{"id":129793,"date":"2025-08-05T10:11:16","date_gmt":"2025-08-05T14:11:16","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=129793"},"modified":"2025-08-11T10:14:07","modified_gmt":"2025-08-11T14:14:07","slug":"aproveitando-se-da-instabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2025\/08\/aproveitando-se-da-instabilidade\/","title":{"rendered":"\u2018Aproveitando-Se Da Instabilidade\u2019"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\">Empresas militares privadas, empresas de seguran\u00e7a privada, for\u00e7as paramilitares e mercen\u00e1rios operam em \u00c1frica h\u00e1 d\u00e9cadas, mas a sua utiliza\u00e7\u00e3o pelos pa\u00edses africanos aumentou drasticamente nos \u00faltimos anos, causando preocupa\u00e7\u00e3o entre os especialistas em seguran\u00e7a no continente.<\/p>\n<p class=\"p3\">Os n\u00fameros s\u00e3o impressionantes. No auge do conflito na L\u00edbia, havia cerca de 20.000 combatentes estrangeiros a apoiar ambas as fac\u00e7\u00f5es beligerantes. S\u00f3 o Grupo Wagner da R\u00fassia destacou cerca de 5.000 a 7.000 mercen\u00e1rios para pa\u00edses como a Rep\u00fablica Centro-Africana, a L\u00edbia, o Mali e o Sud\u00e3o, com planos para aumentar o seu contingente no continente para 20.000.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cEstamos a assistir a uma presen\u00e7a cada vez maior de mercen\u00e1rios e actores relacionados com mercen\u00e1rios nos conflitos armados contempor\u00e2neos e ao risco cada vez maior de graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e crimes de guerra,\u201d afirmou Sorcha MacLeod, presidente do grupo de trabalho das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o uso de mercen\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"p3\">Ao discutir estes combatentes, as defini\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes. As empresas militares privadas (EMP), por vezes, chamadas de empresas de seguran\u00e7a militar privada (ESMP), s\u00e3o entidades jur\u00eddicas. A sua utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 controversa e, muitas vezes, suscita quest\u00f5es sobre a responsabiliza\u00e7\u00e3o e os abusos reais ou potenciais. As empresas de seguran\u00e7a privada (ESP) prestam servi\u00e7os de seguran\u00e7a armados ou n\u00e3o armados. Os grupos paramilitares, muitas vezes, t\u00eam motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, podem n\u00e3o estar focados no lucro e, por vezes, actuam como auxiliares militares nacionais. Mercen\u00e1rios s\u00e3o indiv\u00edduos que vendem os seus servi\u00e7os a for\u00e7as ou causas em combate como trabalhadores independentes.<\/p>\n<figure id=\"attachment_129519\" aria-describedby=\"caption-attachment-129519\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-129519\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129519\" class=\"wp-caption-text\">Um membro de uma c\u00e9lula de seguran\u00e7a afiliada \u00e0s For\u00e7as Armadas do Sud\u00e3o empunha uma espingarda em Gedaref. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p4\"><b>SEGURAN\u00c7A TRANSACIONAL A UM PRE\u00c7O<\/b><\/p>\n<p class=\"p2\">A face moderna dos mercen\u00e1rios estrangeiros que operam em \u00c1frica \u00e9 a do famoso Grupo Wagner da R\u00fassia, rebaptizado de Africa Corps ap\u00f3s a morte do seu fundador, Yevgeny Prigozhin, em 2023. Agora uma entidade oficial do governo russo, o Grupo Wagner troca servi\u00e7os de seguran\u00e7a por metais preciosos e gemas em alguns dos pa\u00edses mais perigosos de \u00c1frica. Como resultado das suas opera\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos cinco anos, o Grupo Wagner mant\u00e9m agora uma rede opaca e complexa de opera\u00e7\u00f5es no continente que, segundo os cr\u00edticos, saqueia diamantes, ouro e outros recursos naturais. Eles tamb\u00e9m exercem uma influ\u00eancia desproporcional sobre o governo e as for\u00e7as de seguran\u00e7a nas \u00e1reas onde operam, de acordo com a The Sentry, uma organiza\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas. Devido ao desgaste das suas pr\u00f3prias for\u00e7as de seguran\u00e7a na Ucr\u00e2nia, a R\u00fassia recorreu \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de mercen\u00e1rios s\u00edrios para cumprir contratos de seguran\u00e7a na RCA, na L\u00edbia e noutros pa\u00edses.