{"id":116105,"date":"2024-07-10T10:22:52","date_gmt":"2024-07-10T14:22:52","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=116105"},"modified":"2024-07-15T09:39:55","modified_gmt":"2024-07-15T13:39:55","slug":"o-enigma-do-vigilante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2024\/07\/o-enigma-do-vigilante\/","title":{"rendered":"O Enigma do Vigilante"},"content":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s a Assembleia Nacional do Burquina Faso ter aprovado por unanimidade o armamento de volunt\u00e1rios civis para ajudar a combater os extremistas, em Janeiro de 2020, os riscos eram claros.<\/p>\n<p>Apesar de duas semanas de forma\u00e7\u00e3o, de uma idade m\u00ednima de 18 anos e de uma \u201cinvestiga\u00e7\u00e3o moral,\u201d a t\u00e1ctica parecia arriscada. \u201cN\u00e3o se trata de fazer carne para canh\u00e3o,\u201d disse o ent\u00e3o Ministro da Defesa, Ch\u00e9rif Sy. \u201cQueremos evitar que estes volunt\u00e1rios se tornem mil\u00edcias.\u201d<\/p>\n<p>Corrine Dufka, directora da Human Rights Watch para a \u00c1frica Ocidental, citando casos documentados de abusos cometidos por soldados burquinab\u00eas, tem uma perspectiva sombria. \u201cEste novo plano de subcontrata\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a a civis amea\u00e7a levar a ainda mais abusos,\u201d disse na altura \u00e0 Al Jazeera.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de civis armados no sector da seguran\u00e7a nacional levanta muitas quest\u00f5es: Como \u00e9 que o governo pode impedir que civis mal treinados violem os direitos humanos? Como \u00e9 que os vigilantes evitar\u00e3o a tenta\u00e7\u00e3o de atacar grupos \u00e9tnicos rivais? Como \u00e9 que os combatentes v\u00e3o distinguir entre extremistas armados e civis armados quando o nevoeiro da batalha baixar? E como \u00e9 que os governos que autorizaram o armamento de civis os v\u00e3o desarmar efectivamente quando os seus servi\u00e7os j\u00e1 n\u00e3o forem necess\u00e1rios?<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais claros forem os objectivos e o mandato dos vigilantes e quanto maior for a supervis\u00e3o por parte dos l\u00edderes nacionais e locais, das for\u00e7as armadas do Estado e das comunidades locais, mais eficaz ser\u00e1 o grupo e menos prov\u00e1vel ser\u00e1 que se afaste dos objectivos de defesa da comunidade e de contra-insurg\u00eancia,\u201d afirma um relat\u00f3rio de 2017 do International Crisis Group.<\/p>\n<p>No entanto, continua o relat\u00f3rio, os Estados fr\u00e1geis s\u00e3o mais suscept\u00edveis de depender de vigilantes e s\u00e3o menos capazes de os policiar e impedir os seus abusos.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>O mesmo se verificou no Burquina Faso. Em Junho de 2020, um relat\u00f3rio da Assembleia Nacional afirmou que havia uma \u201cinadequa\u00e7\u00e3o dos recursos\u201d reservados para treinar, supervisionar e fiscalizar os Volunt\u00e1rios para a Defesa da P\u00e1tria (VDP) do pa\u00eds, de acordo com um documento de 2021 de Antonin Tisseron intitulado \u201cCaixa de Pandora. Burquina Faso, mil\u00edcias de autodefesa e Lei VDP na luta contra o jihadismo.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_115647\" aria-describedby=\"caption-attachment-115647\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-673213738.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-115647\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-673213738.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-673213738.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-673213738-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-673213738-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-673213738-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-673213738-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-115647\" class=\"wp-caption-text\">Um membro da For\u00e7a-Tarefa Conjunta Civil revista um homem \u00e0 entrada da cidade de Damasak, na Nig\u00e9ria. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>CARACTER\u00cdSTICAS DOS GRUPOS DE VIGILANTES<\/strong><\/p>\n<p>O Burquina Faso n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica na\u00e7\u00e3o do continente a depender de civis armados para a sua seguran\u00e7a. Alguns esfor\u00e7os melhoraram a seguran\u00e7a, mas os riscos parecem rivalizar com os benef\u00edcios. Os grupos armados de vigilantes t\u00eam uma longa hist\u00f3ria em \u00c1frica. A Serra Leoa tinha um grupo chamado Kamajors, que estava armado para se proteger contra os rebeldes da Frente Revolucion\u00e1ria Unida na d\u00e9cada de 1990. No Uganda, os Arrow Boys foram formados em 2005. Protegeram os civis dos extremistas do Ex\u00e9rcito de Resist\u00eancia do Senhor.