{"id":122622,"date":"2025-01-22T09:59:13","date_gmt":"2025-01-22T14:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=122622"},"modified":"2025-01-27T10:15:40","modified_gmt":"2025-01-27T15:15:40","slug":"uma-regiao-dominada-por-golpes-de-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2025\/01\/uma-regiao-dominada-por-golpes-de-estado\/","title":{"rendered":"Uma Regi\u00e3o Dominada Por Golpes  De Estado"},"content":{"rendered":"<p>COMANDANTE OWONAM EQUERE, MARINHA NIGERIANA<\/p>\n<figure id=\"attachment_122298\" aria-describedby=\"caption-attachment-122298\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/REGIONAL-COUPS1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-122298 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/REGIONAL-COUPS1-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/REGIONAL-COUPS1-150x151.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/REGIONAL-COUPS1-300x301.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/REGIONAL-COUPS1-1019x1024.jpg 1019w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/REGIONAL-COUPS1-768x772.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/REGIONAL-COUPS1-70x70.jpg 70w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/REGIONAL-COUPS1-450x452.jpg 450w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/REGIONAL-COUPS1.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-122298\" class=\"wp-caption-text\">Comandante da Marinha Nigeriana Owonam Equere<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c1frica tem assistido a um aumento preocupante de golpes de Estado, que faz lembrar as primeiras d\u00e9cadas p\u00f3s-coloniais em que eram comuns. De 2020 a 2023, houve nove golpes militares bem-sucedidos em \u00c1frica, seis dos quais na \u00c1frica Ocidental: dois no Mali (Agosto de 2020 e Maio de 2021), um na Guin\u00e9 (Setembro de 2021), dois no Burquina Faso (Janeiro de 2022 e Setembro de 2022) e um no N\u00edger (Julho de 2023). Durante este per\u00edodo, relatos de tentativas de golpe de Estado na G\u00e2mbia, na Guin\u00e9-Bissau, no Mali, no N\u00edger e na Serra Leoa revelam a possibilidade de uma maior instabilidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A \u00c1frica Ocidental enfrenta m\u00faltiplos desafios em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a, como o terrorismo, o extremismo violento, a viol\u00eancia intercomunit\u00e1ria e o banditismo. H\u00e1 provas de que a vaga de golpes de Estado est\u00e1 a agravar a fragilidade da regi\u00e3o. O Burquina Faso registou uma duplica\u00e7\u00e3o do n\u00famero de v\u00edtimas mortais da viol\u00eancia extremista no ano que se seguiu aos golpes de Estado. No ano seguinte ao golpe de Estado, o N\u00edger registou um aumento de 60% do n\u00famero de v\u00edtimas mortais da viol\u00eancia extremista. O Mali registou um aumento de 70% dos ataques terroristas no ano que se seguiu ao golpe de Estado de 2021.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Principais Factores de Golpes de Estado na \u00c1frica Ocidental<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rios factores contribu\u00edram para este ressurgimento dos golpes. Em primeiro lugar, o clima geopol\u00edtico. Muitos dos golpes de Estado recentes tiveram lugar em antigas col\u00f3nias francesas, o que permitiu aos golpistas tirar partido do sentimento antifranc\u00eas e apresentarem-se como her\u00f3is na luta contra o colonialismo. Relacionado com este facto est\u00e1 a rivalidade geopol\u00edtica no Sahel entre o Ocidente, a R\u00fassia e a China por recursos e influ\u00eancia. As juntas do Burquina Faso, do Mali e do N\u00edger receberam apoio t\u00e1cito ou expl\u00edcito da R\u00fassia, o que refor\u00e7ou a legitimidade dos seus regimes, minou as reac\u00e7\u00f5es antigolpe e encorajou outros conspiradores militares da regi\u00e3o que procuravam perturbar a democracia constitucional. A maior parte das na\u00e7\u00f5es sob dom\u00ednio militar entraram na \u00f3rbita de influ\u00eancia da R\u00fassia e acolheram mercen\u00e1rios russos para operarem no seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Outro factor \u00e9 a falta de boa governa\u00e7\u00e3o por parte dos l\u00edderes pol\u00edticos eleitos nos pa\u00edses afectados por golpes de Estado. O facto de muitos l\u00edderes africanos n\u00e3o honrarem os contratos sociais com os seus cidad\u00e3os e n\u00e3o utilizarem o poder democr\u00e1tico para o bem p\u00fablico cria as condi\u00e7\u00f5es para o apoio popular aos golpes militares. A corrup\u00e7\u00e3o generalizada, a pobreza extrema, o desemprego generalizado e a inseguran\u00e7a caracterizam os quatro pa\u00edses recentemente afectados por golpes militares. N\u00e3o \u00e9 de admirar que a maioria destes l\u00edderes golpistas tenha sido bem recebida pelos cidad\u00e3os que procuravam desesperadamente uma alternativa de lideran\u00e7a. Al\u00e9m disso, p\u00f5e em evid\u00eancia a crise da rela\u00e7\u00e3o entre o Estado e a sociedade.