{"id":129999,"date":"2025-08-06T11:07:23","date_gmt":"2025-08-06T15:07:23","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=129999"},"modified":"2025-08-11T10:13:46","modified_gmt":"2025-08-11T14:13:46","slug":"governos-paralelos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2025\/08\/governos-paralelos\/","title":{"rendered":"Governos Paralelos"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\">FOTOS DA REUTERS<\/p>\n<p class=\"p1\">A Som\u00e1lia, que est\u00e1 mergulhada em conflitos desde 2009, tem agora dois sistemas que lutam pelo controlo: o governo federal, os governos regionais e locais estabelecidos e o grupo extremista al-Shabaab.<\/p>\n<p class=\"p2\">Embora fragmentado por anos de derrotas militares e lutas internas entre os seus l\u00edderes, o grupo alinhado com a al-Qaeda continua a ser uma presen\u00e7a importante na Som\u00e1lia, onde continua a tentar impor o seu rigoroso sistema de leis fundamentalistas. O grupo gera uma receita enorme, estimada em 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, em compara\u00e7\u00e3o com os 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares arrecadados pelo governo nacional.<\/p>\n<p class=\"p2\">As receitas do al-Shabaab sustentam uma rede bem armada de 5.000 a 10.000 combatentes. O dinheiro permite ao grupo financiar canais de abastecimento regionais, mantendo o que a investigadora Wendy Williams chama de \u201cpresen\u00e7a fantasma\u201d de um governo alternativo em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p2\">\u201cO al-Shabaab extorque receitas de v\u00e1rios aspectos da vida quotidiana somali \u2014 desde portagens rodovi\u00e1rias a impostos sobre a propriedade \u2014, aproveitando a sua reputa\u00e7\u00e3o cultivada de omnipresen\u00e7a e intimida\u00e7\u00e3o,\u201d Williams escreveu num estudo de 2023 para o Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos de \u00c1frica (ACSS). \u201cO al-Shabaab tamb\u00e9m comprometeu v\u00e1rias ag\u00eancias governamentais, incluindo, por exemplo, a aquisi\u00e7\u00e3o de manifestos de carga de funcion\u00e1rios portu\u00e1rios, o que lhe permite extorquir as companhias de navega\u00e7\u00e3o \u00e0 chegada.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">Os \u201cimpostos\u201d do grupo n\u00e3o passam, na verdade, de extors\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">\u201cA sua tributa\u00e7\u00e3o produz alguns servi\u00e7os para aqueles que vivem sob o grupo, bem como alguns servi\u00e7os dispon\u00edveis para aqueles que utilizam os tribunais ou estradas do grupo,\u201d Tricia Bacon escreveu para o Programa sobre Extremismo, da Universidade George Washington. \u201cMas as exig\u00eancias do sistema de extors\u00e3o superam os servi\u00e7os prestados e proporcionam principalmente protec\u00e7\u00e3o contra o grupo. Ele amea\u00e7a, sequestra e at\u00e9 mata aqueles que n\u00e3o pagam os seus impostos. O grupo tornou-se t\u00e3o eficaz na extors\u00e3o que tem um excedente anual, e alguns argumentam que, neste momento, \u00e9 mais uma m\u00e1fia do que uma organiza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_129559\" aria-describedby=\"caption-attachment-129559\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2H0BA6OKU0_edit.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-129559\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2H0BA6OKU0_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"831\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2H0BA6OKU0_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2H0BA6OKU0_edit-300x231.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2H0BA6OKU0_edit-1024x788.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2H0BA6OKU0_edit-768x591.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2H0BA6OKU0_edit-150x115.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2H0BA6OKU0_edit-450x346.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129559\" class=\"wp-caption-text\">Pessoas retiram \u00e1gua de um po\u00e7o perto de um campo em Tinzaouaten, no norte do Mali. O terrorismo deslocou mais de 330.000 pessoas no pa\u00eds.