Sintomas de COVID-19 Mudam Para o Tracto Respiratório Superior

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EQUIPA DA ADF

Desde o surgimento da COVID-19, aproximadamente três anos atrás, a perda de olfacto tem sido um indicador comum de que alguém está infectado. Mas novas pesquisas sugerem que este pode não ser mais o caso.

De acordo com a Zoe Health Study, do Reino Unido, as mais recentes infecções pela COVID-19 vieram com uma dor na garganta, congestão nasal e uma tosse persistente. Perder o sentido de olfacto caiu na lista, da sua posição em que esteve uma vez no topo, de acordo com o estudo.

Especialistas consideram a mudança nos sintomas como parte da evolução contínua do coronavírus que causa a COVID-19.

“Esta pode ser a nossa nova linha de base,” Dr. Ulysses Wu, epidemiologista-chefe do Hartford HealthCare, um hospial do Estado de Connecticut, EUA, disse num comunicado de imprensa.

A variante Delta, que apareceu em medos de 2021, atacava células que se localizam num lugar profundo dos pulmões dos pacientes, fazendo com que fosse difícil combater e levando a um número de internamentos em cuidados intensivos e mortes em todo o mundo. Em contraste, a variante Ómicron, que apareceu em finais de 2021 e deu lugar a múltiplas subvariantes, continua a centrar-se no tracto respiratório superior — o nariz, as cavidades nasais e a garganta — das pessoas infectadas.

Depois de tornar-se uma subvariante dominante no mundo inteiro, a estirpe BA.5 da Ómicron registou um declínio de 99% de novos casos para cerca de 66%, numa altura em que um conjunto de novas variantes surgiu, incluindo a BA.4.6, BQ.1, BQ.1.1 e BF.7 — sendo todas elas variações da BA.4 ou BA.5, de acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA.

Os investigadores continuam em alerta para novas estirpes da COVID-19 que podem representar um novo risco de infecções fatais. Um destes, conhecido como XBC, é um híbrido da Delta e da Ómicron.

“Nos casos mais recentes da COVID, que, mais uma vez, são estas variantes mais recentes, existem algumas coisas que notei,” Dra. Allison Arwady, Comissária do Departamento de Saúde Pública de Chicago, disse a uma estação de rádio local. “Em primeiro lugar, a principal é que as pessoas estão muito menos propensas a ficarem gravemente doentes. Isso significa que o sistema imunológico está a ficar melhor no que se refere a proteger contra esta doença grave.”

Embora os sintomas da COVID-19 tenham-se tornado menos graves do que as versões anteriores do vírus, os especialistas de saúde alertam que não existe qualquer garantia de que os sintomas irão permanecer da mesma forma. Cada nova infecção cria uma oportunidade para que novas subvariantes e híbridos se desenvolvam, muitos deles com uma grande capacidade de propagação.

Por essa razão, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças continuam a apelar as pessoas para tomarem precauções, como usar máscaras em locais de aglomerados populacionais.

Estamos numa situação muito melhor do a que estávamos antes,” Dr. Mike Ryan, o director-executivo de programas de emergência de saúde, disse durante uma recente conferência de imprensa. “Mas isso não significa que devemos ser complacentes.”

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