{"id":104258,"date":"2023-03-23T12:25:20","date_gmt":"2023-03-23T16:25:20","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=104258"},"modified":"2023-03-30T13:11:52","modified_gmt":"2023-03-30T17:11:52","slug":"bloqueios-da-respeitabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2023\/03\/bloqueios-da-respeitabilidade\/","title":{"rendered":"Bloqueios Da Respeitabilidade"},"content":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF<\/p>\n<p>Para que o ex\u00e9rcito de um pa\u00eds seja \u00e9tico e eficaz, ele deve aderir a certos padr\u00f5es objectivos. O principal entre eles \u00e9 a sua pr\u00e9-disposi\u00e7\u00e3o para se sujeitar ao governo civil.<\/p>\n<p>Este nem sempre foi o caso dos pa\u00edses africanos desde que a era da independ\u00eancia come\u00e7ou, e alguns pa\u00edses ainda enfrentam dificuldades para satisfazer este padr\u00e3o b\u00e1sico, mas vital.<\/p>\n<p>\u00c9mile Ou\u00e9draogo, um coronel reformado do ex\u00e9rcito do Burquina Faso e professor-adjunto de pr\u00e1ticas no Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos de \u00c1frica, alista quatro dos principais obst\u00e1culos no seu estudo \u201cAvan\u00e7ando o Profissionalismo Militar em \u00c1frica.\u201d<\/p>\n<p>Os obst\u00e1culos s\u00e3o os legados coloniais, preconceitos \u00e9tnicos e tribais, um ex\u00e9rcito politizado e uma pol\u00edtica militarizada e ainda uma falta de capacidade operacional ou de miss\u00e3o. Aqui encontra-se uma breve an\u00e1lise de cada um.<\/p>\n<h5 id=\"LEGADO\"><strong>O LEGADO DO COLONIALISMO<\/strong><\/h5>\n<p>Os poderes coloniais inevitavelmente estruturaram as suas col\u00f3nias para beneficiar a sua administra\u00e7\u00e3o de governo e garantir a seguran\u00e7a daquele regime bem como gerir as popula\u00e7\u00f5es de uma forma que preserve a autoridade central.<\/p>\n<p>Tudo, desde a localiza\u00e7\u00e3o das capitais nacionais at\u00e9 \u00e0 demarca\u00e7\u00e3o dos limites fronteiri\u00e7os, serviu os interesses coloniais.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Da mesma forma, os ex\u00e9rcitos e as col\u00f3nias tinham de garantir a seguran\u00e7a enquanto evitavam a possibilidade de rebeli\u00e3o. Os ex\u00e9rcitos da \u00c1frica Ocidental \u201cna sua maioria emergiram de ex\u00e9rcitos coloniais que foram criados com os objectivos de conveni\u00eancias pol\u00edticas para reprimir resist\u00eancia ind\u00edgena e servir os interesses geoestrat\u00e9gicos dos poderes coloniais,\u201d Naila Salihu, oficial de programas e pesquisa no Centro Internacional de Treinamento em Manuten\u00e7\u00e3o da Paz Kofi Annan, escreveu num relat\u00f3rio para o ACCORD.<\/p>\n<figure id=\"attachment_103945\" aria-describedby=\"caption-attachment-103945\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1236726711_edit.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-103945\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1236726711_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1236726711_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1236726711_edit-300x300.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1236726711_edit-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1236726711_edit-150x150.jpg 150w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1236726711_edit-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-103945\" class=\"wp-caption-text\">Tropas provenientes do N\u00edger desembarcam de uma aeronave em Argel, em 1956, enquanto uma aeronave de transporte traz tropas coloniais francesas da \u00c1frica Ocidental para a Guerra de Independ\u00eancia da Arg\u00e9lia. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na \u00c1frica Ocidental, as minorias \u00e9tnicas do norte de pa\u00edses como Gana, Nig\u00e9ria e Togo foram utilizadas para compor os ex\u00e9rcitos coloniais, escreveu Ou\u00e9draogo. Fazer isso ajudou os poderes coloniais a contrabalan\u00e7arem etnias historicamente mais poderosas, concentradas nas regi\u00f5es do sul.