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p2\">O grupo terrorista tem usado o seu dinheiro para minar muitos dos servi\u00e7os tradicionais do governo, incluindo o seu sistema judicial. Funcion\u00e1rios do governo dizem que h\u00e1 pessoas que recorrem aos \u201ctribunais\u201d do al-Shabaab para obter justi\u00e7a porque as decis\u00f5es dos tribunais do governo n\u00e3o s\u00e3o cumpridas.<\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">\u201cPara aqueles que os utilizam voluntariamente, os factores de atrac\u00e7\u00e3o incluem uma reputa\u00e7\u00e3o de n\u00edveis mais baixos de corrup\u00e7\u00e3o, menos discrimina\u00e7\u00e3o com base no cl\u00e3 e uma elevada capacidade de aplica\u00e7\u00e3o da lei em compara\u00e7\u00e3o com o sistema judicial do governo,\u201d Omar Mahmood, do International Crisis Group, disse \u00e0 Voz da Am\u00e9rica. \u201cOs tribunais em si nem sempre s\u00e3o t\u00e3o sofisticados e a amea\u00e7a de for\u00e7as brutais sustenta-os, mas, no final das contas, eles t\u00eam-se mostrado mais eficazes em atender \u00e0s necessidades de algumas popula\u00e7\u00f5es.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">O grupo terrorista explora lacunas na governa\u00e7\u00e3o nacional, oferecendo parcerias e refor\u00e7ando os l\u00edderes locais das mil\u00edcias cl\u00e2nicas nos Estados de Hirshabelle e Galmudug.<\/p>\n<p class=\"p3\"><strong>EM TODO O CONTINENTE<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Outros grupos terroristas em \u00c1frica exploram cada vez mais as lacunas nos servi\u00e7os governamentais para estabelecer governos paralelos, que oferecem estruturas de poder alternativas que, por vezes, prestam servi\u00e7os sociais, aplicam leis e cobram impostos. Para al\u00e9m da Som\u00e1lia, partes do Burquina Faso, da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, do Mali e da Nig\u00e9ria ficaram sob o controlo de terroristas e grupos renegados.<\/p>\n<p class=\"p2\">No Mali, o grupo afiliado \u00e0 al-Qaeda Jama\u2019at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) tornou-se uma for\u00e7a controladora e est\u00e1 a espalhar a sua influ\u00eancia para outras partes do Sahel. Al\u00e9m de impor uma interpreta\u00e7\u00e3o severa da Sharia, est\u00e1 a agir como uma for\u00e7a de seguran\u00e7a e uma rede de protec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_129555\" aria-describedby=\"caption-attachment-129555\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2AN6A6FC6E_edit.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-129555\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2AN6A6FC6E_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"722\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2AN6A6FC6E_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2AN6A6FC6E_edit-300x201.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2AN6A6FC6E_edit-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2AN6A6FC6E_edit-768x513.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2AN6A6FC6E_edit-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2AN6A6FC6E_edit-450x301.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129555\" class=\"wp-caption-text\">Mulheres aguardam para receber alimentos durante o Ramad\u00e3o no campo de Mugunga para pessoas deslocadas internamente, na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. O grupo rebelde M23 \u00e9 respons\u00e1vel pelo seu deslocamento.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p2\">O grupo terrorista \u00e9 respons\u00e1vel por milhares de mortes nos \u00faltimos anos. Juntamente com a sua viol\u00eancia directa, o JNIM controla o acesso a servi\u00e7os b\u00e1sicos, capital e transportes, \u201cpermitindo-lhe exercer press\u00e3o sobre os aspectos fundamentais da vida quotidiana que podem levar ao lento desaparecimento dos meios de subsist\u00eancia de todos os civis,\u201d segundo a investigadora Tammy Palacios, escrevendo para o New Lines Institute em 2024. \u201cIsso explica o sucesso do JNIM na expans\u00e3o do seu controlo.