{"id":104250,"date":"2023-03-23T12:13:01","date_gmt":"2023-03-23T16:13:01","guid":{"rendered":"https:\/\/adf-magazine.com\/?p=104250"},"modified":"2023-03-30T13:37:37","modified_gmt":"2023-03-30T17:37:37","slug":"um-elevado-preco-a-pagar-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adf-magazine.com\/pt-pt\/2023\/03\/um-elevado-preco-a-pagar-2\/","title":{"rendered":"Um Elevado Pre\u00e7o A Pagar"},"content":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF<\/p>\n<p>Existe um novo grupo armado que causa terror entre a popula\u00e7\u00e3o do Mali.<\/p>\n<p>Os combatentes falam uma l\u00edngua estranha. Eles n\u00e3o s\u00e3o parecidos com os residentes locais. Convergem para as aldeias acompanhados de soldados malianos. A sua miss\u00e3o aparente \u00e9 ajudar a eliminar uma variedade de grupos terroristas persistentes.<\/p>\n<p>O seu registo hist\u00f3rico em toda a \u00c1frica, contudo, \u00e9 de viol\u00eancia criminal, incompet\u00eancia e explora\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica. Agora ganharam uma reputa\u00e7\u00e3o por matar civis malianos com impunidade.<\/p>\n<p>Eles s\u00e3o membros do Grupo Wagner, uma famosa empresa de mercen\u00e1rios russos que j\u00e1 teve soldados no terreno na Rep\u00fablica Centro-Africana, L\u00edbia, Mo\u00e7ambique e Sud\u00e3o. O seu legado \u00e9 de armadilha e atrocidades civis. A sua incurs\u00e3o descoordenada na prov\u00edncia nortenha de Cabo Delgado, em Mo\u00e7ambique, em Setembro de 2019, levou a uma derrota causada por insurgentes naquele ponto e uma retirada vergonhosa depois de cerca de dois meses. Eventualmente foram substitu\u00eddos por uma for\u00e7a multinacional africana mais eficaz.<\/p>\n<p>Agora entraram para o Mali sob um acordo com o governo militar no poder, pouco depois que as for\u00e7as francesas, que operavam sob a Opera\u00e7\u00e3o Barkhane, seguiram em frente com a sua retirada.<\/p>\n<p>O acordo \u00e9 o mais recente que foi celebrado entre as for\u00e7as do Grupo Wagner e um governo africano, em que o Grupo Wagner oferece seguran\u00e7a e treinos militares em troca de direitos a valiosos recursos naturais \u2014 neste caso, o ouro do Mali. Mas o resultado provavelmente venha a ser o mesmo: o Mali ser\u00e1 deixado em caos, rela\u00e7\u00f5es civil-militar destru\u00eddas e aliena\u00e7\u00e3o pelas comunidades regional e global. No processo, ter\u00e1 entregado riquezas que poderiam ajudar a garantir o seu futuro econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>Um grupo que n\u00e3o se sente seguro com este novo acordo s\u00e3o os civis malianos. \u201cEstou aterrorizado por causa dos extremistas,\u201d um comerciante de gado maliano disse ao The Washington Post, em Maio de 2022. \u201cEstou aterrorizado por causa do ex\u00e9rcito maliano e estes soldados brancos. Nenhum lugar \u00e9 seguro.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_103937\" aria-describedby=\"caption-attachment-103937\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1230979847_edit.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-103937\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1230979847_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"864\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1230979847_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1230979847_edit-300x240.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1230979847_edit-1024x819.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1230979847_edit-768x614.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-103937\" class=\"wp-caption-text\">Um cami\u00e3o do Grupo Wagner da R\u00fassia encontra-se parqueado na base do Ex\u00e9rcito da Rep\u00fablica Centro-Africana, em Bangassou, que foi saqueada num ataque rebelde, em Janeiro de 2021. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>COMO OPERA O GRUPO WAGNER?