<\/p>\n<p>Os golpes de Estado na regi\u00e3o foram favorecidos pela crise das rela\u00e7\u00f5es civis-militares e pela politiza\u00e7\u00e3o do sector da seguran\u00e7a. Alguns dirigentes recorrem \u00e0s for\u00e7as armadas para proteger o regime ou torn\u00e1-lo \u201c\u00e0 prova de golpes de Estado.\u201d Esta estrat\u00e9gia inclui a cria\u00e7\u00e3o de guardas presidenciais com enorme poder e autoridade para al\u00e9m da institui\u00e7\u00e3o militar. Na maioria dos casos, estas guardas s\u00e3o criadas fora da cadeia de comando militar reconhecida, sem responsabilidade nem transpar\u00eancia. Est\u00e3o cheios de soldados que se acredita serem leais ao regime. O resultado \u00e9 a eros\u00e3o dos valores militares fundamentais do profissionalismo, da lealdade \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o e da disciplina organizacional. Assim, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que a maioria dos golpes de Estado na regi\u00e3o tenha sido liderada por elementos da guarda presidencial, enquanto o ex\u00e9rcito, como institui\u00e7\u00e3o, se mantive afastado.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, a percep\u00e7\u00e3o da incapacidade do governo para garantir a seguran\u00e7a dos seus cidad\u00e3os cria condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis aos golpes de Estado. O dinamismo do ambiente de seguran\u00e7a exp\u00f4s o enorme fosso entre a capacidade das institui\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a nacionais e as actividades crescentes dos grupos terroristas. De acordo com o \u00cdndice Global de Terrorismo, o Sahel \u00e9 actualmente respons\u00e1vel por 43% das mortes causadas pelo terrorismo a n\u00edvel mundial. A inefic\u00e1cia da lideran\u00e7a civil, associada \u00e0 capacidade limitada das for\u00e7as de seguran\u00e7a para cumprirem as suas responsabilidades, aumenta a press\u00e3o p\u00fablica sobre as for\u00e7as armadas e justifica os golpes de Estado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_122130\" aria-describedby=\"caption-attachment-122130\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coups-girls.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-122130\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coups-girls.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coups-girls.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coups-girls-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coups-girls-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coups-girls-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coups-girls-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coups-girls-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-122130\" class=\"wp-caption-text\">Duas raparigas caminham perto de um campo de reassentamento de refugiados no sul do N\u00edger. A viol\u00eancia no Sahel provocou a desloca\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de pessoas e criou o ambiente prop\u00edcio \u00e0 tomada do poder pelos militares.<br \/>AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Uma Regi\u00e3o em Perigo<\/strong><\/p>\n<p>O nexo de instabilidade no Sahel \u00e9 a zona da tr\u00edplice fronteira partilhada por Burquina Faso, Mali e N\u00edger. Este \u00e9 o epicentro de uma crise em r\u00e1pido crescimento, com n\u00edveis sem precedentes de viol\u00eancia armada e inseguran\u00e7a. Mais de 12,8 milh\u00f5es de pessoas necessitam de assist\u00eancia humanit\u00e1ria nestes pa\u00edses. Milh\u00f5es de pessoas foram desalojadas e as escolas, os cuidados de sa\u00fade e a agricultura foram afectados de forma generalizada. Os tr\u00eas pa\u00edses s\u00e3o governados por juntas militares.