\u201d Ela observou que o grupo interrompeu a circula\u00e7\u00e3o de civis e o acesso a alimentos, \u00e1gua, comunica\u00e7\u00f5es m\u00f3veis, electricidade e outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p class=\"p2\">\u201cO JNIM realiza controlos nas estradas dentro das \u00e1reas sob seu controlo,\u201d escreveu Palacios. \u201cOs combatentes do JNIM param ve\u00edculos de passageiros, cami\u00f5es comerciais, camionetas que transportam mercadorias e gado e autocarros de transporte. \u2018Impostos\u2019 sobre esses bens s\u00e3o comuns, assim como saques descarados. O JNIM vende o gado que rouba noutros locais. Tem os seus tent\u00e1culos em quase todos os aspectos da sociedade nas \u00e1reas que controla.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s2\">Na Nig\u00e9ria e noutras partes do Sahel, o Boko Haram e a al-Qaeda no Magrebe Isl\u00e2mico (AQMI) estabeleceram formas de governa\u00e7\u00e3o paralela, adoptando abordagens diferentes com v\u00e1rios n\u00edveis de sucesso. No seu auge, em 2014 e 2015, o Boko Haram controlava uma grande parte do nordeste da Nig\u00e9ria, tendo-a declarado um califado. Durante esse per\u00edodo, imp\u00f4s a sua interpreta\u00e7\u00e3o rigorosa da Sharia, cobrou impostos e prestou alguns servi\u00e7os b\u00e1sicos em algumas \u00e1reas remotas em troca de apoio.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">Os investigadores afirmam que a governa\u00e7\u00e3o do Boko Haram tem sido mais brutal do que a de outros grupos terroristas, baseando-se fortemente no medo e na viol\u00eancia. Num relat\u00f3rio de 2025, a Modern Diplomacy afirmou que a ideologia do Boko Haram \u00e9 que \u201co terrorismo \u00e9 frequentemente justificado atrav\u00e9s da ret\u00f3rica religiosa, embora o grupo interprete mal os principais textos isl\u00e2micos.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_129571\" aria-describedby=\"caption-attachment-129571\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2RW8A4J3MZ_edit.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-129571\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2RW8A4J3MZ_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"747\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2RW8A4J3MZ_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2RW8A4J3MZ_edit-300x208.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2RW8A4J3MZ_edit-1024x708.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2RW8A4J3MZ_edit-768x531.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2RW8A4J3MZ_edit-150x104.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2RW8A4J3MZ_edit-450x311.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129571\" class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as sentadas no campo de deslocados de Muja, perto de Goma, prov\u00edncia de Kivu do Norte, na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p2\">\u201cFactores como a baixa escolaridade, a pobreza, a influ\u00eancia pol\u00edtica e cren\u00e7as erradas impulsionam as suas ac\u00e7\u00f5es violentas,\u201d segundo o relat\u00f3rio. \u201cOs ataques do Boko Haram a mesquitas e igrejas, onde muitas pessoas foram mortas enquanto rezavam, mostram que as suas motiva\u00e7\u00f5es v\u00e3o al\u00e9m da religi\u00e3o e incluem interesses pr\u00f3prios.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\">O governo paralelo do Boko Haram consiste quase inteiramente em repress\u00e3o, com poucos servi\u00e7os sociais oferecidos. O grupo destruiu centenas de postos de sa\u00fade durante o seu reinado de terror e ficar\u00e1 para sempre associado ao sequestro de 276 meninas e mulheres jovens na regi\u00e3o de Chibok, na Nig\u00e9ria, em 2014.<\/p>\n<p class=\"p2\">A AQMI tem mantido um perfil discreto nos \u00faltimos anos, abstendo-se de realizar ataques terroristas, de acordo com a Critical Threats. O Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores afirma que a ideologia da AQMI \u201cmistura o dogma salafista-jihadista global com elementos regionais, incluindo refer\u00eancias \u00e0 conquista isl\u00e2mica do Magrebe e da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.