<\/p>\n<p class=\"p3\">Um n\u00famero esmagador de atrocidades amplamente divulgadas segue as mobiliza\u00e7\u00f5es do Grupo Wagner, destacando os perigos de empregar for\u00e7as estrangeiras com pouca ou nenhuma forma\u00e7\u00e3o ou experi\u00eancia em guerras de insurg\u00eancia. V\u00e1rios relat\u00f3rios documentam que as for\u00e7as mercen\u00e1rias russas ordenaram \u00e0s for\u00e7as governamentais que matassem mulheres e crian\u00e7as, torturassem pessoas e conduzissem campanhas de limpeza \u00e9tnica contra comunidades. Os combatentes envolvidos nessas actividades disseram \u00e0 The Sentry que a inten\u00e7\u00e3o dos mercen\u00e1rios \u00e9 criar terror e instigar o medo. Essa abordagem de choque e pavor \u00e9 um an\u00e1tema para a doutrina de contra-insurg\u00eancia predominante, que enfatiza a conquista dos cora\u00e7\u00f5es e mentes da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cAproveitando-se da instabilidade e da fragilidade dos Estados, o Grupo Wagner tem instrumentalizado a viol\u00eancia na busca desenfreada por recursos econ\u00f3micos e poder pol\u00edtico, com consequ\u00eancias terr\u00edveis para as popula\u00e7\u00f5es civis,\u201d Charles Cater, director de investiga\u00e7\u00f5es da The Sentry, disse num comunicado de imprensa. \u201cEm nenhum lugar essa amea\u00e7a ficou mais evidente do que na Rep\u00fablica Centro-Africana, cuja soberania cada vez mais comprometida deve servir como um forte alerta para outros governos de \u00c1frica e de outros lugares.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\">Os mercen\u00e1rios russos tamb\u00e9m est\u00e3o a ser usados para proteger regimes militares que tomaram o poder em Burquina Faso, Mali e N\u00edger. Embora os l\u00edderes dessas juntas tenham convidado os mercen\u00e1rios russos sob o pretexto de combater o terrorismo, a viol\u00eancia dos grupos terroristas continuou a expandir-se, com o n\u00famero de mortes no Sahel quase triplicando para mais de 11.600 desde 2020. Isso indica que os ausp\u00edcios antiterroristas da mobiliza\u00e7\u00e3o do Grupo Wagner eram um ardil ou o seu pessoal \u00e9 ineficaz como for\u00e7a de combate ao terrorismo.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cVimos isso em todo o Sahel e al\u00e9m, resultando em [golpes] sangrentos, tentativas de destitui\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a, extrac\u00e7\u00e3o ilegal de min\u00e9rios, bem como viola\u00e7\u00f5es graves e expl\u00edcitas de direitos humanos, incluindo viol\u00eancia sexual contra mulheres e meninas,\u201d o analista Jonathon James escreveu no jornal nigeriano This Day Live. \u201cA pr\u00f3pria presen\u00e7a da R\u00fassia no continente \u00e9 uma amea\u00e7a aberta \u00e0 paz, \u00e0 seguran\u00e7a, \u00e0 democracia e \u00e0 soberania.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\">Um incidente destacou o fracasso de for\u00e7as mercen\u00e1rias mal treinadas. Em Julho de 2024, 47 soldados malianos e 84 mercen\u00e1rios russos foram mortos em Tinzaouaten pelo Jama\u2019at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) e combatentes rebeldes Tuaregues aliados. Esta foi a maior perda de for\u00e7as mercen\u00e1rias no continente e o maior desastre militar na longa luta do Mali contra os separatistas Tuaregues e militantes isl\u00e2micos no Sahel.