<\/p>\n<p>Os l\u00edderes dos golpes de Estado, muitas vezes, invocam esta inseguran\u00e7a para justificar as suas ac\u00e7\u00f5es, mas os golpes de Estado tendem a agravar os problemas em vez de os resolver.<\/p>\n<p><b>Capacidade de estado reduzida:<\/b> O primeiro impacto \u00f3bvio dos golpes de Estado \u00e9 o enfraquecimento da lideran\u00e7a pol\u00edtica nacional e da capacidade do Estado. Muitas vezes, os golpes resultam em lideran\u00e7as pol\u00edticas fracturadas e fracas que podem n\u00e3o dar prioridade \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a regional. Os l\u00edderes militares, muitas vezes, carecem da credibilidade internacional, da vontade pol\u00edtica e da experi\u00eancia necess\u00e1rias para enfrentar os desafios em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a. Por exemplo, antes do golpe de Estado no N\u00edger, o presidente democraticamente eleito, Mohamed Bazoum, desempenhou um papel importante na angaria\u00e7\u00e3o de apoio internacional para a luta regional contra o terrorismo e a migra\u00e7\u00e3o irregular. Tamb\u00e9m atraiu financiamento para iniciativas de desenvolvimento no Sahel. No entanto, desde que efectuou o derrube em 2023, a prioridade da junta tem sido consolidar o poder e proteger-se. Do mesmo modo, no Burquina Faso e no Mali, os desafios da transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica desviaram a aten\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os de luta contra as insurg\u00eancias regionais. Na mesma linha, as san\u00e7\u00f5es internacionais impostas ap\u00f3s os golpes de Estado enfraquecem a capacidade do Estado para responder \u00e0 inseguran\u00e7a. Por exemplo, no Burquina Faso, no Mali e no N\u00edger, houve uma cessa\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia em mat\u00e9ria de defesa e seguran\u00e7a por parte dos aliados ocidentais, que foi exacerbada pelas san\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, comerciais e financeiras da Comunidade Econ\u00f3mica dos Estados da \u00c1frica Ocidental (CEDEAO). Este isolamento internacional n\u00e3o s\u00f3 afecta a capacidade dos Estados de contribu\u00edrem para os esfor\u00e7os de seguran\u00e7a regional, como tamb\u00e9m diminui a sua capacidade de responder \u00e0s necessidades humanit\u00e1rias. O vazio da\u00ed resultante permite que os terroristas se insinuem junto das popula\u00e7\u00f5es locais, fornecendo servi\u00e7os e bens b\u00e1sicos e prometendo garantir a protec\u00e7\u00e3o que o governo central n\u00e3o conseguiu assegurar.<\/p>\n<p><b>Parcerias de seguran\u00e7a quebradas:<\/b> Os golpes de Estado tamb\u00e9m est\u00e3o a fazer descarrilar as parcerias de seguran\u00e7a. Nos \u00faltimos anos, os desafios colocados pelo terrorismo e pela insurg\u00eancia no Sahel estimularam v\u00e1rias iniciativas de coopera\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a, incluindo a For\u00e7a-Tarefa Conjunta Multinacional, a Opera\u00e7\u00e3o Barkhane liderada pela Fran\u00e7a, a miss\u00e3o Takuba liderada pela Uni\u00e3o Europeia, a For\u00e7a Conjunta do G5 Sahel e a miss\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o da paz da ONU no Mali. Os golpes de Estado minaram quase todos estes acordos de coopera\u00e7\u00e3o. Desde que assumiu o poder no Mali, em Agosto de 2020, a junta militar tomou medidas para alienar os seus parceiros de seguran\u00e7a regionais e internacionais. Estas incluem a deten\u00e7\u00e3o de soldados costa-marfinenses enviados para apoiar a miss\u00e3o da ONU, a expuls\u00e3o de altos funcion\u00e1rios da ONU e a retirada unilateral do G5 Sahel. Esta situa\u00e7\u00e3o reduziu a coordena\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a do Mali com os seus vizinhos e exp\u00f4s as suas zonas fronteiri\u00e7as a ataques. As juntas do Burquina Faso e do N\u00edger tamb\u00e9m afastaram os parceiros de seguran\u00e7a tradicionais, o que levou a uma diminui\u00e7\u00e3o da press\u00e3o militar contra os grupos terroristas.