<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto o ano de 2021 acabava, Mali recebeu 800 a 1000 combatentes do Grupo Wagner. Raphael Parens, um investigador que escreveu para o Instituto de Pesquisa de Pol\u00edticas Estrangeiras, em Mar\u00e7o de 2022, indicou que o Grupo Wagner seguiu o mesmo plano de jogo no Mali que executou em outros lugares de \u00c1frica. A estrat\u00e9gia da empresa militar privada possui tr\u00eas componentes:<\/p>\n<p>\u2022 O grupo espalha desinforma\u00e7\u00e3o e mensagens pr\u00f3\u00ad\u2011governo, como contramanifesta\u00e7\u00f5es e vota\u00e7\u00f5es falsas. Em 2019, a campanha de desinforma\u00e7\u00e3o do Grupo Wagner, no Sud\u00e3o, tentou manter o ent\u00e3o presidente, Omar al-Bashir, no poder.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u2022 O Grupo Wagner define os pagamentos por seus servi\u00e7os atrav\u00e9s de concess\u00f5es mineiras, como a minera\u00e7\u00e3o do ouro e outros metais preciosos. O Mali possui dep\u00f3sitos significativos de ouro.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u2022 O grupo cria rela\u00e7\u00f5es com o ex\u00e9rcito nacional atrav\u00e9s de consultorias, treinos, seguran\u00e7a pessoal e opera\u00e7\u00f5es de combate aos insurgentes.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Na RCA, o Grupo Wagner realiza a maior parte das consultorias e forma\u00e7\u00f5es militares. O grupo tamb\u00e9m garante seguran\u00e7a pessoal para o Presidente Faustin-Archange Touad\u00e9ra. Em troca, a RCA concedeu \u00e0 R\u00fassia direitos de explora\u00e7\u00e3o mineira e permite que ela estabele\u00e7a a r\u00e1dio e os jornais na capital Bangui, de acordo com um relat\u00f3rio do Geopolitical Monitor, uma publica\u00e7\u00e3o online internacional de intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cAo longo de todo o processo, o envolvimento do estabelecimento da pol\u00edtica estrangeira russa \u00e9 claro, particularmente como o benefici\u00e1rio de rela\u00e7\u00f5es de ex\u00e9rcito para ex\u00e9rcito, com um novo potencial Estado-cliente,\u201d escreveu Parens.<\/p>\n<figure id=\"attachment_103817\" aria-describedby=\"caption-attachment-103817\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/AP22112753711293_edit.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-103817\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/AP22112753711293_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"712\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/AP22112753711293_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/AP22112753711293_edit-300x198.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/AP22112753711293_edit-1024x675.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/AP22112753711293_edit-768x506.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-103817\" class=\"wp-caption-text\">Tr\u00eas combatentes do Grupo Wagner, da R\u00fassia, \u00e0 direita, encontram-se entre os aproximadamente 1.000 homens estacionados no Mali, desde finais de 2021. Os mercen\u00e1rios e as suas contrapartes do ex\u00e9rcito do Mali foram acusados de viola\u00e7\u00f5es flagrantes de direitos humanos. THE ASSOCIATED PRESS<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A SITUA\u00c7\u00c3O NO SAHEL<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto a crise no Mali entra no seu 10\u00ba ano, a viol\u00eancia no Sahel aumentou em 70%, de 2020 para 2021. As mortes aumentaram em 17%. Grupos de militantes, nomeadamente aqueles com liga\u00e7\u00f5es com o al-Qaeda e com o Grupo do Estado Isl\u00e2mico, continuam os seus ataques no Mali e no vizinho Burquina Faso, de acordo com o Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos de \u00c1frica (ACSS).<\/p>\n<p>Pouco depois da sua chegada, o Grupo Wagner estabeleceu uma base pr\u00f3ximo do Aeroporto Internacional Modibo Ke\u00efta, na capital Bamako, pr\u00f3ximo da Bases A\u00e9rea 101, do Mali. Os mercen\u00e1rios em pouco tempo espalharam-se para o centro do Mali. Existem indica\u00e7\u00f5es de que at\u00e9 200 tropas podem estar estacionadas em S\u00e9gou e outros foram enviados para Tombuctu, de acordo com o Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos e Internacionais.<\/p>\n<p>Em Mar\u00e7o de 2022, o Grupo Wagner e soldados do Mali convergiram para a aldeia de Moura via helic\u00f3ptero. O objectivo declarado era de combater insurgentes, mas durante um cerco de cinco dias, os malianos e os russos \u201csaquearam casas, mantiveram residentes das aldeias em cativeiro no leito de um rio seco e executaram centenas de homens,\u201d o The New York Times comunicou depois de falar com testemunhas, activistas do Mali e funcion\u00e1rios ocidentais. Alguns foram mortos sem terem sido interrogados. Muitos deles eram jovens. Os mercen\u00e1rios roubaram j\u00f3ias e levaram os telem\u00f3veis para impedir que as pessoas gravassem as suas atrocidades.