<\/p>\n<p class=\"p3\">O modelo mercen\u00e1rio da R\u00fassia em \u00c1frica \u00e9 um exemplo cautelar de como trocar a soberania de um pa\u00eds, recursos preciosos e viabilidade econ\u00f3mica futura por ganhos de seguran\u00e7a a curto prazo que n\u00e3o podem ser sustentados com uma for\u00e7a estrangeira sem treino e inexperiente.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Os fracassos e abusos dos mercen\u00e1rios contra civis deixaram alguns mais receosos dos soldados estrangeiros contratados pelo seu governo do que dos grupos terroristas. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cEles alteraram o equil\u00edbrio do medo: a popula\u00e7\u00e3o civil agora tem mais medo de ser presa ou morta pelo Grupo Wagner do que pelos jihadistas e outros grupos armados,\u201d H\u00e9ni Nsaibia, analista s\u00e9nior do Projecto de Localiza\u00e7\u00e3o de Conflitos Armados e Dados de Eventos, disse ao The New York Times. \u201cContudo, eles n\u00e3o afectaram a capacidade de opera\u00e7\u00e3o dos grupos jihadistas.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_129515\" aria-describedby=\"caption-attachment-129515\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-up.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-129515\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-up.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-up.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-up-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-up-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-up-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-up-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-rifle-up-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129515\" class=\"wp-caption-text\">Combatentes s\u00edrios, alguns dos quais recrutados pela Turquia para guarnecer minas e bases no N\u00edger, viram-se a lutar contra grupos insurgentes. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s1\"><b>FOCADAS NA PROTEC\u00c7\u00c3O DOS INVESTIMENTOS CHINESES NA ICR<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">As ESP chinesas tamb\u00e9m cresceram rapidamente em \u00c1frica nos \u00faltimos anos, mas, em contraste com o modelo do Grupo Wagner, as ESP chinesas centram-se em proteger os projectos de investimento da Iniciativa do Cintur\u00e3o e Rota (ICR) do pa\u00eds. Com uma presen\u00e7a predominante na \u00c1frica Subsariana, as ESP chinesas s\u00e3o empregadas para proteger projectos e pessoal de empresas estatais chinesas que geram mais de 50 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em receitas por ano, de acordo com o Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos de \u00c1frica (ACSS).<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Por meio da ICR, Pequim colocou dezenas de milhares de trabalhadores chineses em \u00c1frica para construir projectos de infra-estruturas financiados pela China. H\u00e1 alguns anos, a China recorreu \u00e0s ESP para proteger activos como minas, projectos de g\u00e1s natural, ferrovias e rotas mar\u00edtimas.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cVimos um envio maci\u00e7o de trabalhadores, mais especificamente trabalhadores chineses,\u201d Jasmine Opperman, consultora de seguran\u00e7a independente sediada na \u00c1frica do Sul, disse \u00e0 Voz da Am\u00e9rica (VOA). \u201cAgora, estes investimentos, como no Sud\u00e3o e no Sud\u00e3o do Sul, est\u00e3o realmente em \u00e1reas vol\u00e1teis, por isso, temos assistido a uma prolifera\u00e7\u00e3o de [ESP] chinesas no continente africano, com a tarefa de proteger os funcion\u00e1rios e os projectos de infra-estruturas.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\">Em Julho de 2024, combatentes da mil\u00edcia mataram nove cidad\u00e3os chineses numa mina ligada \u00e0 China na prov\u00edncia de Ituri, no nordeste da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC). Os analistas afirmam que incidentes como este \u2014 e um ataque em 2023 que matou nove cidad\u00e3os chineses numa mina de ouro na RCA \u2014 resultaram no envio de mais empresas de seguran\u00e7a chinesas.