Doação dos EUA Apoia a Resposta de Moçambique à COVID-19

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EQUIPA DA ADF

Enquanto Moçambique enfrentava dificuldades em lidar com uma terceira vaga de infecções pela COVID-19, os EUA destacaram-se no início de Julho, doando 600.000 dólares em equipamento médico e financiamento para contratar mais enfermeiros e médicos para equipar os centros de tratamento do coronavírus.

A doação inclui equipamento de protecção individual para profissionais de saúde, monitores cardiorrespiratórios, oxímetros e dispositivos que suportam o uso contínuo dos ventiladores doados pelos EUA. A entrega foi feita na cidade capital, Maputo, no sul de Moçambique, longe do norte devastado pela guerra.

“Esse material médico irá garantir que os médicos, enfermeiros e outras equipas de saúde tenham mais flexibilidade no tratamento de pacientes gravemente afectados pela COVID-19 e com necessidades específicas, como oxigénio,” disse Martin McLaughlin, director interino da missão de Moçambique, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), durante a cerimónia de entrega.

Cerca de uma semana depois da doação dos EUA, o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou que o país adquiriu mais 11 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19, que devem chegar ao país no final de Agosto. Nyusi não disse de onde elas vinham ou se eram compradas ou doadas.

O governo tenciona vacinar 17 milhões dos seus 30 milhões de pessoas até ao final do ano.

“Esta vacinação em massa irá permitir que o nosso país faça uma transição segura e gradual para uma situação próxima da normalidade,” disse Nyusi numa reportagem da Agência de Informação de Moçambique.

O Ministro da Saúde de Moçambique, Armindo Tiago, apelou a todos os profissionais de saúde elegíveis que aceitem a vacina.

“A aquisição pelo sector privado desempenha um papel importante no Plano de Vacinação Nacional,” disse Tiago num comunicado. “Irá permitir a protecção de unidades produtivas em risco devido à propagação da COVID-19, eventualmente contribuindo para menores taxas de absentismo e garantindo uma maior produtividade.”

Desde o início da pandemia, os EUA doaram aproximadamente 33 milhões de dólares para a resposta de Moçambique à COVID-19.

Em Maio, os EUA investiram 320.000 dólares num programa que irá fornecer energia solar a 92 centros de saúde das zonas rurais, em Sofala, uma província costeira do centro de Moçambique, onde 90% dos centros de saúde não possuem acesso regular à corrente eléctrica. A subvenção da Power Africa cobre as operações e a manutenção dos sistemas eléctricos à base de energia solar, fora da rede convencional, durante um ano.

A mais recente doação veio pouco depois de Nyusi ter anunciado o prolongamento de um recolher obrigatório nacional e encorajado as instituições públicas e privadas a permitir que os seus funcionários trabalhem a partir de casa, sempre que possível.

“Vamos adoptar os novos modos de vida,” disse Nyusi numa reportagem da Agência de Informação de Moçambique. “Vamos adoptar a tecnologia para resolver o problema da COVID-19.”

Nyusi deu a entender que a terceira vaga de infecções se estava a propagar rapidamente, porque as pessoas se tinham descuidado em relação às medidas de prevenção.

“Esquecemos o desastre que nos atingiu em Janeiro e Fevereiro,” no pico da segunda vaga, disse Nyusi, de acordo com a Agência de Informação de Moçambique. Quando o governo relaxou algumas das restrições impostas pela COVID-19, em Maio, “muitas pessoas pensaram que isso significava o final da pandemia,” acrescentou.

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