<\/p>\n<p>Quando os aliados ocidentais reduziram o seu apoio ao Burquina Faso, ao Mali e ao N\u00edger em resposta aos golpes de Estado, ficou uma lacuna na arquitectura de seguran\u00e7a regional. A consequ\u00eancia \u00e9 que os grupos insurgentes podem consolidar o controlo pol\u00edtico, impor a ideologia conservadora nos territ\u00f3rios ocupados e complicar os esfor\u00e7os do Estado para restabelecer o controlo dessas \u00e1reas. Estas juntas procuraram parceiros alternativos, nomeadamente os mercen\u00e1rios russos do Grupo Wagner. A introdu\u00e7\u00e3o do Grupo Wagner no complexo de seguran\u00e7a regional suscita preocupa\u00e7\u00f5es, tendo em conta o seu historial de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e os seus esfor\u00e7os para obter lucros em zonas de conflito.<\/p>\n<figure id=\"attachment_122118\" aria-describedby=\"caption-attachment-122118\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-fists.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-122118\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-fists.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"719\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-fists.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-fists-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-fists-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-fists-768x511.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-fists-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-fists-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-122118\" class=\"wp-caption-text\">Manifestantes no Burquina Faso seguram cartazes que denunciam a Comunidade Econ\u00f3mica dos Estados da \u00c1frica Ocidental. Os recentes golpes de Estado na regi\u00e3o provocaram uma crise de legitimidade no bloco da \u00c1frica Ocidental. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Preju\u00edzo para o com\u00e9rcio transfronteiri\u00e7o:<\/b> Os golpes de Estado est\u00e3o a perturbar as iniciativas de desenvolvimento transfronteiri\u00e7o no Sahel. Alguns dos principais projectos de desenvolvimento incluem a Auto-Estrada Trans-Sahariana, o Gasoduto Trans-Sahariano e o Gasoduto Marrocos-Nig\u00e9ria. Estes projectos s\u00e3o essenciais para a conectividade e a integra\u00e7\u00e3o regionais, o que reduz o potencial de conflitos em torno dos recursos, aumenta a resist\u00eancia regional \u00e0s amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a e contribui para a estabilidade a longo prazo. Os golpes n\u00e3o s\u00f3 limitam a capacidade de os parceiros internacionais trabalharem com os pa\u00edses afectados, como tamb\u00e9m prejudicam os acordos de seguran\u00e7a transfronteiri\u00e7os, tais como os sistemas de vigil\u00e2ncia e o desenvolvimento conjunto de infra-estruturas nos postos fronteiri\u00e7os. Limitam igualmente a aplica\u00e7\u00e3o de mecanismos conjuntos de controlo das fronteiras para verificar a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias il\u00edcitas, armas e indiv\u00edduos envolvidos na criminalidade ou no terrorismo. Os terroristas e os criminosos transnacionais podem explorar as lacunas criadas por disposi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a transfronteiri\u00e7a enfraquecidas.<\/p>\n<p><b>Blocos regionais enfraquecidos:<\/b> A prolifera\u00e7\u00e3o de golpes de Estado na \u00c1frica Ocidental \u00e9 suscept\u00edvel de enfraquecer a CEDEAO. A incapacidade da CEDEAO para impedir ou inverter golpes de Estado, atrav\u00e9s de san\u00e7\u00f5es ou de interven\u00e7\u00f5es militares, pode levar a uma perda de confian\u00e7a no bloco regional. As Juntas do Burquina Faso, da Guin\u00e9, do Mali e do N\u00edger foram encorajadas e formaram uma alian\u00e7a para diluir a efic\u00e1cia das san\u00e7\u00f5es da CEDEAO, como o encerramento das fronteiras. Os tr\u00eas pa\u00edses do Sahel aumentaram a fasquia ao anunciarem a sua retirada do bloco regional e a forma\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7a dos Estados do Sahel, complicando os compromissos da CEDEAO com os respectivos l\u00edderes militares de transi\u00e7\u00e3o. Esta divis\u00e3o e fractura no seio da CEDEAO poder\u00e1 enfraquecer a sua influ\u00eancia e a sua posi\u00e7\u00e3o antigolpes, aumentando a possibilidade de futuros golpes de Estado. O enfraquecimento da CEDEAO tem implica\u00e7\u00f5es para o seu papel na preven\u00e7\u00e3o de conflitos, na media\u00e7\u00e3o e na manuten\u00e7\u00e3o da paz. Do mesmo modo, as iniciativas de seguran\u00e7a regional no dom\u00ednio da luta contra o terrorismo, o crime organizado e as amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a transfronteiri\u00e7a poder\u00e3o ficar comprometidas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_122126\" aria-describedby=\"caption-attachment-122126\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-shake.