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cTrata-se da protec\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o da influ\u00eancia chinesa e, devido \u00e0 instabilidade da situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, estamos a assistir a um aumento do n\u00famero destas [ESP],\u201d explicou Opperman.<\/p>\n<p class=\"p3\">As ESP de Pequim operam de forma diferente dos mercen\u00e1rios de Moscovo. A maioria dos contratados de seguran\u00e7a chineses \u00e9 rigorosamente controlada e n\u00e3o porta armas, excepto aqueles envolvidos em miss\u00f5es de escolta mar\u00edtima contra a pirataria.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cO Grupo Wagner est\u00e1 envolvido em opera\u00e7\u00f5es de combate,\u201d Paul Nantulya, especialista sobre a China, no ACSS, disse \u00e0 VOA. \u201cEst\u00e1 envolvido em guerras; fornece um conselheiro de seguran\u00e7a nacional, por exemplo, na Rep\u00fablica Centro-Africana. Eles tornam-se parte da arquitectura governamental. Travam guerras em nome dos governos.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\">Os contratados chineses normalmente realizam treinos militares com os pa\u00edses anfitri\u00f5es e fornecem equipamento, intelig\u00eancia e vigil\u00e2ncia. Opperman disse que os contratados de seguran\u00e7a chineses ainda podem ter um efeito desestabilizador.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cEmbora as EMP da China n\u00e3o tenham permiss\u00e3o para portar armas, o que est\u00e3o a fazer \u00e9 colaborar por meio de empresas de seguran\u00e7a privadas ou locais ou mesmo mil\u00edcias locais em termos de fornecimento de seguran\u00e7a,\u201d explicou. \u201cAo colaborar com mil\u00edcias locais, est\u00e1-se basicamente a tomar partido.\u201d<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>EAU COMO UM \u2018CENTRO DE ATIVIDADE MERCEN\u00c1RIA\u2019<\/b><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">Desde a d\u00e9cada de 2010, os Emirados \u00c1rabes Unidos (EAU) refor\u00e7aram os la\u00e7os militares com muitos pa\u00edses africanos, principalmente no Corno de \u00c1frica e no Sahel. Abu Dhabi procura ganhar influ\u00eancia, ter acesso a recursos minerais e proteger as rotas comerciais no Mar Vermelho e no Golfo de \u00c1den.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Mercen\u00e1rios contratados pelos EAU trabalham no combate ao terrorismo, \u00e0 insurg\u00eancia e \u00e0 pirataria; fornecem armas e equipamentos; promovem a coopera\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de defesa; e oferecem apoio militar a actores armados n\u00e3o estatais na L\u00edbia e no Sud\u00e3o. No Sud\u00e3o, os EAU s\u00e3o acusados de armar as For\u00e7as de Apoio R\u00e1pido (RSF) paramilitares na sua guerra com as For\u00e7as Armadas do Sud\u00e3o (SAF).<\/p>\n<p class=\"p3\">Desde 2016, os EAU assinaram acordos militares com Chade, Eti\u00f3pia, Qu\u00e9nia, Mali, Maurit\u00e2nia, Mo\u00e7ambique, o Estado aut\u00f3nomo da Puntl\u00e2ndia, na Som\u00e1lia, Senegal e Som\u00e1lia. Desde a d\u00e9cada de 2010, Abu Dhabi tamb\u00e9m estabeleceu postos militares no Chade, Egipto, Eritreia, L\u00edbia, Puntl\u00e2ndia, Somalil\u00e2ndia semiaut\u00f3noma e Som\u00e1lia.<\/p>\n<p class=\"p3\">Os EAU tamb\u00e9m contratam combatentes estrangeiros para proteger os seus interesses no continente. Abu Dhabi contrata mercen\u00e1rios colombianos, por exemplo, para apoiar as RSF no Sud\u00e3o. Cerca de 160 combatentes colombianos faziam parte de uma caravana que viajava da L\u00edbia para o Sud\u00e3o em meados de Novembro de 2024, quando foram atacados por um grupo alinhado com as SAF. Tr\u00eas mercen\u00e1rios foram mortos.