\u201d Analistas afirmam que o grupo se concentrou em construir alian\u00e7as com comunidades locais e explorar redes criminosas. As suas t\u00e1cticas incluem fornecer protec\u00e7\u00e3o ao longo de rotas de com\u00e9rcio il\u00edcito, trabalhar com redes de contrabando e oferecer incentivos financeiros \u00e0s comunidades.<\/p>\n<p class=\"p2\">Na RDC, o grupo rebelde M23 estabelece administra\u00e7\u00f5es locais, cobra impostos a empresas e indiv\u00edduos e fornece alguns servi\u00e7os b\u00e1sicos. Num relat\u00f3rio de 2024, os investigadores conclu\u00edram que o M23 procurava obter poder pol\u00edtico local a longo prazo no leste da RDC, utilizando disputas hist\u00f3ricas por terras, marginaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e tributa\u00e7\u00e3o il\u00edcita para expandir e consolidar a sua autoridade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_129563\" aria-describedby=\"caption-attachment-129563\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2IT8AMUA5S_edit.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-129563\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2IT8AMUA5S_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"859\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2IT8AMUA5S_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2IT8AMUA5S_edit-300x239.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2IT8AMUA5S_edit-1024x814.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2IT8AMUA5S_edit-768x611.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2IT8AMUA5S_edit-150x119.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2IT8AMUA5S_edit-450x358.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129563\" class=\"wp-caption-text\">Pessoas deslocadas internamente caminham para o Parque Nacional de Virunga para cortar \u00e1rvores na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p2\">\u201cA estrat\u00e9gia disruptiva do M23 visa substituir as autoridades congolesas e reformar a governa\u00e7\u00e3o local nas \u00e1reas que controla no leste da RDC,\u201d os investigadores Ken Matthysen e Peer Schouten escreveram na revista The Conversation Africa. \u201cMuitos congoleses com quem fal\u00e1mos consideram que o principal objectivo do M23 \u00e9 controlar o poder a n\u00edvel local, minando as autoridades existentes.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s2\">Um aspecto fundamental da governa\u00e7\u00e3o paralela do M23 \u00e9 o controlo e a explora\u00e7\u00e3o dos abundantes recursos naturais do pa\u00eds, tais como min\u00e9rio de ferro, diamantes com qualidade de gema, ouro e carv\u00e3o. O M23 utiliza os recursos para gerar receitas, criar incentivos econ\u00f3micos para obter apoio local e estabelecer liga\u00e7\u00f5es internacionais atrav\u00e9s de redes de com\u00e9rcio ilegal.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><strong>AMEA\u00c7A REGIONAL<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">A governa\u00e7\u00e3o paralela dos grupos terroristas e rebeldes em \u00c1frica amea\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 pa\u00edses individuais, mas tamb\u00e9m regi\u00f5es inteiras. Essa governa\u00e7\u00e3o p\u00f5e em risco a legitimidade do Estado e pode abrir caminho para l\u00edderes golpistas que prometem reafirmar o controlo.<\/p>\n<p class=\"p2\">A governa\u00e7\u00e3o proporcionada por grupos terroristas geralmente significa extors\u00e3o sem benef\u00edcios reais, al\u00e9m de alguma protec\u00e7\u00e3o \u2014 uma pr\u00e1tica, muitas vezes, chamada de m\u00e1fia. \u00c9 caracterizada por viol\u00eancia, controlo ideol\u00f3gico rigoroso e explora\u00e7\u00e3o de recursos locais. A sustentabilidade a longo prazo destas estruturas de governa\u00e7\u00e3o paralela \u00e9 duvidosa, visto que enfrentam desafios das for\u00e7as estatais e de actores n\u00e3o estatais concorrentes.<\/p>\n<figure id=\"attachment_129567\" aria-describedby=\"caption-attachment-129567\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2QRCABUFZO_edit.