u00f5es nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, nos grupos de reflex\u00e3o e nos debates pol\u00edticos africanos. A crescente militariza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica africana da China est\u00e1 a alimentar preocupa\u00e7\u00f5es sobre as implica\u00e7\u00f5es de mais bases estrangeiras em \u00c1frica. Alguns receiam que os cen\u00e1rios de implanta\u00e7\u00e3o de bases chinesas possam inadvertidamente arrastar os pa\u00edses africanos para as rivalidades geopol\u00edticas da China, minando o compromisso declarado do continente com o n\u00e3o alinhamento.<\/p>\n<p>Garantir que os investimentos portu\u00e1rios chineses n\u00e3o v\u00e3o contra os interesses africanos exigir\u00e1 que os governos africanos, especialistas em seguran\u00e7a nacional e l\u00edderes da sociedade civil enfrentem as implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas dessas escolhas. Al\u00e9m do desejo directo de expandir a infra-estrutura de exporta\u00e7\u00e3o, h\u00e1 quest\u00f5es tang\u00edveis de manter a prud\u00eancia fiscal, salvaguardar a soberania nacional, evitar alinhamentos geopol\u00edticos e promover os interesses estrat\u00e9gicos de um pa\u00eds.<span class=\"Apple-converted-space\"> \u00a0<\/span><\/p>\n<p>Sobre o autor: Paul Nantulya \u00e9 investigador associado do Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos de \u00c1frica. As suas \u00e1reas de especializa\u00e7\u00e3o incluem a pol\u00edtica externa chinesa, as rela\u00e7\u00f5es China-\u00c1frica, as parcerias africanas com pa\u00edses do Sudeste Asi\u00e1tico, a media\u00e7\u00e3o e os processos de paz, a regi\u00e3o dos Grandes Lagos e a \u00c1frica Oriental e Austral. A vers\u00e3o original deste artigo foi publicada pelo Africa Center com o t\u00edtulo \u201cMapping China\u2019s Strategic Port Development in Africa (Mapeamento do Desenvolvimento Estrat\u00e9gico Portu\u00e1rio da China em \u00c1frica).\u201d O artigo pode ser lido aqui: https:\/\/africacenter.org\/spotlight\/china-port-development-africa\/<\/p>\n<hr \/>\n<h3 id=\"controlo\"><strong>Controlo Chin\u00eas Exporta Riqueza E Importa Problemas<\/strong><\/h3>\n<p>O<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>envolvimento chin\u00eas nos portos africanos vai al\u00e9m de quest\u00f5es pol\u00edticas e militares. O controlo que a China exerce em todas as fases do desenvolvimento e das opera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m pode afectar negativamente a vida dos cidad\u00e3os em todo o continente.<\/p>\n<p>Come\u00e7a com o que o especialista mar\u00edtimo Ian Ralby chama de \u201ccaptura da elite,\u201d atrav\u00e9s da qual a China tenta cooptar autoridades-chave, que, por sua vez, renunciam aos seus deveres fiduci\u00e1rios e governamentais em benef\u00edcio pr\u00f3prio. J\u00e1 que a China enfraquece \u201cas estruturas de governa\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds, abre as portas para tudo o mais,\u201d afirmou.<\/p>\n<p>Ralby, PCA da I.R. Consilium, uma consultoria mundial em assuntos mar\u00edtimos e recursos, disse \u00e0 ADF que, dado que a China controla os portos, pode controlar o que entra e sai do continente \u2014 tudo em benef\u00edcio pr\u00f3prio. \u201c\u00c9 a\u00ed que temos de ser muito claros: os investimentos chineses no exterior nunca s\u00e3o altru\u00edstas,\u201d frisou. \u201cNunca s\u00e3o para o desenvolvimento e a ajuda em benef\u00edcio da jurisdi\u00e7\u00e3o em que operam. S\u00e3o para o desenvolvimento, benef\u00edcio e avan\u00e7o da pr\u00f3pria China.