<\/p>\n<p class=\"p3\">Em 2024, surgiram relatos sobre um an\u00fancio de emprego divulgado pela Manar Military Co., com sede em Abu Dhabi, \u00e0 procura de um \u201coperador da Legi\u00e3o Estrangeira.\u201d O an\u00fancio procurava uma pessoa com menos de 50 anos, altamente disciplinada, em boa forma f\u00edsica, com mais de cinco anos de experi\u00eancia militar e capaz de lidar com \u201ccondi\u00e7\u00f5es de alto stress.\u201d O sal\u00e1rio inicial era de cerca de 2.000 d\u00f3lares por m\u00eas, mas aumentaria assim que a pessoa fosse enviada para a Som\u00e1lia ou o I\u00e9men.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s2\">\u201cCertamente, quando se ouve \u2018mercen\u00e1rios\u2019 hoje em dia, geralmente penso muito mais nos Emirados \u00c1rabes Unidos do que na R\u00fassia,\u201d Andreas Krieg, professor s\u00e9nior da Escola de Estudos de Seguran\u00e7a do King\u2019s College, em Londres, disse ao servi\u00e7o de not\u00edcias alem\u00e3o, Deutsche Welle. \u201cOs Emirados tornaram-se uma esp\u00e9cie de centro de actividades mercen\u00e1rias no Sul global.\u201d<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_129523\" aria-describedby=\"caption-attachment-129523\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-russian.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-129523\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-russian.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-russian.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-russian-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-russian-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-russian-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-russian-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pmc-russian-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129523\" class=\"wp-caption-text\">Um seguran\u00e7a privado russo, ao centro, trabalha numa assembleia de voto na Rep\u00fablica Centro-Africana durante uma visita presidencial. Um simp\u00f3sio realizado em 2023 instou as na\u00e7\u00f5es africanas a responsabilizar os combatentes estrangeiros perante o Estado de direito. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p4\"><b>COMBATENTES TURCOS NO SAHEL E NA \u00c1FRICA OCIDENTAL<\/b><\/p>\n<p class=\"p2\">As EMP turcas tamb\u00e9m entraram no mercado africano e s\u00e3o conhecidas por empregar s\u00edrios para lutar ao lado das suas EMP no Sahel e na \u00c1frica Ocidental. Em 2024, a Sadat International Defense Consultancy de Ancara, uma EMP estreitamente aliada ao presidente Recep Tayyip Erdo<span class=\"s3\">\u011f<\/span>an, enviou 1.100 combatentes recrutados em campos de refugiados s\u00edrios para o N\u00edger.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cNo N\u00edger, os mercen\u00e1rios s\u00edrios devem guarnecer minas, instala\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas ou bases militares,\u201d Rami Abdel-Rahman, director do Observat\u00f3rio S\u00edrio para os Direitos Humanos, com sede em Londres, disse ao jornal franc\u00eas, Le Monde. \u201cMas acabam por se ver envolvidos em combates contra grupos jihadistas.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\">Tamb\u00e9m foram relatados contratantes turcos no Togo, onde pilotaram helic\u00f3pteros de ataque. Dois ter\u00e3o sido mortos em combate com o JNIM.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cA Turquia tamb\u00e9m tem oportunidades de aumentar a coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e militar com o Burquina Faso e o Mali, mas a maior presen\u00e7a da R\u00fassia, em ambos os pa\u00edses, constituir\u00e1 um obst\u00e1culo maior,\u201d o analista Liam Karr escreveu para o Instituto para o Estudo da Guerra.