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas afirmou que mais de 500 civis morreram nas m\u00e3os de for\u00e7as armadas e insurgentes, de Janeiro a Mar\u00e7o de 2022 \u2014 um aumento de 324% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior.<\/p>\n<p>Os residentes locais contaram \u00e0 al-Jazeera sobre os soldados brancos que saquearam, atacaram e mataram pessoas. \u201cMuitas vezes, eles atacam as pessoas que tentam escapar,\u201d disse uma pessoa, na regi\u00e3o rural dos arredores de Tombuctu. \u201cSe tentares fugir, eles matam-te sem saber quem \u00e9s.\u201d<\/p>\n<p>Este tipo de ataques e o terror que causam est\u00e3o por detr\u00e1s do aumento do n\u00famero de refugiados que procuram por seguran\u00e7a na Maurit\u00e2nia em direc\u00e7\u00e3o ao oeste. Desde finais de 2021, o acampamento de refugiados de Mbera, daquele pa\u00eds, viu a sua popula\u00e7\u00e3o aumentar para 80.000 pessoas, com quase 7.000 tendo chegado apenas em Mar\u00e7o e Abril de 2022, comunicou a Al-Jazeera.<\/p>\n<p>\u201cMuitos, muitos relat\u00f3rios e muitas pessoas que entrevistamos falaram sobre o ex\u00e9rcito, afirmando que era mais violento,\u201d Ousmane Diallo, um investigador que trabalha para a Amnistia Internacional, a partir em Dakar, Senegal, disse \u00e0 Al-Jazeera. Ele disse que o aumento da viol\u00eancia come\u00e7ou \u201cdesde a chegada do Grupo Wagner.\u201d<\/p>\n<p>\u201cExiste um novo elemento. Os abusos e as viola\u00e7\u00f5es perpetrados pelo ex\u00e9rcito do Mali n\u00e3o s\u00e3o novos, mas a escala e a brutalidade aumentaram desde Janeiro de 2022 e isso \u00e9 algo que simplesmente n\u00e3o pode ser dispensado.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_103933\" aria-describedby=\"caption-attachment-103933\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220228956_edit.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-103933\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220228956_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220228956_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220228956_edit-300x178.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220228956_edit-1024x607.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220228956_edit-768x455.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-103933\" class=\"wp-caption-text\">Trabalhadores da desminagem da L\u00edbia examinam caixas de minas desmanteladas e remanescentes de muni\u00e7\u00f5es recuperadas, deixadas para tr\u00e1s pelas for\u00e7as do Grupo Wagner e suas contrapartes. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>CAOS E FALTA DE SUCESSO<\/strong><\/p>\n<p>As for\u00e7as do Grupo Wagner sempre entram num pa\u00eds prometendo melhor seguran\u00e7a contra os insurgentes, mas os seus resultados, muitas vezes, n\u00e3o logram sucesso em \u00c1frica, de acordo com Geopolitical Monitor.<\/p>\n<p>No norte de Mo\u00e7ambique, as for\u00e7as do Grupo Wagner rapidamente sentiram-se incapacitadas com o ambiente que os cercava, os seus aliados e os seus inimigos. O terreno denso da regi\u00e3o fez com que muito do equipamento de alta tecnologia do Grupo Wagner, como helic\u00f3pteros, ficasse obsoleto. A sua falta de compreens\u00e3o da cultura e da l\u00edngua locais, a sua falta de confian\u00e7a nos soldados mo\u00e7ambicanos e as violentas t\u00e1cticas assim\u00e9tricas do grupo insurgente, Ansar al-Sunna, rapidamente colocaram os mercen\u00e1rios russos em posi\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cOs soldados do Grupo Wagner tamb\u00e9m sofreram um ataque surpresa, quando os insurgentes entraram no seu acampamento vestidos de uniforme do ex\u00e9rcito mo\u00e7ambicano,\u201d de acordo com uma reportagem de Novembro de 2019, do jornal sul-africano, Daily Maverick. \u201cIsso tinha causado uma profunda falta de confian\u00e7a do Grupo Wagner perante o ex\u00e9rcito nacional e fez com que os russos parassem de fazer patrulhas conjuntas com soldados mo\u00e7ambicanos.