\u201d<\/p>\n<p>Os pa\u00edses primeiro perdem a soberania por meio de acordos de empr\u00e9stimos escandalosos para financiar infra-estruturas, incluindo portos. Depois de fechados os acordos portu\u00e1rios, a China traz os seus pr\u00f3prios trabalhadores e operadores, excluindo os locais. Alguns destes trabalhadores s\u00e3o prisioneiros pol\u00edticos. Depois de constru\u00eddos os portos, as \u00e1reas ao seu redor podem atrair elementos indesej\u00e1veis, como prostitui\u00e7\u00e3o e neg\u00f3cios predat\u00f3rios. A China n\u00e3o faz nada para mitigar isso, explicou Ralby.<\/p>\n<p>Depois de estar no controlo, a China pode abrir os pa\u00edses ao com\u00e9rcio il\u00edcito de drogas, armas e at\u00e9 mesmo pessoas. Mas n\u00e3o se trata apenas do que a China traz. Esta tamb\u00e9m usa o controlo portu\u00e1rio para retirar coisas do pa\u00eds, como minerais valiosos e recursos da vida selvagem, disse Ralby.<\/p>\n<p>A pegada daquele pa\u00eds no continente inclui a pilhagem em grande escala de recursos pesqueiros, a extrac\u00e7\u00e3o de madeira e a explora\u00e7\u00e3o florestal, o com\u00e9rcio de animais selvagens e as opera\u00e7\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEla monopolizou a sua capacidade de extrair do continente africano e transportar o que extraiu por estradas que construiu, para um porto que construiu e opera, para navios que possui e opera, de volta para a China, com o objectivo final de promover o avan\u00e7o do pa\u00eds,\u201d disse Ralby.<\/p>\n<p>Pode ser tentador pensar que instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias modernas e melhoradas s\u00e3o uma b\u00ean\u00e7\u00e3o para os pa\u00edses anfitri\u00f5es. Mas o envolvimento da China em todos os n\u00edveis, particularmente nas opera\u00e7\u00f5es e na gest\u00e3o, torna essas instala\u00e7\u00f5es mais ben\u00e9ficas para a China. Por exemplo, os portos africanos tendem a ser relativamente pequenos, o que pode causar filas de at\u00e9 30 navios \u00e0s vezes. Se uma empresa chinesa possui ou opera o porto, ela pode permitir que os navios chineses n\u00e3o fiquem na fila, beneficiando-os injustamente em detrimento dos navios nacionais ou de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Outra grande preocupa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as ramifica\u00e7\u00f5es da cria\u00e7\u00e3o de outra base naval pela China no continente, principalmente na costa ocidental africana. Uma coisa parece certa, disse Ralby: Os pa\u00edses africanos n\u00e3o devem esperar nenhum benef\u00edcio directo para a seguran\u00e7a com o aumento da presen\u00e7a militar chinesa. Embora a China tenha uma base em Doraleh, no Djibouti, a sua Marinha \u201cn\u00e3o respondeu a um \u00fanico incidente\u201d no Mar Vermelho enquanto os rebeldes Houthis causavam estragos, explicou.<\/p>\n<p>Ralby disse que as evid\u00eancias dispon\u00edveis mostram que a Marinha Chinesa n\u00e3o tem compet\u00eancia nem vontade de ajudar os pa\u00edses parceiros em momentos de perigo.<\/p>\n<p>O que os pa\u00edses africanos podem esperar da China, segundo Ralby, \u00e9 que ela \u201cgaranta a seguran\u00e7a das suas pr\u00f3prias cadeias de abastecimento,\u201d enquanto extrai recursos valiosos do continente, permitindo que a China avance e \u201cproporcione protec\u00e7\u00e3o contra os esfor\u00e7os internos para fazer cumprir o Estado de direito.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas estatais chinesas det\u00eam participa\u00e7\u00f5es em cerca de 78 dos 231 portos africanos, uma presen\u00e7a que levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre a soberania nacional e os planos da China de expandir a sua presen\u00e7a militar. 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