<\/p>\n<p class=\"p3\">As EMP turcas est\u00e3o envolvidas em fun\u00e7\u00f5es mais tradicionais de garantia de seguran\u00e7a de infra-estruturas econ\u00f3micas e servi\u00e7os de treino de for\u00e7as. Embora as EMP turcas tenham concorrido por muitos dos mesmos contratos que as empresas russas e dos Emirados \u00c1rabes Unidos e empreguem t\u00e1cticas de recrutamento semelhantes, elas s\u00e3o geralmente vistas como uma op\u00e7\u00e3o mais palat\u00e1vel e disciplinada, com risco m\u00ednimo de brutalidade operacional e viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>FOR\u00c7AS MERCEN\u00c1RIAS N\u00c3O GARANTEM ESTABILIDADE A LONGO PRAZO<\/b><\/p>\n<p class=\"p2\">Os defensores da contrata\u00e7\u00e3o de mercen\u00e1rios citam o seu valor na manuten\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o da paz e na presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia humanit\u00e1ria, muitas vezes, em zonas de conflito e \u00e1reas onde as for\u00e7as governamentais n\u00e3o est\u00e3o dispostas ou n\u00e3o s\u00e3o capazes de agir.<\/p>\n<p class=\"p3\">No entanto, os analistas temem que os mercen\u00e1rios n\u00e3o sejam responsabilizados pelas atrocidades cometidas contra civis em zonas de conflito e que haja um risco de confus\u00e3o e consequ\u00eancias indesejadas quando outras for\u00e7as militares est\u00e3o activas no mesmo teatro de opera\u00e7\u00f5es. Alguns observadores tamb\u00e9m consideram preocupante o uso de concess\u00f5es de recursos naturais para pagar mercen\u00e1rios e outros servi\u00e7os de seguran\u00e7a, como na RCA e no Mali.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u201cNa pr\u00e1tica, esses governos est\u00e3o a hipotecar o futuro econ\u00f3mico dos seus pa\u00edses a grupos estrangeiros que, ironicamente, prosperam com a instabilidade como fonte de demanda pelos seus servi\u00e7os,\u201d Alan Doss, ex-subsecret\u00e1riogeral da ONU, escreveu na revista African Arguments.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Os mercen\u00e1rios tamb\u00e9m podem n\u00e3o estar interessados em garantir a estabilidade a longo prazo das na\u00e7\u00f5es que os contratam. Em Janeiro de 2025, quase 300 mercen\u00e1rios romenos recrutados para ajudar o ex\u00e9rcito da RDC a combater os rebeldes do M23 retiraram-se para o Ruanda e acabaram por regressar a casa.<\/p>\n<p class=\"p3\">Numa reportagem da BBC, um dos mercen\u00e1rios romenos disse que o M23, que afirma lutar para proteger os direitos da etnia Tutsi, era apoiado por equipamento militar de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e que o ex\u00e9rcito da RDC desistiu. \u201cAs miss\u00f5es eram desorganizadas, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho eram prec\u00e1rias,\u201d disse um outro. \u201cOs romenos devem parar de ir para l\u00e1 porque \u00e9 perigoso.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\">Alguns analistas afirmam que treinar for\u00e7as militares ind\u00edgenas para combater insurg\u00eancias internas \u00e9 mais eficaz do que contratar combatentes estrangeiros. Na regi\u00e3o da Puntl\u00e2ndia, na Som\u00e1lia, as for\u00e7as de seguran\u00e7a destru\u00edram, em Janeiro de 2025, v\u00e1rias bases operacionais do grupo Estado Isl\u00e2mico (EI) nas montanhas Cal Miskaad. Os ataques faziam parte de uma estrat\u00e9gia mais ampla das autoridades da Puntl\u00e2ndia para recrutar os cl\u00e3s \u00e9tnicos da regi\u00e3o na luta contra o EI.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cA luta n\u00e3o pode ser vencida apenas pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a,\u201d afirmou o primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional da Puntl\u00e2ndia, Mohamed Bari Shire. \u201cPrecisamos da coragem e da coopera\u00e7\u00e3o das pessoas para proteger as nossas comunidades.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\">Ao analisar o panorama da seguran\u00e7a em \u00c1frica, a maioria dos especialistas em seguran\u00e7a do continente concorda que o uso de mercen\u00e1rios ou ESP n\u00e3o conduz \u00e0 paz a longo prazo.