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-129567\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2QRCABUFZO_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"715\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2QRCABUFZO_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2QRCABUFZO_edit-300x199.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2QRCABUFZO_edit-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2QRCABUFZO_edit-768x508.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2QRCABUFZO_edit-150x99.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RC2QRCABUFZO_edit-450x298.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129567\" class=\"wp-caption-text\">Soldados congoleses montam guarda durante uma visita de funcion\u00e1rios do Minist\u00e9rio da Defesa em Fevereiro de 2025.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p2\">Ultrapassar esta quest\u00e3o requer uma abordagem multifacetada que v\u00e1 al\u00e9m das solu\u00e7\u00f5es militares. O refor\u00e7o das institui\u00e7\u00f5es estatais, a resolu\u00e7\u00e3o das queixas subjacentes e a oferta de alternativas econ\u00f3micas vi\u00e1veis s\u00e3o passos cruciais para minar o apelo e a efic\u00e1cia da governa\u00e7\u00e3o paralela pelas for\u00e7as irregulares. Na Som\u00e1lia, de acordo com o investigador Williams, o governo deve impedir os fluxos de receitas do al-Shabaab, dando prioridade ao profissionalismo das ag\u00eancias respons\u00e1veis pelas fun\u00e7\u00f5es financeiras, de intelig\u00eancia e judiciais. O caso dos esfor\u00e7os de reconcilia\u00e7\u00e3o do Mali com os rebeldes Tuaregues oferece um modelo potencial para enfrentar esses desafios por meios pol\u00edticos, em vez de depender exclusivamente da for\u00e7a militar.<\/p>\n<p class=\"p2\">\u00c0 medida que \u00c1frica continua a enfrentar desafios de governa\u00e7\u00e3o e extremismo violento, compreender e abordar a governa\u00e7\u00e3o paralela por actores n\u00e3o estatais ser\u00e1 crucial para promover a estabilidade e o desenvolvimento. \u00c0 medida que os pa\u00edses lutam para coordenar respostas militares para prevenir insurg\u00eancias extremistas, devem agir rapidamente para enfrentar as falhas estruturais e vulnerabilidades que permitem que grupos extremistas violentos se estabele\u00e7am, incluindo as dif\u00edceis quest\u00f5es dos direitos \u00e0 terra e da aloca\u00e7\u00e3o de recursos naturais.<\/p>\n<p class=\"p2\">\u201cSeja no Benin, na Costa do Marfim, no Gana ou no Togo, as rela\u00e7\u00f5es dentro e entre as comunidades rurais s\u00e3o fr\u00e1geis, assim como as rela\u00e7\u00f5es dos cidad\u00e3os com as autoridades locais, as for\u00e7as de seguran\u00e7a e os grupos de autodefesa,\u201d escreveu Anouar Boukhars, do ACSS, em 2023. \u201c\u00c9, portanto, fundamental que os Estados redobrem os seus esfor\u00e7os para gerir os conflitos ao n\u00edvel comunit\u00e1rio, refor\u00e7ar os mecanismos locais de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos e supervisionar os grupos de autodefesa locais.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\">Ao demonstrar que s\u00e3o capazes de prestar servi\u00e7os, seguran\u00e7a e justi\u00e7a de forma fi\u00e1vel, os pa\u00edses africanos podem tornar mais dif\u00edcil para os grupos terroristas e rebeldes subverter governos leg\u00edtimos<span class=\"s2\">.<span class=\"Apple-converted-space\"> \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"p1\"><strong>Rede De Espionagem <span class=\"s1\">Do Al-Shabaab<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">EQUIPA DA ADF<\/p>\n<p class=\"p1\">Dentro do grupo terrorista al-Shabaab, um servi\u00e7o secreto conhecido como Amniyat \u00e9 particularmente temido como for\u00e7a disciplinar e ag\u00eancia de espionagem.