<\/p>\n<p>Os vigilantes s\u00e3o um subgrupo das mil\u00edcias armadas n\u00e3o estatais e s\u00e3o \u201cgeralmente entendidos como grupos a que cidad\u00e3os preocupados se juntaram para autoprotec\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de desordem local,\u201d de acordo com o relat\u00f3rio de 2023 do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), \u201cUnderstanding and Managing Vigilante Groups in the Lake Chad Basin Region.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Os grupos de vigilantes, escrevem os autores, s\u00e3o marcados por tr\u00eas caracter\u00edsticas principais: tendem a ser grandes e a ter acesso a armas; t\u00eam a capacidade de impor viol\u00eancia que pode alterar o equil\u00edbrio da paz; e n\u00e3o fazem parte de institui\u00e7\u00f5es formais de seguran\u00e7a do Estado, embora possam ter algumas rela\u00e7\u00f5es com esses grupos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se enquadram normalmente em tr\u00eas grandes categorias. Alguns foram organizados para combater o extremismo violento, como a For\u00e7a-Tarefa Conjunta Civil (CJTF, na sigla inglesa) no nordeste da Nig\u00e9ria. A CJTF \u00e9 talvez o grupo mais conhecido do seu g\u00e9nero no continente. Outros formam-se para combater o crime. O terceiro tipo \u00e9 \u201cmanipulado pelo Estado para atingir rivais \u00e9tnicos, religiosos ou pol\u00edticos,\u201d afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A CJTF foi formada na sequ\u00eancia do massacre de Baga, em Abril de 2013, em que se descobriu que os soldados nigerianos mataram cerca de 200 civis e queimaram 2.000 casas e empresas ap\u00f3s um ataque do Boko Haram a um posto militar, refere o relat\u00f3rio do PNUD. Esse ataque matou um soldado.<\/p>\n<p>\u201cSurpreendentemente, o que aconteceu a seguir n\u00e3o foi uma radicaliza\u00e7\u00e3o dos civis vitimados no Estado de Borno, mas sim o surgimento de vigilantes anti-Boko Haram ansiosos por trabalhar com as for\u00e7as de seguran\u00e7a nigerianas no vol\u00e1til Estado para repelir os extremistas do Boko Haram e proteger as suas comunidades,\u201d afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Pensa-se que a CJTF tenha cerca de 30.000 membros espalhados pelo Estado de Borno. Depois de o governo ter reconhecido formalmente o grupo em 2013, o Programa de Capacita\u00e7\u00e3o da Juventude de Borno, patrocinado pelo Estado, inscreveu 1.850 membros da CJTF num curso de forma\u00e7\u00e3o paramilitar de quatro semanas. Alguns receberam forma\u00e7\u00e3o no Centro Internacional de Forma\u00e7\u00e3o para a Manuten\u00e7\u00e3o da Paz Kofi Annan, no Gana. Os membros da CJTF tamb\u00e9m recebem uma bolsa mensal de 48 d\u00f3lares. Inicialmente, os vigilantes estavam armados com arcos e flechas, facas, catanas e paus. Mais tarde, alguns receberam forma\u00e7\u00e3o e foram autorizados a transportar espingardas de ac\u00e7\u00e3o directa.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, a CJTF registou vit\u00f3rias significativas contra os insurgentes, o que ajudou a expulsar o Boko Haram de Maiduguri, de acordo com um relat\u00f3rio elaborado para a ADF pelo Dr. Ernest Ogbozor, um perito nigeriano no combate ao extremismo violento na Bacia do Lago Chade.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Depois de algum sucesso, o grupo passou a ser associado ao assassinato de suspeitos, \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as nas suas fileiras, ao suborno e \u00e0 extors\u00e3o nos postos de controlo, ao roubo de gado, ao tr\u00e1fico de bens roubados e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de mulheres, refere o relat\u00f3rio do PNUD. Os vigilantes da CJTF tamb\u00e9m foram acusados de torturar militantes do Boko Haram e outros prisioneiros durante o interrogat\u00f3rio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_115679\" aria-describedby=\"caption-attachment-115679\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244877998.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-115679\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244877998.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244877998.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244877998-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244877998-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244877998-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244877998-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-115679\" class=\"wp-caption-text\">Homens esperam para se integrarem nos Volunt\u00e1rios para a Defesa<br \/>da P\u00e1tria em Ouagadougou, Burquina Faso. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>As for\u00e7as dos VDP do Burquina Faso, patrocinadas pelo governo, sofreram pesadas baixas na sua luta contra os extremistas violentos, de acordo com um relat\u00f3rio de Dezembro de 2023 do International Crisis Group. Os civis s\u00e3o apanhados no meio dos combates. O Presidente Ibrahim Traor\u00e9, um capit\u00e3o do ex\u00e9rcito que tomou o poder num golpe de Estado em Setembro de 2022, recrutou e armou mais 50.000 membros dos VDP, o que representa um aumento significativo do recurso a civis armados contra os extremistas do grupo do Estado Isl\u00e2mico e apoiados pela al-Qaeda, que os militares n\u00e3o conseguiram conter.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de serem empurrados para a linha da frente com um treino inadequado, alguns destes combatentes burquinab\u00eas est\u00e3o a atacar civis, como os de etnia Fulani, que, em grande parte, n\u00e3o foram recrutados por se pensar que poderiam estar em conluio com os extremistas. A presen\u00e7a dos VDP tamb\u00e9m exp\u00f5e os n\u00e3o-combatentes a repres\u00e1lias extremistas.<\/p>\n<p>\u201cAgora que as autoridades colocaram os VDP no centro do seu plano de seguran\u00e7a, n\u00e3o podem recuar instantaneamente sem correr o risco de minar a seguran\u00e7a,\u201d refere o relat\u00f3rio do Crisis Group. \u201cAl\u00e9m disso, os VDP s\u00e3o uma base importante para o Presidente Traor\u00e9.\u201d<\/p>\n<p>O governo da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo tamb\u00e9m est\u00e1 a contar com a ajuda de mil\u00edcias civis armadas. Em Novembro de 2022, o Presidente F\u00e9lix Tshisekedi apelou aos jovens para que organizassem \u201cgrupos de vigil\u00e2ncia\u201d e apoiassem o ex\u00e9rcito contra os rebeldes do M23 no leste do pa\u00eds.<\/p>\n<p><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>O site de not\u00edcias Afrikarabia relata que o \u201cWazalendo\u201d \u00e9 muito provavelmente uma am\u00e1lgama de oito a 10 grupos armados que usam o nome, que significa \u201cpatriotas\u201d em Kiswahili. O investigador Henry-Pacifique Mayala disse \u00e0 Afrikarabia que \u201cquando vemos a intensidade dos combates e a sua dura\u00e7\u00e3o, parece claro que os Wazalendo foram equipados com armas e muni\u00e7\u00f5es e beneficiam de apoio log\u00edstico.\u201d<\/p>\n<p>Inicialmente, os grupos civis podem apoiar o governo na luta contra os extremistas e outras mil\u00edcias, mas o facto de os armar acarreta muitos riscos. O analista de seguran\u00e7a David Egesa, baseado no Uganda, disse ao servi\u00e7o noticioso da Ag\u00eancia Anadolu que os grupos armados poder\u00e3o ajudar a defender-se do M23 a curto prazo, mas que isso tamb\u00e9m poder\u00e1 fortalecer os grupos de mil\u00edcias. A RDC \u201cpode discretamente permitir que as mil\u00edcias trabalhem em conjunto contra o M23,\u201d disse. \u201cMas um jogo t\u00e3o distorcido pode, a longo prazo, encorajar as mil\u00edcias&#8230; \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o perigosa.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_115535\" aria-describedby=\"caption-attachment-115535\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/2014-05-22T120000Z_703314930_GM1EA5N09SW01_RTRMADP_3_NIGERIA.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-115535\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/2014-05-22T120000Z_703314930_GM1EA5N09SW01_RTRMADP_3_NIGERIA.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/2014-05-22T120000Z_703314930_GM1EA5N09SW01_RTRMADP_3_NIGERIA.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/2014-05-22T120000Z_703314930_GM1EA5N09SW01_RTRMADP_3_NIGERIA-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/2014-05-22T120000Z_703314930_GM1EA5N09SW01_RTRMADP_3_NIGERIA-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/2014-05-22T120000Z_703314930_GM1EA5N09SW01_RTRMADP_3_NIGERIA-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/2014-05-22T120000Z_703314930_GM1EA5N09SW01_RTRMADP_3_NIGERIA-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-115535\" class=\"wp-caption-text\">Membros da For\u00e7a-Tarefa Conjunta Civil patrulham em Maiduguri, na Nig\u00e9ria. REUTERS<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>GEST\u00c3O DE GRUPOS ARMADOS<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do PNUD sobre os civis armados da Bacia do Lago Chade observa que \u201ca neglig\u00eancia do governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s frustra\u00e7\u00f5es e expectativas dos vigilantes pode ser uma receita para os problemas. &#8230; Para o bem ou para o mal, os vigilantes vieram para ficar.