\u201d<\/p>\n<p>Depois de os ataques terem causado a morte de pelo menos 11 combatentes e ferido outras duas dezenas, o Grupo Wagner ficou farto e bateu em retirada apressadamente.<\/p>\n<p>Entretanto, na RCA, uma guerra civil que dura h\u00e1 10 anos continua apesar da presen\u00e7a do Grupo Wagner. Na realidade, at\u00e9 cerca de 80% do pa\u00eds encontra-se sob controlo de rebeldes, de acordo com a Funda\u00e7\u00e3o Jamestown.<\/p>\n<p>\u201cOs grupos de mil\u00edcias continuam a atacar o governo e uns aos outros enquanto as divis\u00f5es religiosas e \u00e9tnicas complicam qualquer possibilidade de paz na regi\u00e3o,\u201d de acordo com Geopolitical Monitor. \u201cEnquanto isso, os mercen\u00e1rios russos obt\u00eam lucros a partir das minas de diamante da RCA, enquanto aconselham os l\u00edderes daquele pa\u00eds. Apesar de garantir uma influ\u00eancia acrescida para a R\u00fassia na RCA, as for\u00e7as do Grupo Wagner fracassaram [em] trazer qualquer vit\u00f3ria decisiva na guerra civil para o governo de Touadera. Muito pelo contr\u00e1rio, a paz parece menos prov\u00e1vel do que nunca num futuro pr\u00f3ximo e os mercen\u00e1rios continuam estacionados em Bangui com pouca supervis\u00e3o internacional.\u201d<\/p>\n<p>A efic\u00e1cia em campo de batalha das for\u00e7as do Grupo Wagner tamb\u00e9m \u00e9 suspeita. Mark Galeotti, um especialista em mat\u00e9rias de seguran\u00e7a russa, disse ao The Moscow Times, um site de not\u00edcias independente, escrito em l\u00edngua inglesa, que o baixo custo do Grupo Wagner, as liga\u00e7\u00f5es com Kremlin e os \u201cservi\u00e7os de apoio ao regime,\u201d fazem com que este grupo seja uma op\u00e7\u00e3o atractiva.<\/p>\n<p>Contudo, desde que lutou para anexar a Crimeia pela R\u00fassia, em 2014, e um ano mais tarde, em apoio \u00e0s for\u00e7as do Presidente Bashar al-Assad, na S\u00edria, o grupo de mercen\u00e1rios cresceu significativamente.<\/p>\n<p>\u201cEles claramente tiveram de expandir, comparando-se com os seus primeiros dias na S\u00edria e tamb\u00e9m t\u00eam de fazer lucro,\u201d disse Galeotti. \u201cIsso significa que devem ser menos mesquinhos quando se trata de escolha de recrutas. Eles est\u00e3o cada vez mais a operar em teatros onde n\u00e3o possuem muita experi\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>L\u00edbia oferece um dos exemplos mais flagrantes da pouca considera\u00e7\u00e3o do Grupo Wagner para com as vidas de civis. Enquanto ajudavam as for\u00e7as do Ex\u00e9rcito Nacional da L\u00edbia (LNA), do Marechal de Campo l\u00edbio, Khalifa Haftar, na guerra civil daquele pa\u00eds, eles deixaram minas terrestres, dispositivos explosivos improvisados e bombas-armadilhas nos bairros. Uma mina foi colocada numa bola de futebol. Uma outra foi colocada por baixo de um cad\u00e1ver.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio de Junho de 2022 das Na\u00e7\u00f5es Unidas concluiu que as minas terrestres e outros explosivos, na L\u00edbia, mataram 130 pessoas e feriram outras 196 entre Maio de 2020 e Mar\u00e7o de 2022, no sul de Tr\u00edpoli, Benghazi, Sirte e outros lugares. As v\u00edtimas variam em idades desde os 4 a 70 anos e eram na maioria homens e rapazes.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio afirmava que as minas terrestres \u201ce outros engenhos explosivos n\u00e3o detonados tinham sido encontrados em 35 locais marcados numa tabuleta deixada para tr\u00e1s pela empresa militar privada Grupo Wagner, em Ain Zara, em locais que tinham estado sob o controlo do LNA e nos quais o pessoal do Grupo Wagner tinha estado presente nessa altura.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO Grupo Wagner acrescentou ao legado mort\u00edfero das minas e das bombas-armadilhas espalhadas pelos bairros de Tr\u00edpoli que fez com que fosse perigoso que as pessoas regressassem \u00e0s suas casas,\u201d Lama Fakih, director da Human Rights Watch para o M\u00e9dio Oriente e o Norte de \u00c1frica, disse na p\u00e1gina da internet do grupo. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que seja feito um inqu\u00e9rito internacional cred\u00edvel e transparente para garantir justi\u00e7a para os muitos civis e trabalhadores de desminagem mortos e mutilados injustamente por essas armas.