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cOs governos africanos e outros devem reconhecer que os mercen\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o a resposta para as fraquezas do Estado,\u201d Doss escreveu para a African Arguments. \u201cMuito pelo contr\u00e1rio: eles s\u00e3o antit\u00e9ticos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Estado, pois n\u00e3o contribuem de maneira sustent\u00e1vel para o aumento da capacidade do Estado. Os governos que dependem de mercen\u00e1rios ou ESMP &#8230; para refor\u00e7ar a sua seguran\u00e7a nacional provavelmente permanecer\u00e3o vulner\u00e1veis \u00e0 instabilidade.\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"p1\"><strong><span class=\"s1\">Especialistas Trabalham Para Regulamentar <\/span>Uma Amea\u00e7a Crescente<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Mais de 150 especialistas e partes interessadas de toda a \u00c1frica reuniram-se em Setembro de 2023 para discutir as ramifica\u00e7\u00f5es do n\u00famero crescente de combatentes estrangeiros no continente. Houve um consenso de que a Uni\u00e3o Africana deve reavaliar a sua posi\u00e7\u00e3o sobre os mercen\u00e1rios e tomar medidas para proteger os civis.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">O simp\u00f3sio de dois dias foi organizado pelo Secretariado do Conselho Econ\u00f3mico, Social e Cultural da UA na Z\u00e2mbia; pelo Instituto para o Pensamento e o Di\u00e1logo Pan-Africano (IPATC) da Universidade de Joanesburgo; pelo Instituto de Estudos para a Paz e a Seguran\u00e7a da Universidade de Adis Abeba; e pelo Grupo Pan-Africano de Investiga\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica e Pol\u00edtica na Nig\u00e9ria.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Durante a reuni\u00e3o, os oradores instaram os Estados africanos a dar prioridade \u00e0 reforma do sector da seguran\u00e7a e a garantir que os combatentes estrangeiros que cometem atrocidades sejam sujeitos ao Estado de direito. Os especialistas e as partes interessadas concordaram que devem ser implementados mecanismos de san\u00e7\u00f5es espec\u00edficas contra governos ou organiza\u00e7\u00f5es que utilizam combatentes estrangeiros e mercen\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"p3\">Adeoye Akinola, chefe de investiga\u00e7\u00e3o e ensino do IPATC, e Ratidzo Makombe, investigador do mesmo instituto, documentaram v\u00e1rias recomenda\u00e7\u00f5es pol\u00edticas da UA que surgiram do simp\u00f3sio de dois dias, incluindo:<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>Rever<\/b> os quadros jur\u00eddicos, como a Conven\u00e7\u00e3o sobre Mercen\u00e1rios de 1977, refor\u00e7ar as parcerias entre a UA e as comunidades econ\u00f3micas regionais e melhorar as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e de seguran\u00e7a, atrav\u00e9s de plataformas bilaterais e multilaterais, do interc\u00e2mbio de dados em tempo real e de bases de dados interligadas.<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>Facilitar<\/b> a formula\u00e7\u00e3o e a implementa\u00e7\u00e3o de programas de desenvolvimento socioecon\u00f3mico inclusivos para capacitar os cidad\u00e3os e travar a prolifera\u00e7\u00e3o de grupos insurgentes e golpes militares.<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>Conceber<\/b> um programa de desarmamento, desmobiliza\u00e7\u00e3o e reintegra\u00e7\u00e3o para retirar combatentes locais e estrangeiros do conflito e reintegr\u00e1-los na sociedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas militares privadas, empresas de seguran\u00e7a privada, for\u00e7as paramilitares e mercen\u00e1rios operam em \u00c1frica h\u00e1 d\u00e9cadas, mas a sua utiliza\u00e7\u00e3o pelos pa\u00edses africanos aumentou drasticamente nos \u00faltimos anos, causando preocupa\u00e7\u00e3o entre os especialistas em seguran\u00e7a no continente. 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