<\/p>\n<p>Em termos mais simples, os poderes coloniais n\u00e3o tinham interesse na constru\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a de longa dura\u00e7\u00e3o que poderiam promover a justi\u00e7a, rela\u00e7\u00f5es civis militares saud\u00e1veis e boa governa\u00e7\u00e3o fora dos objectivos coloniais. De facto, escreve Salihu, as autoridades coloniais brit\u00e2nicas e francesas fizeram exactamente o oposto, mesmo numa altura em que os seus governos estavam a fortalecer as suas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas nos seus pa\u00edses.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Apesar disso, alguns pa\u00edses emergiram do governo colonial com a capacidade de estabelecer institui\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 digno de observar que pa\u00edses como Senegal, que foram capazes de reorganizar o seu ex\u00e9rcito e institucionalizar as suas rela\u00e7\u00f5es civis-militares, foram capazes de manter o governo civil,\u201d escreveu Salihu. \u201cOutros pa\u00edses, como Gana, foram incapazes de o fazer e ficaram emaranhados num ciclo de golpes e contragolpes nas primeiras tr\u00eas d\u00e9cadas da independ\u00eancia.\u201d<\/p>\n<h5 id=\"PRECONCEITOS\"><strong>PRECONCEITOS \u00c9TNICOS E TRIBAIS<\/strong><\/h5>\n<p>Este obst\u00e1culo \u00e9 aparente em regimes em que os presidentes formam um ex\u00e9rcito primariamente composto por membros da sua pr\u00f3pria etnia ou tribo.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica \u00e9 conhecida como \u201cempilhamento \u00e9tnico\u201d e pode ter consequ\u00eancias graves para um pa\u00eds, mesmo pelo facto de que fortalece l\u00edderes autocr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u201cDesde a descoloniza\u00e7\u00e3o, preocupados com a possibilidade de tentativas de golpes de Estado e insurg\u00eancias \u00e9tnicas, muitos l\u00edderes continuaram a depender do recrutamento e da promo\u00e7\u00e3o de co-etnias para controlar o ex\u00e9rcito e garantir a sua lealdade,\u201d Kristen Harkness escreveu no estudo \u201cA Base de Dados do Empilhamento \u00c9tnico em \u00c1frica: Quando os l\u00edderes utilizam identidade caracter\u00edstica para criar lealdade militar.\u201d<\/p>\n<p>O empilhamento pode prevenir golpes e fortalecer regimes a curto prazo, mas excluir certos grupos tamb\u00e9m leva a instabilidades generalizadas que resultam em manifesta\u00e7\u00f5es, insurg\u00eancias e rebeli\u00f5es \u00e9tnicas, de acordo com Harkness. Os membros do ex\u00e9rcito que servem em sistemas como estes \u201ccomportam-se de forma diferente para com protestantes e rebeldes provenientes de grupos de fora, moldando pr\u00e1ticas de direitos humanos, vigil\u00e2ncia, repress\u00e3o e outros repert\u00f3rios de viol\u00eancia estatal,\u201d escreveu Harkness.<\/p>\n<p>Pr\u00e1ticas de promo\u00e7\u00e3o injusta num ex\u00e9rcito empilhado etnicamente podem prejudicar a efic\u00e1cia de combate. Quando o ex\u00e9rcito est\u00e1 diversificado e reflecte o pa\u00eds que serve, tende a ser mais eficaz.<\/p>\n<p>\u201cUm ex\u00e9rcito composto por tropas das comunidades distribu\u00eddas pelo pa\u00eds, por outro lado, pode criar uma funda\u00e7\u00e3o forte sobre o qual um Estado democr\u00e1tico pode ser constru\u00eddo,\u201d escreveu Ou\u00e9draogo. \u201cUma for\u00e7a diversificada tamb\u00e9m cria condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para a profissionaliza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas, visto que \u00e9 mais prov\u00e1vel que as promo\u00e7\u00f5es sejam merit\u00f3rias do que baseadas em etnias, a lealdade seria para com o pa\u00eds como um todo em vez de uma etnia em particular.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_103909\" aria-describedby=\"caption-attachment-103909\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-108223747_edit.