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-122126\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-shake.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"721\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-shake.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-shake-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-shake-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-shake-768x513.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-shake-150x100.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/coup-shake-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-122126\" class=\"wp-caption-text\">O chefe da junta militar do N\u00edger, General Abdourahamane Tiani, \u00e0 esquerda, recebe o chefe da junta do Mali, Coronel Assimi Go\u00efta, \u00e0 sua chegada a Niamey. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O Caminho a Seguir<\/strong><\/p>\n<p>A actual situa\u00e7\u00e3o na Guin\u00e9, no Mali, no Burquina Faso e no N\u00edger afectou a capacidade dos Estados de contribu\u00edrem para a luta regional contra o terrorismo, fez descarrilar os esfor\u00e7os de coopera\u00e7\u00e3o regional, perturbou as iniciativas de desenvolvimento transfronteiri\u00e7o e pode vir a enfraquecer a CEDEAO. Perante este cen\u00e1rio, a Uni\u00e3o Africana, a CEDEAO e a comunidade internacional precisam de uma abordagem mais matizada. O regime de san\u00e7\u00f5es contra as juntas n\u00e3o est\u00e1 a ter o efeito dissuasor desejado, mas antes isola estes pa\u00edses que s\u00e3o cruciais para a arquitectura de seguran\u00e7a regional. Por conseguinte, a UA e a CEDEAO devem intensificar os contactos diplom\u00e1ticos com os l\u00edderes militares de transi\u00e7\u00e3o para um r\u00e1pido regresso \u00e0 ordem constitucional. Quando a ordem constitucional for restabelecida, a UA e a CEDEAO devem promover uma reforma abrangente do sector da seguran\u00e7a nestes pa\u00edses, a fim de garantir que as for\u00e7as armadas sejam profissionais, adequadamente financiadas e capazes de responder aos desafios de seguran\u00e7a que enfrentam.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 imperativo que a UA trabalhe em estreita colabora\u00e7\u00e3o com a CEDEAO para liderar a luta contra o terrorismo e o extremismo violento no Sahel, reduzindo a depend\u00eancia excessiva dos parceiros internacionais e os riscos associados \u00e0 sua retirada prematura. Dadas as fragilidades dos pa\u00edses afectados e a possibilidade de alastramento da viol\u00eancia, os pa\u00edses costeiros como o Benin, a Costa do Marfim, o Gana e o Togo t\u00eam de fazer an\u00e1lises de risco regulares para aumentar o seu estado de prepara\u00e7\u00e3o para responder \u00e0s amea\u00e7as do Sahel e \u00e0s crises humanit\u00e1rias da\u00ed resultantes. Para desencorajar novos golpes de Estado, a UA e a CEDEAO devem aplicar de forma rigorosa e imparcial as normas democr\u00e1ticas e de governa\u00e7\u00e3o consagradas nos v\u00e1rios quadros normativos. A UA e a CEDEAO devem tomar medidas r\u00e1pidas e decisivas contra os dirigentes que violam os princ\u00edpios da governa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. <span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Sobre o autor: O Comandante da Marinha Owonam Equere \u00e9 um oficial marinheiro no ramo executivo da Marinha Nigeriana. Faz parte da Miss\u00e3o Permanente da Nig\u00e9ria junto da Uni\u00e3o Africana. Possui uma licenciatura em ci\u00eancias biol\u00f3gicas pela Academia de Defesa da Nig\u00e9ria, um mestrado em gest\u00e3o ambiental pela Universidade de Lagos e um mestrado em defesa e pol\u00edtica internacional pelo Instituto de Gest\u00e3o e Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica do Gana. Equere est\u00e1 a tirar outro mestrado em paz e gest\u00e3o de conflitos no Instituto Internacional de Forma\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Paz em Adis Abeba, Eti\u00f3pia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>COMANDANTE OWONAM EQUERE, MARINHA NIGERIANA \u00c1frica tem assistido a um aumento preocupante de golpes de Estado, que faz lembrar as primeiras d\u00e9cadas p\u00f3s-coloniais em que eram comuns. 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