\u201d<\/p>\n<p>Mais uma vez, a experi\u00eancia do Burquina Faso confirma estas preocupa\u00e7\u00f5es. Antes da forma\u00e7\u00e3o dos VDP, os extremistas visavam sobretudo as for\u00e7as de seguran\u00e7a do Estado e os seus representantes, de acordo com um relat\u00f3rio de 2021 do Centro Internacional de Combate ao Terrorismo. Actualmente, as for\u00e7as auxiliares civis s\u00e3o os principais alvos. Nos primeiros seis meses de 2021, os extremistas mataram cerca de 200 volunt\u00e1rios civis \u2014 mais do que o n\u00famero de soldados burquinab\u00eas mortos durante o mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Este facto confirma as preocupa\u00e7\u00f5es iniciais de que a cria\u00e7\u00e3o dos VDP iria redireccionar a viol\u00eancia dos insurgentes para os civis.<\/p>\n<p>Apesar dos muitos riscos associados \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de for\u00e7as civis volunt\u00e1rias, o relat\u00f3rio do PNUD oferece 13 directrizes para gerir e supervisionar esses grupos \u201cbem como para mitigar os seus efeitos adversos nos civis em conflito.\u201d Uma amostra dessas orienta\u00e7\u00f5es inclui:<\/p>\n<figure id=\"attachment_115675\" aria-describedby=\"caption-attachment-115675\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244777940.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-115675\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244777940.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244777940.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244777940-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244777940-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244777940-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/GettyImages-1244777940-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-115675\" class=\"wp-caption-text\">Centenas de volunt\u00e1rios cantam enquanto esperam no exterior do Aeroporto Internacional de Goma, na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, em Novembro de 2022 antes de embarcar num avi\u00e3o para um centro de forma\u00e7\u00e3o. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Assegurar a regulamenta\u00e7\u00e3o e a supervis\u00e3o:<\/b> Isso pode incluir c\u00f3digos de conduta e regras de envolvimento.<\/p>\n<p><b>Oferecer assist\u00eancia n\u00e3o letal: <\/b>O apoio pode incluir detectores de metais, equipamento de seguran\u00e7a, telem\u00f3veis e transporte.<\/p>\n<p><b>Aumentar a responsabiliza\u00e7\u00e3o:<\/b> As autoridades devem investigar todas as alega\u00e7\u00f5es cred\u00edveis de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, crimes e abusos. Tal deve incluir ac\u00e7\u00f5es empreendidas com as for\u00e7as de seguran\u00e7a do Estado. A justi\u00e7a deve ser r\u00e1pida e transparente.<\/p>\n<p><b>Proibir a utiliza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as combatentes: <\/b>Os vigilantes n\u00e3o devem ser autorizados a recrutar e a utilizar crian\u00e7as. No Estado de Borno, na Nig\u00e9ria, a CJTF e a ONU acordaram um plano de ac\u00e7\u00e3o para 2017 com vista a proibir a utiliza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as.<\/p>\n<p><b>Limitar os vigilantes \u00e0 recolha de informa\u00e7\u00f5es: <\/b>A maior parte dos grupos de vigilantes j\u00e1 s\u00e3o utilizados para este fim. Limitar o seu papel a medidas defensivas, como o rastreio de pessoas e bens, evita os muitos problemas inerentes ao seu armamento.<\/p>\n<p><b>Verificar os membros do grupo:<\/b> Deste modo, ser\u00e1 poss\u00edvel eliminar os criminosos e as pessoas com um historial de queixas por parte dos membros da comunidade.<\/p>\n<p><b>Compens\u00e1-los adequadamente:<\/b> Reconhecer o servi\u00e7o com cuidados de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e \u201cassist\u00eancia aos meios de subsist\u00eancia sustent\u00e1veis.\u201d Aqueles que demonstram um comportamento excepcional podem ser considerados para alistamento em unidades policiais mais formais. Ser claro desde o in\u00edcio sobre as expectativas e a disponibilidade relativamente \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Estabelecer e financiar planos de desmobiliza\u00e7\u00e3o claros:<\/b> Uma vez terminada a viol\u00eancia, os vigilantes ter\u00e3o de ser desarmados, desmobilizados e reintegrados. Os recursos devem ajudar os vigilantes a encontrar emprego em sectores relevantes a n\u00edvel local. Os membros do grupo devem participar na cria\u00e7\u00e3o destes programas. <span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF Logo ap\u00f3s a Assembleia Nacional do Burquina Faso ter aprovado por unanimidade o armamento de volunt\u00e1rios civis para ajudar a combater os extremistas, em Janeiro de 2020, os riscos eram claros. 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