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-103909\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-108223747_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"716\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-108223747_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-108223747_edit-300x199.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-108223747_edit-1024x679.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-108223747_edit-768x509.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-103909\" class=\"wp-caption-text\">Um manifestante oferece flores aos soldados tunisinos, em Janeiro de 2011. Soldados na Tun\u00edsia recusaram-se em estar entre o p\u00fablico e o regime do ent\u00e3o Presidente Zine El Abidine Ben Ali, que fugiu do pa\u00eds. GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<h5 id=\"EXERCITOS\"><strong>EX\u00c9RCITOS POLITIZADOS<\/strong><\/h5>\n<p>Este fen\u00f3meno surge quando os l\u00edderes dependem das for\u00e7as de seguran\u00e7a em vez da popula\u00e7\u00e3o civil para obter apoio. \u00c0s vezes, certos elementos do aparelho de seguran\u00e7a nacional podem tornar-se t\u00e3o favorecidos pelos governantes ou partidos no poder e receberem mais financiamento, equipamento e forma\u00e7\u00e3o do que outros subgrupos dentro das for\u00e7as armadas.<\/p>\n<p>A precariedade desta pr\u00e1tica foi demonstrada na Costa do Marfim, com in\u00edcio em 1960, quando F\u00e9lix Houphou\u00ebt-Boigny, o primeiro presidente do pa\u00eds, come\u00e7ou os seus 33 anos no poder. Ele reduziu o tamanho do ex\u00e9rcito e formou uma mil\u00edcia leal ao seu partido, composta maioritariamente por pessoal do seu pr\u00f3prio grupo \u00e9tnico. A sua manipula\u00e7\u00e3o, escreveu Ou\u00e9draogo, resultou em que alguns oficiais recebessem sal\u00e1rios mais elevados do que outros funcion\u00e1rios p\u00fablicos, cargos no partido e outros privil\u00e9gios, preparando o caminho para uma futura instabilidade que resultaria numa cat\u00e1strofe.<\/p>\n<p>Quando Houphou\u00ebt-Boigny morreu, em 1993, Henri Konan B\u00e9di\u00e9, assumiu o poder \u201ccom a ajuda de alguns oficiais da gendarmaria que pertenciam \u00e0 sua tribo,\u201d um acto sem precedentes que posicionou o mesmo grupo para ajudar a colocar Laurent Gbagbo no poder, no ano de 2000.<\/p>\n<p>Contudo, anos mais tarde, na Tun\u00edsia, sob o governo do Presidente Zine El Abidine Ben Ali, a mesma din\u00e2mica parece ter produzido um resultado contr\u00e1rio. Durante a rebeli\u00e3o da Primavera \u00c1rabe, de 2011, as for\u00e7as armadas daquele pa\u00eds, compostas por 40.000 homens fortes, ficaram desligadas do regime de Ben Ali, que, pelo contr\u00e1rio, favorecia a for\u00e7a da pol\u00edcia nacional e os guardas presidenciais e nacionais.<\/p>\n<p>Quando os protestantes civis sa\u00edram \u00e0s ruas, os soldados e os seus comandantes recusaram-se a colocar-se entre os protestantes e Ben Ali. Ele fugiu do pa\u00eds, e um movimento longo, complicado e fr\u00e1gil em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 democracia come\u00e7ou.<\/p>\n<h5 id=\"FALTA\"><strong>FALTA DE MISS\u00c3O E CAPACIDADE OPERACIONAL<\/strong><\/h5>\n<p>Os ex\u00e9rcitos profissionais s\u00e3o educados, bem treinados, suficientemente equipados e possuem orienta\u00e7\u00f5es claras sobre a sua miss\u00e3o e objectivos. A prontid\u00e3o para a miss\u00e3o depende amplamente de estruturas de comando e controlo e de rela\u00e7\u00f5es civis-militares saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Como exemplos, Ou\u00e9draogo indica para o r\u00e1pido colapso das for\u00e7as de seguran\u00e7a do Mali quando atacadas por extremistas islamitas, em 2012, e a facilidade com que as for\u00e7as rebeldes Seleka assumiram a capital, Bangui, na Rep\u00fablica Centro-Africana, um ano depois. Potenciais explica\u00e7\u00f5es desses fracassos s\u00e3o lacunas na cadeia de comando que levam a uma falta de disciplina, falta de supervis\u00e3o das aquisi\u00e7\u00f5es, baixo moral e \u201cuma miss\u00e3o desalinhada ou obsoleta.