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_103929\" aria-describedby=\"caption-attachment-103929\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220208614_edit.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-103929\" src=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220208614_edit.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220208614_edit.jpg 1080w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220208614_edit-300x200.jpg 300w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220208614_edit-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220208614_edit-768x512.jpg 768w, https:\/\/adf-magazine.com\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GettyImages-1220208614_edit-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-103929\" class=\"wp-caption-text\">Um trabalhador da desminagem turco entra numa casa marcada com um aviso de minas, numa zona a sul de Tripoli, L\u00edbia, em 2020. AFP\/GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>UMA RELA\u00c7\u00c3O DISPENDIOSA<\/strong><\/p>\n<p>Alinhar-se com a R\u00fassia, atrav\u00e9s do Grupo Wagner, pode ser dispendioso em termos de riqueza nacional e reputa\u00e7\u00e3o. A Reuters noticiou que o Mali est\u00e1 a pagar ao Grupo Wagner 10,8 milh\u00f5es de d\u00f3lares por m\u00eas pelos seus servi\u00e7os. Os relat\u00f3rios tamb\u00e9m deixam claro que o Grupo Wagner possui inten\u00e7\u00f5es com a riqueza mineral do Mali, ao manter as suas opera\u00e7\u00f5es em outros lugares do continente.<\/p>\n<p>Muitos dos aliados tradicionais do Mali condenaram o acordo daquele pa\u00eds com o Grupo Wagner. Em Dezembro de 2021, a Uni\u00e3o Europeia imp\u00f4s san\u00e7\u00f5es, congelamento de bens e proibi\u00e7\u00f5es de viagem contra oficiais conhecidos do Grupo Wagner. Em Fevereiro de 2022, a UE imp\u00f4s san\u00e7\u00f5es contra cinco membros da junta no poder no Mali.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses africanos que mais acolhem a influ\u00eancia da R\u00fassia \u201ctendem a exibir as suas pr\u00f3prias vers\u00f5es de modelo de governa\u00e7\u00e3o autorit\u00e1rio e transicional da Russia,\u201d Director de Pesquisa do ACSS, Joseph Siegle, escreveu para o Instituto Italiano de Estudos Pol\u00edticos Internacionais, em Maio de 2022. Eritreia, Sud\u00e3o e Zimbabwe encaixam-se nesta descri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando a legitimidade dos l\u00edderes \u00e9 question\u00e1vel, o acr\u00e9scimo de esfor\u00e7os da R\u00fassia para ganhar influ\u00eancia combina para produzir um ambiente \u201cinerentemente desestabilizador,\u201d escreveu Siegle. O resultado \u00e9 um sistema que serve os interesses elitistas em preju\u00edzo dos civis.<\/p>\n<p>Adoptar o ponto de vista do Presidente Vladimir Putin de ordem internacional apresenta implica\u00e7\u00f5es assustadoras para os pa\u00edses africanos, especialmente \u00e0 sombra da invas\u00e3o sem provoca\u00e7\u00e3o da R\u00fassia na Ucr\u00e2nia. \u201cImagine se um pa\u00eds africano maior declarar que o seu pa\u00eds vizinho mais pequeno nunca realmente existiu como uma entidade soberana independente,\u201d escreveu Siegle. O modelo amea\u00e7a os princ\u00edpios de governa\u00e7\u00e3o estabelecidos na Carta da ONU.<\/p>\n<p>\u201cEmbora a ordem internacional actual, baseada na ONU, esteja longe de ser perfeita, ela fornece uma base legal e colectiva para que as vozes dos cidad\u00e3os africanos sejam ouvidas, os direitos humanos sejam protegidos e os governos sejam responsabilizados,\u201d escreveu Siegle. \u201cA alternativa \u00e9 que cada pa\u00eds \u2014 e cada indiv\u00edduo \u2014 esteja sozinho.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EQUIPA DA ADF Existe um novo grupo armado que causa terror entre a popula\u00e7\u00e3o do Mali. Os combatentes falam uma l\u00edngua estranha. Eles n\u00e3o s\u00e3o parecidos com os residentes locais. Convergem para as aldeias acompanhados de soldados malianos. A sua miss\u00e3o aparente \u00e9 ajudar a eliminar uma variedade de grupos terroristas persistentes. 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