Investimentos em Energia Solar Ajudam Moçambique a Iluminar Centros de Saúde

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EQUIPA DA ADF

O governo dos EUA investiram 320.000 dólares num programa que irá fornecer energia solar a 92 centros de saúde, em Sofala, uma província costeira de Moçambique.

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) atribuiu a subvenção Power Africa à empresa de energias renováveis SolarWorks! Moçambique deverá instalar sistemas eléctricos à base de energia solar, fora da rede convencional de distribuição, para os centros de saúde das zonas rurais, que servem cerca de 138.000 pessoas em Sofala, onde 90% dos centros de saúde não possuem acesso regular à energia.

A subvenção cobre os custos de operação e de manutenção de um ano.

A atribuição “demonstra o que pode ser alcançado quando os sectores público e privado trabalham juntos para resolver um problema,” disse o Embaixador dos EUA em Moçambique, Dennis W. Hearne. “Com um valor modesto de financiamento do governo dos EUA, somos capazes de incentivar o envolvimento do sector privado como este, que irá melhorar os serviços de prestação de cuidados de saúde para milhares de pessoas.”

A energia é necessária para garantir a iluminação e alimentar os telefones, computadores e equipamento médico, assim como refrigerar os medicamentos e as vacinas, especialmente durante a pandemia da COVID-19. A corrente eléctrica para laptops, impressoras e para a internet irá também melhorar a recolha e a partilha de dados médicos.

Aproximadamente 60% das unidades sanitárias da África Subsaariana não possui corrente eléctrica. Das que possuem corrente eléctrica, apenas 34% dos hospitais e 28% dos postos de saúde possuem energia confiável durante todo o dia, de acordo com o relatório do Banco Mundial, de 2019.

Outros países transformaram a energia solar para as suas necessidades eléctricas durante a pandemia. No ano passado, o Madagáscar recebeu uma subvenção no valor de 240.000 dólares para electrificar 35 centros de saúde das zonas rurais que servem a 140.000 pessoas. Apenas 6,5% dos agregados familiares rurais de Madagáscar têm acesso à corrente eléctrica.

O programa de energia solar foi estabelecido numa altura em que as autoridades de saúde moçambicanas alertaram sobre a probabilidade de uma terceira vaga de infecções pela COVID-19, assim como aconteceu no país vizinho, África do Sul.

“A pandemia está longe de ter terminado” Presidente Filipe Nyusi disse numa reportagem do Club of Mozambique, em finais de Maio.

Desde que a pandemia começou, os EUA doaram 50 ventiladores ao Ministério de Saúde de Moçambique, contribuíram com 3,7 milhões de dólares para garantir a prontidão da vacina e investiram mais de 20,4 milhões de dólares em formação, suprimentos e equipamento.

Moçambique fez o lançamento da sua campanha de vacinação contra a COVID-19 em Março e esperava receber aproximadamente 2 milhões de doses de várias fontes até Junho. Durante a primeira fase da campanha, o governo planificou inocular cerca de 60.000 profissionais de saúde. O país pretende vacinar 16 milhões dos seus 30 milhões de pessoas até 2022.

Até ao início de Maio, Moçambique tinha administrado cerca de um quarto das doses que tinha recebido, Ruth Bechtel, directora nacional da Village Reach, em Moçambique, disse ao The New York Times. Village Reach é uma organização não governamental que trabalha com os governos para resolver os problemas da prestação de cuidados médicos.

Bechtel disse que a cadeia de fornecimento de vacinas deve ser capaz de fazer a monitoria do stock em diferentes locais de vacinação e que mais profissionais de saúde devem aprender como administrar as vacinas.

“Enquanto mais vacinas estiverem a entrar e um maior número de pessoas for vacinado, haverá necessidade de mais pessoas formadas,” disse Bechtel. “Mas isso ainda não aconteceu.”

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