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_103913\" aria-describedby=\"caption-attachment-103913\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-165230492_edit.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-103913\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-165230492_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"709\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-165230492_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-165230492_edit-300x197.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-165230492_edit-1024x672.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-165230492_edit-768x504.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-103913\" class=\"wp-caption-text\">Rebeldes Seleka tomaram a capital da Rep\u00fablica Centro-Africana, Bangui, em 2013. Os conflitos internos s\u00e3o indicativos dos tipos mais comuns enfrentados por ex\u00e9rcitos africanos. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p>As lacunas na cadeia de comando podem levar a que recrutas das bases cometam crimes que ficam impunes, deixando a impress\u00e3o de que os soldados est\u00e3o acima da lei, escreveu Ou\u00e9draogo. Por exemplo, na Costa do Marfim de Gbagbo, no ano de 2000, militares leais a Gbagbo mataram civis que contestavam a sua elei\u00e7\u00e3o. Eles n\u00e3o foram responsabilizados.<\/p>\n<p>Os ex\u00e9rcitos africanos tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos por serem muito pesados na sua lideran\u00e7a. Ou\u00e9draogo indica que antes de 2012, o ex\u00e9rcito do Mali tinha um general para cada 400 soldados, enquanto uma brigada de infantaria t\u00edpica da NATO compreende aproximadamente 3.200 a 5.500 tropas e \u00e9 geralmente comandada por apenas um brigadeiro-general ou um coronel s\u00e9nior. Esta \u201cinfla\u00e7\u00e3o de oficiais\u201d pode pressionar os or\u00e7amentos e frustrar aqueles que percebem a falta de m\u00e9rito na promo\u00e7\u00e3o, levando a uma falta de disciplina ou baixo moral.<\/p>\n<p>Geralmente, os ex\u00e9rcitos s\u00e3o formados para proteger contra amea\u00e7as estrangeiras, entretanto este n\u00e3o \u00e9 o perfil da maior parte dos conflitos africanos. Os ex\u00e9rcitos africanos s\u00e3o mais propensos a enfrentarem amea\u00e7as internas, como insurg\u00eancias de extremistas no Mali, norte de Mo\u00e7ambique, norte da Nig\u00e9ria e Som\u00e1lia, por exemplo.<\/p>\n<p>\u201cO ocidente possui este modelo de um ex\u00e9rcito disciplinado, neutro, que n\u00e3o interfere, independente da pol\u00edtica dom\u00e9stica,\u201d Jakkie Cilliers, fundador e membro do conselho do Instituto de Estudos de Seguran\u00e7a, disse \u00e0 revista Foreign Policy. \u201cMas o modelo africano \u00e9 de um ex\u00e9rcito que \u00e9 utilizado internamente e \u00e9 parte e parcela de pol\u00edticas dom\u00e9sticas e aloca\u00e7\u00e3o de recursos.\u201d<\/p>\n<p>Estas insurg\u00eancias dom\u00e9sticas chamam aten\u00e7\u00e3o para a desconex\u00e3o entre o mandato do ex\u00e9rcito e as amea\u00e7as mais prevalecentes, escreveu Ou\u00e9draogo.<\/p>\n<p>\u201cAs for\u00e7as de seguran\u00e7a africanas, por conseguinte, devem tornar-se claramente mais competentes e profissionais de modo a prevalecer,\u201d escreveu. \u201cA menos que os l\u00edderes africanos identifiquem uma miss\u00e3o clara para as suas institui\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e incorporem isso nos seus processos de planifica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, ser\u00e3o incapazes de capacitar e treinar as suas tropas para os verdadeiros desafios de seguran\u00e7a que enfrentam.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF Para que o ex\u00e9rcito de um pa\u00eds seja \u00e9tico e eficaz, ele deve aderir a certos padr\u00f5es objectivos. O principal entre eles \u00e9 a sua pr\u00e9-disposi\u00e7\u00e3o para se sujeitar ao governo civil. 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