<\/p>\n<p class=\"p2\">O al-Shabaab inclui tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a independentes: o Hesbat, o Jabhat e o Amniyat. O Hesbat, com a ajuda da sua pol\u00edcia religiosa, implementa uma vers\u00e3o severa da Sharia nos territ\u00f3rios sob o controlo do al-Shabaab. O Jabhat \u00e9 especializado em comunica\u00e7\u00e3o, explosivos, log\u00edstica, medicina e meios de comunica\u00e7\u00e3o social. \u00c9 respons\u00e1vel por opera\u00e7\u00f5es que envolvem unidades militares, afirmam os investigadores. O Amniyat \u00e9 a unidade de intelig\u00eancia de facto, uma rede de espi\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p2\">Hussein Sheikh-Ali, ex-conselheiro de seguran\u00e7a do presidente somali, afirmou: \u201cO Amniyat \u00e9 a veia da organiza\u00e7\u00e3o. \u00c9 todo-poderoso. Se o Amniyat fosse destru\u00eddo, n\u00e3o haveria al-Shabaab.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\">Os agentes secretos est\u00e3o em todo o lado. Os investigadores afirmam que o Amniyat recruta funcion\u00e1rios locais e governamentais como informadores que fornecem informa\u00e7\u00f5es para ataques em Mogad\u00edscio e outras partes do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p2\">\u201c\u00c9 o ramo mais temido, integral e organizado do al-Shabaab,\u201d os investigadores G\u00e1bor Sink\u00f3 e J\u00e1nos Beseny<span class=\"s1\">\u0151<\/span> escreveram num estudo de 2023 para a revista Connections: The Quarterly Journal. \u201cParece que o Amniyat usa intelig\u00eancia e contra-intelig\u00eancia para fornecer an\u00e1lises cr\u00edticas das vulnerabilidades dos seus oponentes. O servi\u00e7o secreto recruta os seus membros entre os combatentes do grupo; no entanto, a fonte de recrutamento mais importante s\u00e3o os residentes locais, que s\u00e3o abordados com base em recomenda\u00e7\u00f5es de informantes confi\u00e1veis e pagos. Embora um n\u00famero crescente de mulheres encontre abrigos seguros, transmita mensagens e forne\u00e7a alimentos, a maioria dos seus agentes s\u00e3o homens jovens instru\u00eddos.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\">A ala de intelig\u00eancia tem cerca de 500 a 1.000 membros, dizem os investigadores. Al\u00e9m da intelig\u00eancia, opera actividades clandestinas e planeia ataques.<\/p>\n<p class=\"p2\">\u201cComo muitas organiza\u00e7\u00f5es terroristas, o al-Shabaab dedica muitos recursos \u00e0 sobreviv\u00eancia do grupo,\u201d o investigador Bobby Payne escreveu num relat\u00f3rio de 2024 para a empresa de intelig\u00eancia Grey Dynamics, sediada em Londres. \u201c\u00c9 aqui onde as opera\u00e7\u00f5es do Amniyat s\u00e3o vitais. Encarregou os agentes do Amniyat de incutir medo nos membros do al-Shabaab por todos os meios necess\u00e1rios. S\u00e3o uma organiza\u00e7\u00e3o omnisciente que tem como objectivo limitar a dissid\u00eancia dentro do grupo e impedir a penetra\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia do Estado, sobretudo a [Ag\u00eancia Nacional de Intelig\u00eancia e Seguran\u00e7a] da Som\u00e1lia.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\">Os seus m\u00e9todos, segundo Payne, incluem pris\u00e3o, assassinato e execu\u00e7\u00e3o de potenciais espi\u00f5es e daqueles que eles acreditam n\u00e3o serem totalmente leais \u00e0 causa do grupo.<\/p>\n<p class=\"p2\">O Amniyat tamb\u00e9m lida com as finan\u00e7as do al-Shabaab, relatou Payne.<\/p>\n<p class=\"p2\">\u201cEles obt\u00eam a maior parte do financiamento atrav\u00e9s da tributa\u00e7\u00e3o de empresas locais,\u201d escreveu. \u201cPrincipalmente ve\u00edculos que transportam mercadorias atrav\u00e9s do territ\u00f3rio controlado pelo al-Shabaab. A popula\u00e7\u00e3o do sul da Som\u00e1lia, em grande parte controlado pelo al-Shabaab, paga tr\u00eas impostos: o imposto do al-Shabaab, o imposto do Estado Isl\u00e2mico e o imposto normal do governo. Como resultado, o al-Shabaab arrecada 15 milh\u00f5es de d\u00f3lares por m\u00eas em impostos ilegais.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FOTOS DA REUTERS A Som\u00e1lia, que est\u00e1 mergulhada em conflitos desde 2009, tem agora dois sistemas que lutam pelo controlo: o governo federal, os governos regionais e locais estabelecidos e o grupo extremista al-Shabaab. 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